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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

| Women’s Health Lifestyle Blog| Um blog cheio de modernices, feminices e pedacinhos de neura com ciência.

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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

14
Out19

Esta... é sobretudo para os homens!

MartaGomes.oficial

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Se o homem usa o poder, usa a sua capacidade financeira para controlar a mulher, usa a sua força muscular e a sua habilidade para trazer bens materiais para a relação, e, por sua vez, se a mulher usa a sua sensualidade, o seu corpo físico para se submeter ao homem e retribuir tudo o que ele lhe dá e, ainda, mais exigir, o que acontecerá quando este jogo de poderes se alterar? O que acontecerá quando a mulher tiver do lado dela a capacidade financeira para proporcionar a si mesma todos os bens materiais? Quem ficará aí com as dores de cabeça? Será que a mulher ainda se submeterá a uma relação sexual por cumprimento de um dever ou a procurará por vontade? Será o homem capaz de lidar com uma mulher com vontade, com desejo sexual? Será essa a mulher que o príncipe escolhe para sua princesa ou essa apenas será a amante? Será que a diminuição da libido nas mulheres vem desta tendência actual para a inversão do poder económico não compactuando elas com fretes? Ou virá de um feminino ancestral ferido? Ou será, também, que as crescentes dores de cabeça masculinas, impotência sexual e outras coisas mais vêm da incapacidade de lidar com uma mulher cada vez mais activa socialmente, cada vez mais atenta às suas necessidades, menos mãe do homem mas não por isso menos cuidadora, e cada vez mais segura na sua intimidade?

É certo que na cama domina o homem e a mulher, naturalmente, se submete ao domínio implorando, muitas vezes, sem voz para não perder a imagem de dócil mulher, para que o faça bem feito. Mas, se é pecado e é e nos foi concedido, porque não usufruírem os dois dele decentemente. Ou, vá, indecentemente lá como lhe quisermos chamar. Mas, porque é mesmo pecado? As relações sexuais têm o fim da concepção, certo? Então, não são pecado. Então, o pecado, foi inventado pelo Homem. O pecado foi inventado na criação de contraceptivos que impedem a concepção. Então, o pecado pode estar aí. Não na vida intima do casal. Ou estarei eu a deturpar informação?

A vida íntima é fundamental. Pode-se dizer mesmo que corresponde a 50% da ligação num casal. Caso ela não funcione, seja rejeitada, seja vista como pecaminoso, seja vista como uma obrigação, um dever, estou certa que a relação existe por muitos outros motivos digo que, logisticos? Ou seja, dá um considerável jeito. 

A luxúria é um dos 7 pecados mortais. A lúxuria não está ligada à riqueza como o nome parece indicar. Se lermos mais sobre os 7 pecados mortais podemos ver que a luxúria está ligada ao prazer. A luxúria ou lascívia é uma emoção de intenso desejo pelo corpo. Consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes, sexualidade extrema e sensualidade. Sendo a mulher dotada de uma essência sensual, sempre que a intensifica, é considerada uma pecadora nata. Por isso, nos ensinam a não usar decotes, soutiens de renda, cuecas reduzidas, lábios vermelhos ou meias de ligas. A mulher não se pode dar a esse, digamos, luxo. E eis que surge a saga das Cinquenta Sombras de Grey que entusiasmou tanto o homem como a mulher. As mulheres passaram a suspirar pelo homem que as dominasse na cama, que se preocupasse com o seu prazer, e que as encantasse com viagens de helicóptero, uma casa brutal, carro, vestidos, tecnologia de ponta e mais não sei o quê. Será este o novo conceito de principe encantado que se terá criado? Pobres homens...Pobre Homem que tem que recorrer aos bens materais para despertar o desejo ou o dever de retribuição numa mulher. Eu não li os livros mas, pelo que vi nos filmes, a querida Anastacia, virgem quando conheceu o Grey passou a imagem de ter ficado absolutamente sua. No entanto, ao longo das temporadas ela foi mostrando que a submissão era apenas aceite num campo. Na cama. Como todas as mulheres assim o desejam. E, a partir de um dado momento, ela já não era assim tão frágil. Ela já tomava decisões, já se impunha perante ele. E já sabia bem o que queria no sexo. E a sua sensualidade cada vez ficou mais desperta. Agora, a grande questão que me assola é? Será que ele só ficou com ela "para sempre" porque ele tinha sido o seu único homem e, dado isto, ele estava confiante de que a energia sexual dela apenas se dirigia para ele? Ou... será que, caso ela tivesse tido outras pessoas antes dele ele seria capaz de aceitar a energia sexual dela escolhendo-a para sua "eterna" esposa? Será o homem capaz de lidar com a sensualidade, com a energia sexual da mulher, com tudo o que ela abarca, com tudo que ela é, confiando, acima de tudo, em si próprio? A mulher é um ser sensual. A mulher é um ser, talvez, pecador. Assim, como o homem. Não estaremos cá para trabalhar exatamente isso? Pecados? Ou escombros? Por qual começamos?

Ninguém tem que sentir culpa por prazer. E o prazer não pode estar associado à culpa. Sim à liberdade. 

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