E se fosse aos saldos a Milão?!
E assim, numa brincadeira de Verão de tanto ver e falar de outifits no instagram e no pinterest, surgiu a brilhante ideia de "Saldi in Milano"!!!

Confesso que metade do meu ano de 2019 foi dedicado a investimento na imagem. Achava uma futilidade pegada marcas, lojas e outfits. Rejeitava o meu passsado a ferro e fogo. Basicamente nasci e cresci numa loja de roupa de marcas caras. Ia ver colecções com o meu pai, era uma vaidosa de primeira e adorava as mudanças de estação com toda aquela azafama de caixas e caixas de roupa a chegar para etiquetar e mudar toda a loja. Adorava o refresh de roupa nova. Aí sentia mesmo as estações. Agora, ou é do tempo estar todo alterado ou de ter perdido esse pedaço familiar que ando apenas em função do boletim metereológico. E, com essa perda, achei que o mais certo era esquecer-me dos looks, do fashion, do style, porque meti na cabeça que roupa era uma treta.
E pode ser. Pode realmente ser uma futilidade. Pode até haver a identificação de uma mulher vazia, pouco inteligente aquela que só pensa em roupa, sapatos ou malas. Eu digo isto porque eu pensava assim. Eu própria fazia este julgamento. Por isso, eu própria me quis afastar da moda para me considerar mais inteligente. Parva, mal eu sabia a asneira que estava a fazer comigo própria.
A moda é muito importante. A imagem é muito importante. É a forma como nos apresentamos. É a forma como nos vêem. Experimentem ir comprar um carro de fato de treino. E, depois, experimentem ir comprar um carro bem vestidas e de tacão. Por experiência própria, eu senti na pele a diferença no trato.
Uma mulher bem vestida, bem arranjada apresenta muito mais atitude do que uma mulher que pouco se importa com o seu aspecto exterior. Não quer dizer que uma mulher que não cuide do seu aspecto exterior não tem atitude. Mas, tantas vezes, a sua auto-estima está disfuncional ou desregulada. Porque, perante pessoas que considere bonitas, irá sentir-se inferior e terá dificuldade em lidar com essas pessoas.
Por isso sim, sem vergonha, assumo que desde à meio ano para cá tenho-me confrontado com a imagem. Entre conflitos e resoluções, aos poucos fui fazendo as pazes com essa parte que é minha e que tinha colocado na sombra. Aos poucos dedico-me outra vez à moda, ao cuidado, à beleza, ao exterior. Aos poucos vou desfazendo essa ideia de que são futilidades. Aos poucos vou desfazendo a ideia de que mulheres bonitas não são consideradas inteligentes. E aos poucos vou, também, fazendo coisas que sempre quis fazer mas que sempre coloquei um travão em mim própria. E viajar é uma delas.
Não sou doida por compras, confesso. Consigo entrar numa loja sem comprar nada. hahaha Consigo ir a um shopping e não comprar nada. Mas quando alguma coisa me fica no olho é mesmo dificil esquecer. Acontece, sim, ficar a pensar vários dias se compro ou não compro uma coisa que gostei. Acontece ficar a pensar vários dias que combinações podia fazer. Acontece ficar arrependida de não ter comprado também. Já não acontece tantas vezes experimentar uns 3 ou 4 looks antes de sair de casa. Também já não acontece preparar a roupa no dia anterior mas, geralmente, mentalmente já penso nela. Acho que isto é típico de mulher! ☺️ Conseguimos exatamente criar uma imagem mental nossa com uma determinada roupa, sapatos e mala, certo?
Quanto a Milão, os saldos valem a pena. O IVA é de 22% por isso encontramos preços ligeiramente mais baixos do que cá. A nível de colecções encontra-se, também, algumas coisas diferentes de cá.
Não comprei nada em marcas caras. Para esses investimentos acho que vale bem a pena ir aos saldos em Nova Iorque. Mas isso ainda são outros voos ainda maiores. 🤩 Mas o que é certo é que as coisas são bem mais baratas lá, até ver.
Em Milão, a passagem pela loja da Victoria Secrets é obrigatória para todas que se perdem pelas cuecas daquela loja. Eu perco-me e confesso que fiquei surpresa porque achei que a loja só existia no aeroporto.
Acabei por investir numas malhas simples já que este Inverno está rigoroso e na black friday cá em Portugal voaram quase todas. Quase me perdia por um casaco da Guess em estilo Vison (mas muitooo mais barato claro) mas não tinha o meu tamanho.
Para não me perder por malas passei os olhos muito rápido na montra da Furla e na da Moschino. Entrei na Chanel porque sabia que o meu cartão de crédito lá dava erro e estava segura. É de sonho aquela loja. Babei-me completamente com tanta classe. Como eu digo, Chanel - a state of mind! Um dia, minha querida, um dia!
A nível de lojas, Milão está minado por todo o lado. Não há mesmo qualquer hipótese de passarem despercebidas. É a zona da Catedral, é o Quadrilátero da Moda, é a Galeria Vittorio Emanuelle, é a Corso Buenos Aires (por onde começamos), a Piazza Del Duomo e a Via Torino. É um consolo só aos olhos que uma pessoa até se esquece de olhar para os italianos. hahaha
Depois, na zona da Catedral, Piazza Del Duomo, temos a H&M enorme, a Zara enorme, a Intimissimi, la Rinascente que contém Dior, Chanel, MAC, Eisenberg e mais não sei quantas marcas de cosméticos de topo, a Miss Sixty, a Furla e mais não sei quantas marcas e lojas.
A Galleria Vittorio Emanuele tem muitas daquelas lojas com sensor a pobre desde Prada, Versace, Louis Vuitton, Chanel, Gucci e outras. Para mim foi uma perdição só ver aquelas lojas lindas, muito cleans, com poucos artigos e super bem decoradas. Redescobri o gosto que tinha em ver uma loja bonita, em ver uma boa decoração, em ver minimalismo e classe.

Milão foi, sem dúvida, um regresso a uma parte de mim que tinha ficado perdida. Dando um conselho, faz todo o sentido todas as mulheres visitarem Milão. Faz todo o sentido respirarmos moda, respirarmos classe, respirarmos beleza. É um bom ar que se respira. Eu, por parvoíce, já achei fútil. Agora, acho um bem essencial.
