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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

| Women’s Health Lifestyle Blog| Um blog cheio de modernices, feminices e pedacinhos de neura com ciência.

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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

10
Fev20

São tantas as mães...

MartaGomes Saúde da Mulher

Sara tinha terminado o curso de enfermagem. Tinha 22 anos e arranjou umas horas como enfermeira. Não estava fácil para conseguir uma oportunidade na área naquela altura em Portugal. E, Sara, queria mais. Queria algo que lhe desse gozo, que a estimulasse e lhe desse um bom rendimento ao fim do mês. Para além de enfermeira, Sara era obstinada e não ia ceder às fracas oportunidades que surgiam para a sua área de licenciatura. 

Então, o que é que ela fez? Segundo a descrição da mãe "Oh filha, fizeste uma licenciatura para ir vender panelas?" 

A mãe de Sara era dosmética. Via a vida de dona de casa não como uma benesse mas como uma clausura. Para ela, todos os dias eram iguais. Para ela, todos os dias tinham as mesmas preocupações. "O que fazer para o almoço e para o jantar? Será que está bom tempo para pôr uma máquina de roupa a lavar? E passar a ferro? Passo hoje tudo ou amanhã? E as janelas? Estes vidros estão sempre a precisar de ser limpos! E as casas de banho para dar um jeito. Sem esquecer das camas para fazer! Não acredito, já são estas horas?!!!" 

A mãe de Sara não conseguia ver um ponto alto no facto de ser dona de casa. Lamentava-se imensas vezes por não ter tido vontade de estudar, por não ter feito um curso mas, na altura, as oportunidades não eram para todas. Agora, só queria o melhor para a filha. Agora, só queria que a filha tivesse um cargo importante na sociedade. Agora, só queria que a filha tivesse uma profissão com um nome sonante. E, não, vendedora de panelas não encaixava no perfil que ela queria para a filha. 

Sara, firme nas suas convicções, tapou os ouvidos aos julgamentos da mãe, às crenças e estereotipos da mãe e seguiu em frente no seu caminho. Ao fim de um ano foi das melhores vendedoras do país. Ao fim de dois anos ganhou um cruzeiro de 7 dias com tudo pago. Ao fim de três anos tornou-se lider, tornou-se CEO. A enfermagem já ia lá longe. Mas a sua vontade de ajudar pessoas, de tornar as suas vidas descomplicadas, o seu dia-a-dia mais saudável estava lá. É cuidadora na mesma. E, sinceramente, de uma forma igualmente prestigiante. 

 

Vamos reflectir?

 

São tantas as próprias mães a castrar os sonhos, as motivações, a coragem em arriscar em algo diferente das próprias filhas. São tantas as mães que procuram que as filhas sejam o que elas deixaram por fazer, que tenham o estatuto que elas não tiveram. Ou são também tantas as mães que derrotam uma filha logo em primeira instância perante algo que não conseguiram fazer ou não se sentem capazes e, por esse motivo, consideram que as filhas também seguirão esse caminho do insucesso. São tantas as mães que desvalorizam os feitos das filhas ou então choram quando outras pessoas as elogiam. São tantas as mães com medos que acabam por tornar as filhas inseguras. São tantas as mães que têm dificuldade em expressar o seu sentimento pelas filhas, por estas mulheres da nova geração. E são tantas as mães que um dia reconhecem que afinal criaram grandes mulheres.

 

Se fosses mãe de uma menina, de uma mulher, o que querias que ela fosse?

Eu escolheria segura e confiante. Apenas e só.

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São tantas as mães...

 

 

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