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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

| Women’s Health Lifestyle Blog| Um blog cheio de modernices, feminices e pedacinhos de neura com ciência.

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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

08
Jan20

Só uma vez, desafio-te a aceitar ser a pior

MartaGomes Saúde da Mulher

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O post de hoje começa com uma pergunta. Podia começar com uma história e terminar com uma pergunta mas, só porque é ano novo vou inverter o sentido da coisa.
Já se propuseram fazer algo em que sabem de ante-mão que são realmente maus naquilo? Já se propuseram fazer alguma coisa que sabem que não ficarão entre os melhores?

Desafio-vos a fazerem algo em que sejam os piores. Algo em que sabem que vão perder perante os outros, que não vão estar à altura dos outros, que sentem que não têm jeito, estrutura para aquilo e que, juntando tudo, vai ser um esforço brutal fazê-lo. 
Desafio-vos a fazerem exatamente isso que estão a pensar que nunca fariam para não passar vergonhas. É isso...

Para mim não é nada fácil propor-me a fazer alguma coisa que considero que vou falhar, ficar mal em frente a outros, não ter uma boa prestação perante os outros e blá blá blá mais a história de "eu e os outros". Eu, ser a pior, que vergonha MartaIsabel!

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Não foi fácil propor-me a fazer uma coisa que de antemão sabia que iria ser a pior da equipa.  Primeiro neguei logo quando foi proposto. Depois, por várias circunstâncias, aceitei. Mas até à prova, muitas vezes, me apeteceu desistir. Principalmente no dia, principalmente in loco. Ao não aceitarmos algo em que podemos mesmo ser os piores é fácil ver como somos realmente duros, exigentes connosco próprios. E essa exigência em vez de nos construir, muitas vezes nos destrói como ser humano. É preciso muita força interior, muita construção do eu para enfrentar, para ir e não desistir sabendo que se vai “ficar mal”.

 

No fim de contas, o que aprendi. Que a vergonha, o sentir mal está tudo relacionado com o como queremos parecer aos olhos dos outros. A partir do momento em que nos desligamos desse conceito de "o que irá parecer" toda uma série de experiências que nos mostram como estamos interiormente evoluidos ficam à nossa disposição. Sei que me vão dizer, "Exato, é porque ninguém nos vai gozar". Poderá acontecer gozarem-nos. Poderá acontecer usarem esse facto de termos sido maus em alguma prestação por alguém que apenas quer competir connosco, apenas tem a necessidade de se sentir superior a nós por algum conflito mal resolvido com eles próprios. E isso, claro, irá magoar-nos durante um determinado tempo. Se desligarmos o chip da comparação, de que deviamos ser como x ou y, qualquer interjeição não vai fazer sentido para nós.

 

Para além disso, venci a minha própria limitação. Venci o meu Eu que tem medo de fazer alguma coisa em que possivelmente será fraco, será incompetente e, principalmente, passará vergonha em frente dos outros. E, a partir do momento em que assumi a vergonha como certa, um novo fólego entrou e permitiu-me fazer 5 kms em menos tempo do que os primeiros 5kms. Quando nos desarmamos as coisas fluem muito melhor do que quando decidimos arcar com a mercadoria toda. 

No fundo, se olharmos bem para nós, para o que fizemos, aos nossos olhos não ficaremos mal. Aos olhos de quem gosta realmente de nós não ficaremos mal. E vamos receber os parabéns. Porque nunca pensaram que fôssemos capazes de assumir fazer algo em que sabemos de antemão que somos maus nisso, que nunca tivemos facilidade nessa área a vida toda e que sempre fugimos dela por esse mesmo motivo. Para além disso, muitos dos que nos vão apoiar são aqueles que não foram para a "arena" e que vêem uma grande coragem em nós uma vez que nos propusemos fazer algo para o qual nunca nos sentimos capazes. E vão-se identificar connosco. Vão criar uma empatia connosco pela nossa sinceridade, pela nossa passagem do testemunho real, pelo nossa forma de nos tentarmos adaptar a algo fora do nosso conforto. E é assim que melhor comunicamos com o mundo. Contando a nossa própria história, mostrando o nosso verdadeiro eu. 

 

Não me senti rejeitada porque eu própria não me rejeitei. Não fiquei frustrada porque para mim foi uma superação brutal. Foi uma quebra dos limites, barreiras que eu própria me impunha não fazendo nada em que não me sentisse capaz de ficar entre os melhores. Falhei perante esse meu padrão de ser sempre uma das. Sim. Mas mesmo assim fui até onde diziam que era o fim, fui até à meta e não desisti. O que me permitiu ver como tantas mudanças aconteceram em mim nos últimos anos. 

Às vezes só precisamos de um empurrãozinho para cometer umas “loucuras” e testar o nosso crescimento pessoal ano após ano.  É nestas pequenas grandes provas que se auto-reconhece um novo eu e que devemos sempre lembrar-nos. Principalmente naqueles dias maus!

 

Por isso, só uma vez, desafio-te a aceitar ser a pior. E vais ver que, no final, sabe tão bem essa auto-superação! 

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