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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

| Women’s Health Lifestyle Blog| Um blog cheio de modernices, feminices e pedacinhos de neura com ciência.

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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

19
Mar20

Gossip #corona

MartaGomes Saúde da Mulher

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Gossip
.
Desde o início de janeiro que ouço falar do corona e sempre considerei gossip. Fofocas, conspirações, dramatismos, etc, etc. .
Afinal este ser, invisível, deu-nos a volta ao planeado, às nossas “supostas” vidas controladas, aquilo que sabemos. Faz-nos ter medo por aquilo que não vemos. Faz-nos, ao mesmo tempo, ter respeito pela vida. Percebemos como tudo é inconstante. Percebemos como, o que vivemos hoje, o que temos hoje, onde estamos hoje, é apenas e só hoje. Amanhã será uma lembrança, uma memória, será passado. E, com o passar dos dias, acaba por se tornar numa “vida passada”. Por isso, um dia, tudo o que estamos a viver agora será também uma “vida passada”. Deixará tanto marcas de inovação como marcas de trauma. Deixará uma nova forma de ver as coisas. Deixará uma maior capacidade para valorização, reconhecimento, empatia no contacto mão com mão.
.
Ao fim de 7 dias em casa já fraquejei. Já chorei. Já fiquei sem motivação nenhuma para tirar o pijama e to@ar banho. Já fiquei sem conseguir adormecer. Já fiquei sem sequer me apetecer falar. Quem me dera puder continuar a dizer Gossip. Mas os factos não me permitem. Resta-me adaptar-me a esta nova vida, de regresso à cidade onde cresci e encontrar energia para vos motivar dia-a-dia a viver, a rir, a pensar, a relaxar, a cozinhar saudável e, a renderem-se ao Pilates. 🤸🏻‍♀️ “Everything happens for a reason” #chinesemedicine .

12
Mar20

Fiz um workshop de escrita criativa

MartaGomes Saúde da Mulher

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Fiz um workshop de escrita criativa.

É verdade, este ano decidi dedicar-me um bocadinho mais a mim. Este ano decidi dedicar-me ao que sempre deixei em standby na minha vida, ao que nunca coloquei como prioridade, ao que nunca quis conhecer. O Eu, o meu verdadeiro Eu. Este ano decidi por um pouco de lado o estatuto profissional ou a contínua busca dele. Este ano decidi propor-me ao que não conheço, ao que não sei o que vou encontrar, ao responder a perguntas tão simples e ao mesmo tempo tão difíceis como “O que me faz realmente feliz?”

Passamos anos e anos da nossa vida a procurar fazer mais e mais, a tentar chegar mais longe ou a alcançar o que outros alcançaram. Passamos anos e anos da nossa vida a querermos ser reconhecidos por estatutos. Passamos anos e anos da nossa vida na frenética onda de trabalhar mais, de fazer mais do que um curso, de ter mais do que um título. Passamos anos e anos da nossa vida a querer angariar fundos para garantir todo o suporte aos que temos connosco. Passamos anos e anos de vida com tanto medo de no futuro perdermos o presente que nem o presente valorizamos, que nem o presente vivemos, que nem no presente estamos. 

Vivemos em função de tudo. Menos de nós próprios.

Por isso, fiz um workshop de escrita criativa.

Há tanto dentro de mim para além da minha identidade como profissional de saúde. Há emoções, há ideais, há vivências, há experiências, há um Eu para pôr cá para fora. E nada melhor do que a escrita para isso. Nada melhor do que a escrita para pôrmos os nossos pensamentos, as nossas preocupações, as nossas dúvidas, a nossa fúria, a nossa tristeza e o nosso amor em papel. 

Fiz um workshop de escrita criativa. Não sou jornalista mas fiz um workshop de escrita criativa e aconselho-vos tanto mas tanto a escreverem.

Comprem um diário. Ou comprem um bloco em branco. Ou usem folhas de rascunho ou mesmo as notas do telemóvel e escrevam. Escrevam o que vos vier à cabeça. Escrevam o que gostavam de dizer mas não podem. Escrevam o que vos magoa e sintam como isso vos magoa. Sintam o que escrevem. Depois, escrevam o que vos faz feliz. Escrevam o que vos faz feliz e sintam como isso vos faz feliz. Vão soltar um sorriso, tenho a certeza. 

A escrita é livre. A escrita é libertadora. Podem assinar e podem mostrar o que escreveram. Ou podem guardar só para vocês ou usar outro nome que não o vosso na assinatura. Ainda é perfeitamente compreensível que o façam desta forma. Mas, acreditem que será igualmente libertador. Acreditem que será uma porta que estão a abrir para o auto-conhecimento, para o desenvolvimento pessoal. Para o auto-conhecimento. auto-desenvolvimento. auto-consolidação. 

Fiz um workshop de escrita criativa. E recomendo. 🤗

03
Mar20

Que bem que ia agora uma caminha

MartaGomes Saúde da Mulher

Que bem que ia agora uma caminha!

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Não é fácil admitir perante a nossa sociedade que gostamos de dormir. Não é fácil admitir perante a frenética sociedade que fazíamos a sesta na boa. 

Não é fácil admitir perante a comunidade que dormimos 10 horas e que bem que isso nos fez.

Não é fácil admitir que dormimos em vez de constantemente trabalharmos. 

É socio-cultural que devemos ter o nosso emprego, que devemos acumular com o trabalhar em casa, e ainda que temos que ter a canseira da família e das lides de casa. É socio-cultural que não devemos ter tempo, que não devemos parar. Quase que é socio-cultural que não podemos dormir. Mas, dormir é essencial para a nossa saúde.

Então, em que ficamos?

Lembro-me de ter 14 anos e ter tentado a minha primeira direta. Estava num torneio de voleibol na ilha da Madeira. Era a última noite, já não tínhamos jogos no dia a seguir e estávamos em comemoração. Longe dos pais e a querermos quebrar “regras” e aproveitar a noite como “crescidas” decidimos fazer direta. Uau, seria espectacular passar mais do que 24horas acordadas e isto prometia que íamos viver mais, rir mais, ser mais felizes. 

Pois... o que sei é que a minha memória desse dia ou dessa noite se foi. Lembro-me daquilo ter sido uma verdadeira luta com o meu sistema até que me rendi e adormeci. Não me lembro de ser mais feliz no tempo em que estive acordada. Não me lembro de me ter rido mais no tempo em que estive acordada. Não me lembro de ter sido mais fixe no tempo em que estive acordada. A única coisa que me lembro foi que, inevitavelmente, adormeci. 

Talvez nos meus 20’s tenha conseguido aguentar 24horas sem dormir para aproveitar uma festa. Só sei que logo a seguir caía numa cama e dormia horas e horas. É quando não repunha o sono convenientemente é certo que me sentia mais incoerente, intolerante e tinha mais apetite. Para além disso, não tenho grande facilidade em recordar esses momentos com clareza. Porque, efetivamente, com privação de sono ou insónia muitas alterações hormonais ocorrem, muitas alterações de neurotransmissores ocorrem e muitos efeitos nocivos a nível cerebral dão cartas.

Apesar da minha mãe sofrer de insónia, privação de sono desde os seus 20’s e ter mantido este padrão quando grávida de mim, para mim, dormir é essencial. Para mim, dormir, é a cereja no topo do bolo em cada dia. Para mim, uma caminha, é o lugar mais confortável de sempre. Para mim, pôr a cabeça na almofada e dormir é a melhor resolução de conflitos. 

E para vocês?

Que bem que ia agora uma caminha?

 

 

 

22
Fev20

Sempre quis uma barriga d’sonho

MartaGomes Saúde da Mulher

Tinha 13 anos e sonhava com uma barriga d'sonho. 

Lembro-me perfeitamente como se fosse hoje. Lembro-me daquelas férias de verão em que depois daquela vida chata de piscina e sol colava na MTV a ver vídeo-clips e acredito que os meus olhos nem pestanejariam quando via a JLo no "if you had my love". Aquela barriga para mim era e continua a ser d'sonho. Definida q.b, sem fazer pregas quando se senta, a cintura perfeita. Se eu pudesse escolher um corpo como exemplo do que eu queria, com toda a certeza, escolheria esse do vídeo-clip. 

Tinha 13 anos e queria uma barriga d'sonho.

Talvez fosse precoce mas comecei a ler sobre dietas na famosa revista daquele tempo entre as adolescentes, a "Ragazza". Aconselhavam a apostar nas fibras e nos produtos integrais bem como nos magros. Não me lembro de ler sobre frutas e vegetais senão na altura, certamente tinha começado a comer. Mas, na maioria das vezes, quando se fala ou se lê sobre dieta ou dizem para comer tudo integral e magro ou dizem para cortar os hidratos de carbono à noite ou não fogem muito deste mix contando que as calorias não ultrapassem as 1300kcal diárias. 
Nada contra, mas ainda bem que veio o "funcional" com as dicas nutricionais de preferir os alimentos "vivos" aos alimentos processados e com isso pôr de lado a questão de "procure comer cereais integrais e tudo o que no rótulo leve com magro ou light". 
É certo que a privação de comida faz barrigas lisas. Confesso que experimentava alguns jejuns só para aspirar à barriga d'sonho. Fiz algumas loucuras, é verdade. Há quem diga "mulheres". 🤷🏻‍♀️ Eu chamo essas loucuras de exigências por demais da conta, idealismos, aspirações a conjecturas perfeitas e, sem dúvida, percepções. É sempre a forma como percepcionamos o mundo que nos pode provocar o maior sofrimento ou a maior alegria. E no que toca à imagem "ideal" geralmente não somos meigas connosco próprias. Confesso que eu nunca fui muito. 
Na adolescência ainda fui conseguindo a minha barriga d'sonho. Mas só o reconheço olhando agora para trás porque na altura estava sempre mal. Depois nos vintage começaram as oscilações. Às vezes estava lisa, outras vezes o balão ao final do dia já aparecia. Depois dos 28, nem comento. Aquela prega intestinal já estava ali muitas vezes bem marcada. O leite e as bolachas eram a minha perdição e saber comer realmente bem era algo que eu nem fazia ideia de como era. 

Tinha 28 anos e já não sonhava só em ter uma barriga d'sonho. Sonhava também em ter a cara de bebé dos meus vintage ou da minha adolescência. Queria voltar para trás. Sonhava com o passado. Queria o que já tinha tido e na altura só sabia apontar defeitos. E foi aí que começou o percurso pela busca de todas as respostas para: como ter uma barriga d'sonho? 

A barriga é o nosso centro. O centro é chamado de core. E a partir do core movemos todo o corpo. O core é a nossa "central" das emoções. É através do trabalho do core, interno e externo, que conseguimos o controlo das nossas emoções. Conseguimos identificar o que sentimos, conseguimos aceitar o que sentimos, conseguimos agir perante o que sentimos. 
A barriga contempla o segundo, terceiro e quarto chakra. O terceiro chakra é o chakra da auto-estima. Este fica precisamente na zona do umbigo. O segundo chakra contempla a sexualidade e o "ser mulher". O quarto chakra fica na linha do coração, do diafragma respiratório e está diretamente relacionado com o que sentimos. Os três formam a residência das nossas emoções. Um deles em desequilíbrio e o nosso core, a nossa barriga dá sinais. 
Pode até ser pouco científico sim mas, como diz O Principezinho "O essencial é invisível aos olhos". 

Tenho 33 anos e continuo a sonhar com uma barriga d'sonho. Já a tive sim. Em vários períodos da minha vida. Esta, na fotografia, não tem muito tempo. Tinha 32 anos fresquissimos e estava numa das minhas melhores formas de sempre. Tinha iniciado um trabalho interior, emocional, exigia menos, tratava-me melhor, gostava mais de mim. E, sim, estava mais activa, mais ágil, menos medos e, como tal, um corpo mais saudável, um core mais activo, uma barriga mais d'sonho. 

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Ela é possível. Em qualquer idade, após qualquer condição. Basta acreditar. Basta aceitar que não se sabe tudo, que não se controla tudo e aprender, acima de tudo, a controlar as emoções. Porque a mulher é um ser emocional e tudo o que a faz ir direta para os armários das cozinhas, para os supermercados ou confeitarias e perder a cabeça são, sem dúvida, a incapacidade de reconhecer, aceitar e gerir aquilo que sente, aquilo que acontece. E o sistema gastro-intestinal responde, os diafragmas respiratório e pélvico respondem, o sistema músculo-esquelético responde, o sistema hormonal responde e, a barriga, essa barriga, dá sinal...

Agora, tenho 33 anos e mantenho a mesma filosofia. E mantê-las-ei sempre quer em estado de grávida, quer em pós-parto, quer em menopausa.

Tenho 33 anos e quero uma barriga d’sonho.

Este é o ano dos sonhos que se tornam realidade ✨

 

15
Fev20

Guilty Business - elas nas horas

MartaGomes Saúde da Mulher

 

Dia da edição mensal de almoços executivos. É como feriado santo para nós!

Escolhemos sempre um restaurante fancy para este encontro. Um restaurante com pinta, um restaurante badalado no momento, um restaurante com opções sem glúten e sem lácteos, um restaurante muito postado entre as instragramers, um restaurante com grande vista, um restaurante com muito foodstyling. São inúmeros os nossos critérios e não pedimos tudo num. No fundo, o que mais gostamos é de viajar nas conversas e nas experiências. 
Sim, falamos sobre os outfits do momento, falamos sobre relacionamentos e família, como falamos sobre investimentos, projectos rentáveis, saúde, saúde da mulher íntima e não íntima, dinheiro, bitcoins e apps. Ou seja, falamos de negócios. Os nossos negócios. 
Rimos, rimos muito. E gozamos. Gozamos com as cenas umas das outras. Tornamos conversas sérias mais leves. Desabafamos por vezes. E falamos das nossas mantas polares que se apoderam de nós a partir dos 30. Falamos de estratégias para a perder. E, apesar de neste almoço termos escolhido o Guilty, não nos sentimos nem um pouco culpadas de pecar.

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O spot é muito fancy, sem dúvida. O restaurante estava cheio mas nem por isso havia muito barulho. Aconselha-se a reserva e mesmo assim podem ter que esperar no bar o que não é mau de todo pelos cocktails interessantes que tem. A nível de pratos, dá para viajar nos sabores. Na minha steamy adventure babei-me com o molho de redução de vinho do Porto e mostarda dijon e com as uvas combinadas com o chèvre.

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Para quem estava em “programa fat Secret” como eu tentando apontar tudo o que comia para perceber as reais quantidades de gordura, hidratos de carbono e proteína que andava a ingerir, esta saladinha também entrou direta para lá. Acho que consegui colocar quase tudo, menos o molho delicioso que, certamente, conta com alguns bons hidratos de carbono. Mesmo assim, é uma opção low carb. Mas a nível de gordura já o cenário é outro. Minhas queridas, saladinhas com queijos (feta, chevre, mozzarella, etc) são um bom aporte de gordura e, em lácteos, a gordura é saturada. Ou seja, é toda aquela gordurinha que faz faísca colaborando na inflamação. Por isso,  é preciso ter atenção. E, em saladas, e, ainda para mais com queijos, quem não adora umas nozes ou umas sementes? A combinação de sabores é brutal e com molho de sabor agridoce ainda mais estamos perante um mix de gordura saturada (queijo) e gordura poli-insaturada ômega 6 (frutos secos e sementes). O ômega 6 em dobro em relação ao ômega 3 dá também direito a um resmungar do nosso sistema imunitário. Posto isto, quando coloquei no fat Secret tudo o que comi deu assim cerca de 900kcal repartidas em 60% de lipídios, 22% de hidratos e 18% de proteína. Um bom típico paleo. 😜

Fiquei de olho no hambúrguer portobello (não incluído no menu Guilty Business) e na pizza de mix de queijos com burrata e numa outra com pesto (estas sim, incluídas no menu Guilty Business). 

A nível de entradas incluídas no menu, entre focaccia, asinhas de frango e carpaccio a escolha caiu sobre a classe. 😜

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Sem direito a sobremesa por ter escolhido a entrada do menu, provei a sobremesa das minhas amigas. Uma com fruta laminada e com uma compota provavelmente de morango que não me encheu medidas e, uns churros, uns churros com Nutella que me lembrou as festas populares.

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Fiquei de olho na melted indulgence que é só, basicamente, um petit gateau com um magnum de amêndoa lá espetado. Das duas uma, ou tento fazer em casa ou num sábado ao fim da tarde vou lá. Isto porque o restaurante tem o conceito de bar e o conceito de partilha. Nada melhor do que um sábado final de tarde com um cocktail, uns nachos e um melted indulgence para arruinar o funcional mas permitir o prazer de partilhar momentos de verdadeira guilty. E ainda ter a adenda de Dj ao vivo. 
Quanto a preços, Guilty Business 15€ é uma pechincha. 
Apontem. 
Para quando quiserem embarcar naqueles momentos Guilty Business - Elas nas horas (livres). 😜

01
Fev20

Como lidas com a tua menstruação?

MartaGomes Saúde da Mulher

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Dizem que a menstruação nos define como mulheres. Poderia até concordar mas não somos menos mulheres quando a deixamos de ter.

A menstruação é o que nos define como férteis. É uma oportunidade de criar, de iniciar, de mudar, todos os meses. 

 

Há quem lide bem com ela e nem se lembre que está menstruada. Há quem tenha imensas dores de barriga, sangramento abundante, enjoos que a fazem não conseguir comer nada e, até há quem fique de cama por enxaquecas e outras coisas mais. Nem todas reagimos da mesma forma perante a menstruação. Nem todas as vemos com bons olhos. Nem todas nos sentimos bem num corpo fértil, com flutuações ao longo do ciclo de 21, 25, 28 ou até 35 dias. Nem todas percebemos o que o nosso corpo nos quer dizer ou estamos disponíveis para o “ouvir”. 

 

A menstruação pode ser o nosso marcador do estado de saúde mensal. Cada menstruação é geralmente o espelho dos 3 meses anteriores. Em caso de alteração na homeostase, no equilíbrio orgânico, o corpo fará mais esforço para menstruar. Em certas situações, deixa mesmo de menstruar e temos as chamadas amenorreias. Em outras situações, podemos ter os chamados “atrasos” em que o ciclo menstrual fica mais longo. 

Quando tal acontece são muitas as mulheres que referem sentirem-se ansiosas estando sempre à espera do mínimo sinal de início de menstruação. Há um certo surto de pânico por a menstruação não iniciar no dia supostamente estipulado. Esse surto faz com que os “cravings” disparem e tudo o que se apresenta em forma de comida marcha. A comida é geralmente sempre a principal estratégia que a mulher usa para “alienar”, sentir-se mais calma, mais reconfortada mas, no entanto, não mais serena. Isto porque os hidratos de carbono na medida certa relaxam mas em demasia também causam hiperactividade de pensamento, preocupação, obsessão e por aí fora. 

Há, também, quem nem saiba em que dia deverá ou deveria menstruar. Mas sabe que naquela semana em que só pensa em comida ou chora com mais facilidade ou se irrita com mais facilidade é a semana que terá a típica desculpa de “estou com a TPM”. 

Há, ainda, as mulheres com os ciclos menstruais curtos. Nestes casos a sensação é sempre, “já? Ia jurar que ainda noutro dia estive menstruada.” O ritmo de adrenalina de pensamento é tão alto, há tanta vontade que o tempo passe rápido para alcançar algo, ou para algo se resolver mais depressa, ou chegar mais cedo que, efetivamente, 21 ou 22 ou 23 dias de ciclo passam a voar.

Depois, há aquele dia que tantas vêem como um mau dia para fazer seja o que for. Aí está, dia da menstruação. Para algumas é o primeiro, para outras é o segundo. Para outras são, como referi acima, os dias antes da red Light se apresentar. 

A forma como lidamos com a menstruação tem muitas vezes a ver com a nossa primeira experiência com ela. Tem a ver com a forma como a víamos antes de a termos, com a forma como a vimos quando a tivemos e com o que vivemos nesses primeiros anos dessa nossa nova fase. 

Lembro-me perfeitamente de me terem apalpado o rabo na primeira vez que menstruei. Fiquei fula, completamente. Estava perdida nos meus pensamentos acabada de chegar à escola e nem energia tive para correr atrás do rapaz e lhe espetar um valente estalo. Fiquei com essa raiva, adrenalina toda dentro de mim e só pensei, “porquê isto com as raparigas?” 

Agora, não é que lide mal com a menstruação mas continuo a preferir o low profile na altura dela. Apesar de que com a idade, com o desenvolvimento pessoal e, fundamentalmente com o copo menstrual sem dúvida que já nem ocupo a mente com o “será que se nota alguma coisa?”. É de silicone, não causa comichões ou alergias como os tampões ou pensos higiénicos. É um colector sanguíneo colocado intra-vaginal durante mais ou menos 12 horas. É óptimo para verificar a presença ou não de coágulos sanguíneos que são um óptimo indicador do nosso estado de saúde. Para além disso, permite-nos todo e qualquer movimento sem sentirmos nenhuma limitação.

Nesta fase, agora, apenas me limito a respeitar o que o corpo pede. Boas noites de sono, hidratação, nada de invertidas nem grande intensidade de exercício físico e conexão interna. A menstruação é sempre uma boa fase para descobrirmos mais um bocadinho sobre nós.

Por isso, pensem lá, como lidam com a menstruação? Como lidaram na primeira vez que ela surgiu? 

 

27
Jan20

Às vezes dizem por aí que sou feminista

MartaGomes Saúde da Mulher

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Às vezes dizem por aí que sou feminista. 

 

Dizem que gosto de pintar as unhas e os lábios de vermelho e por isso sou feminista.

Dizem que sou independente e por isso sou feminista.

Dizem que só me dedico à saúde da mulher e por isso sou feminista.

Dizem que tenho sucesso profissional e por isso sou feminista.

Dizem que não gosto que me controlem e por isso sou feminista.

Dizem que fui agredida e por isso sou feminista.

Dizem que não aceito casamentos por obrigação e por isso sou feminista.

Dizem por aí que formo círculos de mulheres e por isso sou feminista.

Dizem que não me souberam educar e por isso sou feminista.

Dizem que fui traída e por isso sou feminista.

Dizem que sou mãe solteira e por isso sou feminista.

Dizem que não sou apologista do casamento e por isso sou feminista.

Dizem que não tenho namorado e por isso sou feminista.

Dizem que tenho namorado e participo em eventos sem ele e por isso sou feminista.

Dizem que não gosto de me ajoelhar e por isso sou feminista.

Dizem que digo que nunca serei propriedade de ninguém e por isso sou feminista. 

Dizem que não deixo a minha vida para seguir a de um homem e por isso sou feminista.

Dizem que falo abertamente de sexo e disfunções sexuais com as mulheres e por isso sou feminista. 

Dizem que tenho um grande ego e por isso sou feminista. 

 

Diz-se tanta e tanta coisa. Colocam-nos rótulos. Sinceramente, tantas vezes nem faz sentido ligarmos. Temos comportamentos feministas face a comportamentos machistas. Como, também, temos comportamentos, julgamentos machistas por toda a ancestralidade que nos acompanha. 

Eu sou uma machista pura quando não acredito que uma mulher é capaz de me ajudar na simples formatação de um computador porque acho que isso é trabalho de homem. E sou feminista pura por querer ter voz, por querer a igualdade de oportunidades entre homem e mulher e não o julgamento.

Posto isto, haverá mesmo rótulos para colocar nas pessoas? Haverá mesmo necessidade de rotularmos alguém como machista ou alguém como feminista? Ou serão apenas comportamentos entre os quais variamos em função das circunstâncias que nos são apresentadas? Serão apenas percepções? Certas ou erradas? Gostarão mais de mim com pensamentos machistas ou gostarão mais de mim com pensamentos feministas? Ou, simplesmente, aceitam-me como quer que eu seja?

 

E por aí, revêem-se?

 

Sou simplesmente mulher. E sou muito feliz por ser mulher. Sou feminina. E sou muito feliz pela minha feminilidade. 

Se sou feminista? Digam-me vocês o que para vocês é uma feminista e logo vejo se me enquadro no que descrevem de mim. Simples assim. 

 

23
Jan20

E uns saldos em Nova Iorque? 😅

MartaGomes Saúde da Mulher

Depois da edição de saldos em Milão que deu pano para mangas, ficam muito amuaditas se disser que também já fui aos saldos a Nova Iorque? É que aconteceu. 🤷🏻‍♀️ 

Fevereiro em Nova Iorque é para o que dá também. Porque o frio não se aguenta nas ruas e tantas vezes é preciso entrar nas lojas para aquecer. E é impossível passar por aquela 5ta avenida sem comprar nada! Confesso!

Uma das minhas marcas favoritas é a MK. Uma mulher com uma boa mala, um bom casaco e uns bons sapatos faz sucesso. E a MK tem classe nas malas que apresenta. Tons neutros, nudes e com simples pormenores que marcam a classe. Mas nesta viagem a Nova Iorque não me perdi com uma mala. Estive quase na última hora antes de embarcar mas, resisti! Nesta viagem perdi-me mesmo com o smartwatch da MK. Uma edição semelhante à que tínhamos em Portugal nessa altura mas numa cor que referiram só existir naquela loja. Claro está que o meu namorado na altura disse logo, "se é edição única é a tua cara". A modos que o relógio era muito mais barato do que em Portugal. Foi uma poupança de cerca de 80€ por isso valeu imenso a pena. O único problema é que como sou uma Addicted to iPhones consigo receber mensagens e alertas e etc no relógio mas não consigo responder através dele. O que também é bom. Permite-me estar conectada com o mundo e ao mesmo tempo fazer a triagem do que vou responder ou não. 😅 E a agenda está sempre lá disponível o que me faz entre consultas muitas vezes não ter que recorrer ao computador. 
Cá está a beleza! <3

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Quanto a mais compras, para além da 5ta avenida temos o Macy’s. É só assim um mega centro de vários stands de roupa, malas, sapatos, acessórios, maquiagem que nem consegui correr os pisos todos. Acho que eram para aí uns 7 ou 8 pisos mas já nem sei precisar. Podem ver o video que tenho nos meus destaques de stories no Instagram relativo a Nova Iorque (@martagomes.oficial).

Imaginem só o que é a Levi’s a preço de feira quase. Imaginem a Nike igual. 

Por isso, ou não entram no Maci’s ou então, boa sorte! 

 

Para além da 5ta avenida temos o Soho para uma tarde bem passada entre as lojas. Eu deliciei-me na loja da Lululemon com dois pisos. Adoro esta marca para um fancy pilates e yoga trend. É super super confortável, as calças contribuem em muito para um rabo e pernas esculturais e o tecido é super macio. As cores são dentro dos pretos, brancos, nudes e verdes. Uns outfits super clean para quem gosta de se sentir bonita e confortável enquanto treina ou trabalha, como é o meu caso. Vi lá uns coats em género de poncho lindos lindos mas, confesso, é uma marca bem cara. Foi o meu primeiro contacto com ela em termos de tocar, ver ao vivo. Decidi não comprar nada mas suspirei bastante e disse mesmo “um dia só vou usar lululemon”. O que é certo é que após uns meses fiz a minha primeira compra através do site que me saiu mais caro do que se tivesse comprado em Nova Iorque. Na próxima ida aos saldos já sei qual será uma das minhas paragens. :)

Para quem não conhece, deliciem-se com o site:

https://www.eu.lululemon.com

Para além das marcas que cá também temos, eles têm outras como Banana Republic com coisas muito interessantes. Esta tem desde roupa, sapatos, acessórios, malas, e existe pelo menos no Soho e na Plaza Rockefeller. Na 5ta avenida já não tenho a certeza se tinha ou não. 

 

Imperdível na 5ta avenida é também a loja da Apple. Para quem gosta de tecnologia a loja tem dois pisos e tem todos os modelos de iPhones, Mac’s, IPads, Apple Watch e todos os acessórios disponíveis da Apple e ainda as lindas cases para todos os aparelhos. Vi uma para iPad que me deixou mesmo tentada. Super sóbria, com aquele toque de classe que os 30 e de uma mulher já pede. 

 

É incrivel como não tenho fotos da 5ta avenida e de Soho com as lojas!À um ano atrás andava mesmo em conflito com a moda como já referi no post dos Saldos em Milão. Só tirei mesmo uma à minha VS do coração porque foi a primeira loja de rua da Victoria Secrets que vi ao vivo e estava em extase. 

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Todas as outras resta-me a memória e alguns videos que tenho no instagram nos destaques das stories. E resta-me acreditar que brevemente irei lá voltar. Porque é tãoooo bom!! :)

 

Enquanto isso, depois de todo este momento fútil resta-me respirar fundo e voltar a pensar em diafragmas, activação abdominal e fazer um mindfullness para me livrar de todas estas simples ideias de como estourar o cartão de crédito em 2 tempos. 

18
Jan20

A mulher e a lua

MartaGomes Saúde da Mulher

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A expressão de “pareces meia aluada” é-me tão familiar que, talvez, por isso sempre tenha tido interesse em saber mais acerca da lua. 

Às vezes perguntam-me em que ciência é que vi essa relação da lua com a saúde da mulher. Brincam e eu brinco também com este empirismo. O que é certo é que muitas são as mulheres que alteram realmente o seu humor em função da fase da lua e nem se dão conta. Outras dizem andar sempre em modo “desligado” e, depois, em alguns dias por mês explodem. Muitas associam à tensão pré-menstrual. Mas será que está só relacionado com a dita TPM? 

O nosso ciclo menstrual geralmente está alinhado com a lua. Muitas são as mulheres que menstruam na lua nova e muitas são as que menstruam na lua cheia. Algumas ficam-se pelos quartos mas é uma menor percentagem. É interessante que, mesmo nas mulheres que tomam pílula, este padrão geralmente acontece. 

Uma mulher que faça pílula está inibida hormonalmente. Ou seja, se uma mulher foi concebida para criar, procriar, intuir, com pílula fica desligada desta sua missão uma vez que a pílula tem como objectivo impedir a ovulação. Logo, se um componente muito importante do ciclo menstrual não está activo, a mulher estará, por conseguinte, inativa sendo muitas vezes um corpo a viver em função do ritmo alucinante ou não que se impuser.

Com pílula especialmente e sem pílula, faz sentido a mulher olhar para as fases da lua. As fases da lua podem-nos ajudar a graduar esse ritmo alucinante que muitas vezes embarcamos sem dar conta. Por isso, recomendo muitas vezes nas minhas consultas online a realização de um calendário ou a colocação na agenda das diferentes fases da lua para que a mulher as reconheça e tenha consciência de como se sente com estas mudanças. 

 

Começando pelo primeiro quarto, a lua em quarto crescente corresponde a um período de crescimento. E um período de crescimento é sempre agitado. Várias coisas estão a acontecer mas ainda não ganharam forma. Desta forma, é uma altura que exige foco e concentração e, sem dúvida, resiliência. É a hora de fazer mudanças ou corrigir problemas. É um período longo que compreende quase todo o tempo de transição entre a lua nova e a lua cheia. 

Para além disso, como é um início de um novo ciclo, esta fase favorece romances e relacionamentos. A mulher está mais predisposta a um recomeço, a um novo início, a uma nova oportunidade fundamentalmente, consigo própria. Terá mais força e maior capacidade para se apresentar em público, para socializar, para conhecer novas pessoas. 

Como o quarto crescente é a fase da lua que corresponde à fase folicular, ou seja, pré-ovulatória, é, também, considerada uma fase fértil e boa para o início de uma gestação. Passando isto para o outro campo que não o maternal, é uma fase de criatividade. Ou seja, a mulher está fértil em ideias e é altura de as tentar pôr em prática para verificar, nas restantes fases que se seguem, que ideias/projectos são para ficar e que ideias/projectos são para deixar morrer. Concluindo, é uma excelente fase para investimentos.

 

A lua cresce, cresce, cresce, até que fica cheia. E tudo o que está cheio assemelha-se a um excesso. É geralmente uma fase em que as mulheres têm o típico “saltar a tampa”. A lua cheia afecta o estado emocional geral e altera o humor logo há muito mais manifestações de transtornos psíquicos nesta fase. E aí podemos ouvir o tal “não te consigo compreender” 🤷🏻‍♀️. 

Diz-se que nesta fase há uma conexão ao nosso inconsciente e, caso andemos em modo off especialmente por causa de pílulas ou conflitos internos constantes, não será uma fase fácil de passar e muitos acessos de coisas que não gostamos, que nos irritam, vão surgir. 

No entanto, é uma fase que corresponde à ovulação em concordância com o ciclo menstrual. Por isso, é considerada uma fase em que a mulher é mais mulher, a sua pele estará mais hidratada e nutrida e há maior capacidade de gerar atração no público. É uma boa fase para concluir um projecto e implementá-lo. E dizem que é óptima para festas e eventos. Não é de admirar já me terem dito que na lua cheia os restaurantes, cafés e bares estão cheios. Este “modo” lua cheia dura mais ou menos 3 dias. Um dia antes, o dia da lua cheia e o seguinte. Tal como a efectividade da ovulação. 

 

A partir dai, a lua começa a diminuir até que entramos no último quarto. O quarto minguante é uma fase que nos encaminha para um momento de reflexão, introspecção depois de toda a abertura, contacto com o público, festas e eventos que as duas fases anteriores incitaram. Esta fase que dura até ao dia anterior da lua nova, diminuindo dia após dia, é boa para detoxs, eliminação de vícios, limpezas de pele e da casa. 😂 Era lindo se a casa só fosse limpa em quarto minguante mas, uma limpeza mais a fundo nesta fase é bem-vinda. Para além disso, podemos adicionar um detox de armários e coisas que constantemente guardamos sem utilidade, que só estão a ocupar espaço e nem temos em vista usar. É também uma fase para terminar relacionamentos quer sejam pessoais, quer sejam laborais. Nesta fase há mais pesquisa do Eu, mais ligação com o Eu, com o inconsciente e há mais auto-conhecimento. Há mais certezas do que é para ficar e do que é para deixar ir. É a altura de esvaziar...tal como a lua.

 

Até que depois surge essa lua vazia. E vazio  uma nova capacidade para encher. Ou seja, é a possibilidade de um novo ciclo. É a lua nova. Sempre que queremos iniciar algo faz sentido aguardarmos pela lua nova. É uma boa fase para arriscar em novas situações, novos começos, mudanças no estilo de vida. Mas, cuidado, é uma fase que corresponde à menstruação por isso pede a conservação de energia no dia antes, no dia da lua nova e no dia após. É uma fase de recuperação para dar um novo início. 

Que tal começarmos a olhar para a lua, para as nossas variações de humor e para o nosso ciclo menstrual e começarmos a tirar as nossas próprias conclusões? 

 

 

 

 

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