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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

| Women’s Health Lifestyle Blog| Um blog cheio de modernices, feminices e pedacinhos de neura com ciência.

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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

05
Jan20

Comer bem em NYC - uma boa aventura

MartaGomes Saúde da Mulher

Tal como prometido, depois da saída de "Uma aventura no Inverno de NYC", sai a saga "Comer bem em NYC - uma boa aventura". 

Quem me acompanha no facebook e no instagram sabe que eu sou assim um bocado aficcionada pela comida saudável. Não sou vegan ou paleo mas, sempre que possível, evito trigo, lácteos e açúcar. Ou seja, em casa esses alimentos não entram e, fora de casa, estou sempre à procura de sítios onde possa comer sem eles fazerem parte do menu. Confesso que já fiz mesmo 9 meses sem tocar sequer em trigo e lácteos. A partir daí, foi muito mais fácil cortá-los da alimentação e até rejeitá-los quando aparecem à frente. Mas, de férias, esqueçam lá isso. Sou um bocado "anti-regras"! upss!! Mas sim, férias são férias e temos que estar cientes de que estamos fora da nossa zona de confronto e não controlamos nada. E, ao querermos controlar só vamos entrar em stress e mais dificil a adaptação será. Por isso, neste post, algumas opções são saudáveis à maneira de Marta Gomes, outras são saudáveis à maneira dos americanos. Nada a fazer! :)

 

Fazendo o roteiro completo e começando pelo avião, posso referir que a Ibéria tem grandes refeições. Lembro-me do kitkat de sobremesa com café que me soube pela vida. Já não me lembrava da última vez que tinha comido um!

 

Depois, aterrados em Nova Iorque, viagem de metro para o hotel, pousar malas, seguimos para a Grand Central Station onde jantamos no "Great Northern Food Hall". Yeh! Tarefa concluída com sucesso. Tinha conseguido comer uma pokebowl saudável!! Nada de trigo, nada de lácteos e legumes no prato! 

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Dia 2! Pequeno-almoço no Hotel "The Fifth Avenue". Era óptimo, confesso! Tinha aveia instantânea para fazer umas belas papas, ovos cozidos e bananas. Tinha, também o belo do corn syrup para tornar as papas ainda mais apetecíveis. Tinha bagels, o famoso pão americano em formato de donuts, e tinha, claro, donuts fresquinhos, mais recheados e menos recheados. Comi um todos os dias! Upss!!! Mas vá, foram só 5 pequenos-almoços! Não foi assim tanto stress oxidativo para as minhas células e precisava de calorias para aguentar o frio na rua!! (isto é mentira! quanto mais açúcar, trigo, lácteos comermos mais frio poderemos sentir... se não temos facilidade em digeri-los o nosso sangue estará mais concentrado no tubo digestivo e, como consequência, vamos sentir mais frio).

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Depois segui-se no almoço num dos edificios de Rockefeller. Calei a voz da consciência e embarquei num hamburguer. Olhei para ele e só vi umas folhas de alface nas quais me quis concentrar firmemente como sendo capazes de dar todo o aporte de bioactivos que o meu figado precisaria para desintoxicar. E, o que é certo, é que não me caiu nada mal! E rendeu uma tarde toda sem fome!

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À noite passamos no Madison Square Garden. Fomos lá ver a possibilidade de lá entrar para fazer uma visita ou então que jogos poderiam haver para assistirmos. Mas, nada feito. Ia haver um jogo de Hoquei no Domingo (a estadia em Nova Iorque foi de Quarta-feira  a Segunda-feira) mas depois ficamos na dúvida e não compramos bilhetes. Aproveitamos e jantamos lá ao lado, no Penny, um género de mercado onde podemos ir buscar comida e bebida ao sítio que quisermos e depois sentamos num espaço comum. Aproveitei que tinham vegetariano e optei por um tofu com arroz integral e spirulina. :P A comida não é cara. Paguei tanto pelo prato como por um vinho a copo. É fácil encontrar comida ao preço de Portugal. Já em relação às bebidas não posso dizer a mesma coisa.

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Dia 3: Novamente o belo do pequeno-almoço com o donuts da praxe! :)

Depois de subirmos ao Top of the Rock deu-nos uma fome danada e fomos patinar um bocado no Bill's Burguer! Estavamos com aquela vontade de nos sentirmos mesmo Nova Iorquinos e, claro, depois de eu já ter desligado o botão do controlo da alimentação saudável os meus olhos até brilharam quando viram semelhantes batatas fritas. Não fui eu que escolhi esta entrada mas houve bom gosto!hahaha Toda a mixórdia possível estava ali metida!Estão a ver umas batatas fritas com queijo por cima e molho de francesinha?! Os americanos conseguiram ainda piorar a situação e adicionar bacon e ketchup e maionese acho eu. O nome era Junkie Fries. Não se esqueçam de pedir. :P

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O hamburguer era óptimo e com a opção de guacamole e umas folhas de alface lá perdidas eu não poderia escolher outro. :)

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Nesse dia andamos imenso! Andamos no Bus turistico e a pé também. Para além disso, de manhã tivemos chuva e à tarde um céu limpo com frio a ficar de rachar. Eu já começava a dar os primeiros sinais cansaço de toda aquela vida nova iorquina imparável. O hotel "The Fifth Avenue" ficava na zona da Korea Town. A melhor coisa que fizemos nessa noite foi mesmo isto:

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Um banho quente e comida no quarto. É muito fácil fazer isto em Nova Iorque. Há imensos sítios com take-away. Vê-se imensa gente a ir buscar comida. Questiono-me se, realmente, costumam cozinhar em casa ou se funcionam mesmo como via no "Sexo e a Cidade" em que aquelas 4 ou pediam comida ou estavam sempre a ir experimentar restaurantes. 

A comida não é nada cara. Acho que este banquete nos ficou por pouco mais de 20€ para dois. Assim também experimentei comida koreana aka chinesa. Em NYC podemos encontrar restaurantes de todas as culturas facilmente. 

 

Dia 4:

Mais umas papas de aveia e um donuts com café para fechar o pequeno-almoço no hotel. 

Este foi um dia de muito muito frio. Estava sol, temperatura negativa e um vento de cortar. E era o dia que tinhamos programado ir para Downtown. Foi uma dia dificil para mim, confesso. Ficar gelada e não conseguir aquecer por nada mexe muito com o meu humor. E com a minha memória também! 

Antes do almoço deu para esta foto que tenho a certeza que se me risse os meus dentes abanavam com o vento frio que estava! E fica sempre mais lady uma postura série de Louis Vuitton da China no braço. ;)

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Lembro-me de ter almoçado na ilha da Estátuta da Liberdade. É quase um Mcdonald's mas confesso que se fosse realmente um McDonald's tinha ficado mais satisfeita.

Ao fim da tarde tive que ir direta para o Hotel tomar um banho quente e meter-me na cama porque fiquei mesmo de rastos e só precisava de aquecer e dormir. Ou seja, perdi um sábado à noite em NYC. Imprevistos acontecem... Nem sempre as coisas correm bem como queremos, como esperamos, como planeamos. E ali eu só precisava de recuperar para não perder mais nada em NYC. :)

 

Dia 5:

Ida a Brookling em busca de um brunch! :) 

Falaram-me de um brunch em Brookling e já só pensava nisso. Fomos em busca disso e aproveitamos para conhecer pontos interessantes do lado de lá de Manhattan. Como já falei no post anterior, a zona do Dumbo é mesmo muito gira. Vale a pena pela incrivel vista que tem sobre Manhattan. Para além disso, antes de chegar ao Dumbo mas já do lado de Brookling existe um restaurante que tem uma vista priviligiada. Tem este jardimzinho que deu para umas fotos bastante interessantes. :)

 

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O restaurante chama-se "The River Café" e fica no final da Brookling Bridge. É gourmet, pede dress code especial e é para gastar uma nota. É necessário fazer reserva também. Claro está que não fizemos e eu não tinha levado nem um vestidinho na mala pois já sabia para o ártico que ia. Penso que ao jantar deve ser mais bonito pela vista sobre Manhattan iluminada. Talvez numa próxima será um local a visitar inside. 

Continuamos pela estrada fora até descobrir o brunch. E isto de <pela estrada fora> foi mesmo a pé. Até que entramos num bairro daqueles que eu achei que só existia nos filmes com câmaras e policia à porta das casas. Só me lembro de perguntar "o que é isto?" e basicamente fiquei branca, o meu cortisol disparou e acho que só ganhei cor quando finalmente conseguimos sair dali e encontramos um taxi que nos salvasse. E, assim, fomos para o tal brunch que ficava nos confins de Brookling! Só eu para nos meter nestas cenas à procura de brunchs e afins! 

Lá chegamos a um sitio lindissimo sem sombra de dúvidas. Um jardim de Inverno. O restaurante estava vazio num domingo ao almoço o que era um bocado preocupante. 

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Para além disso, o brunch era realmente fraco. As opções eram omeletes e pouco mais do que isso. Era um restaurante italiano e também tinhamos pizzas e massas se quisessemos. Mas não era esse o meu objectivo. Confesso que fiquei desiludida porque esperava aqueles altos brunchs como temos cá em Portugal com uns ovos benedict, umas panquecas de babar e um americano no mínimo. Mas não... O jardim de Inverno é realmente bonito e vale a pena. Para brunchs pareceu-me que no Soho ou em Chelsea havia mais opções dentro da linha que eu esperava.

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Acqua Santa - Brookling (556 Driggs Ave)

 

Depois de uma longa caminhada de volta a Manhattan precisavamos de um lanche. Fomos ao Bouchon Bakery na Plaza Rockefelder. Babei com o brownie de lá. Maravilhoso! Acompanhei com um americano que me aqueceu da cabeça aos pés e ainda tive o brinde de umas bolachinhas e uma vista fantástica. É uma confeitaria ao estilo francese com uma montra de babar. Vale a pena lá passar. :)

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Para terminar o dia, sendo o último jantar em NYC decidimos apostar num restaurante in. Consultei a blogger Nova Iorquina Alexa - EatingNYC e lá escolhi um restaurante digamos que, diferente.  

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O problema é: e saber escolher?! Arrisca-se num restaurante diferente, comida do médio oriente gourmet e, ainda por cima, nada está na nossa língua mãe. Logo, escolher acertadamente vai ser sempreuma sorte. 

Vieram os primeiros pratos:

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E eis que eu olho para quem tenho à frente e perante tal situação fiquei na dúvida se era um inicio para o jogo do sério ou era mesmo um vou-te cortar o pescoço Marta Isabel. Eu até estava fixe porque eu gosto de tudo o que não tenha carne ou derivados mas naquela hora percebi que tinha asneirado! Ia dar barraca.

Foi então que decidimos pedir mais um prato. Realmente a funcionária ficou um bocado admirada quando pedimos só estes dois pratos mas até nem considero que passasse fome só com uma saladinha! 😆

O restaurante chama-se "NUR" tem óptimo aspecto e boas fotografias dos pratos no instagram. E para quem gosta de comida do médio oriente vale a pena experimentar porque este é daqueles bons restaurantes. Para quem vai experimentar pela primeira vez talvez não seja a melhor opção e não se identifique com o registo dos sabores. 

O prato principal foi esta beleza. 😜 Eu fiquei super entusiasmada com aquele pesto e um molho de iogurte. Já quem estava à minha frente revirou os olhos em 360graus e só saiu dali vivo porque é forte. 😅🤷🏻‍♀️

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P.s. É um restaurante caro. Tal como eu disse, para aquela noite mais "In" em NYC. Este não precisa de marcação. Existem imensos que, claro, gostaria de lá ir mas é para gastar uma grande nota, levar um alto dress e, certamente, marcar antes até de aterrar em NYC. One day. One day.

 

Dia 6: 

Depois do expensive siga para o bom e barato. Comida de rua!!! M-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a!! Comi um tikka massala óptimo!! Melhor do que em qualquer restaurante indiano que já comi! Não sei precisar quando foi a "roulote" mas acho que foi perto de St Patricks, a igreja que aparece no filme do Sozinho em Casa - perdido em NYC. Era mesmo bom e nem chegou a 10€!

Para finalizar, a passagem pela Magnolia Bakery onde foram gravadas algumas cenas de "Sexo e a Cidade". 

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Excusado será dizer que babei com este cheesecake com topping de caramelo salgado e nozes!!! Nem consigo olhar para ele que só me dá vontade de comer o ecrã!! 

É imperdivel a passagem por lá. Ainda bem que só lá fui no último dia senão tenho a certeza que não resistia a comer um todos os dias! Estive quase para voltar para trás e comprar mais uns para a viagem! Ao fim de 6 dias em NYC o meu cérebro já só pedia disto, confesso!!! 😂

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Depois à tarde fomos para o aeroporto e o jantar já foi feito no avião nesse dia.

 

Concluindo, é fácil comer bom e barato em NYC. Há também muitos sítios "in" se quisermos gastar umas notas e uns bares e rooftops para beber um copo que também não sai nada barato. A nível de saudável é mesmo adicionar ao nosso comando o botão surprise. Às vezes podemos comer, outras vezes não. Vamos querer experimentar de tudo, isso é certo. Vamos querer experimentar principalmente o que não temos cá por isso é normal embarcar numas junkie fries e nuns hamburguers de vaca cheio de molhos. Faz sentido quando viajamos integrarmo-nos na cultura do local para onde vamos e desligarmos da nossa, das nossas rotinas, do nosso controlo. Se quisermos manter tudo sobre o nosso controlo então aí é melhor não sairmos do nosso conforto, da nossa casa, do nosso ambiente. Mas precisamos de desafios. Precisamos de experiências. E precisamos de nos sabermos posicionar, adaptar perante o que encontramos. Isso sim é realmente o que nos dá bagagem e o que nos forma como humanos. Sem dúvida, Nova Iorque é sempre uma boa ideia. No Inverno confesso, é uma verdadeira aventura para quem tem dificuldade em lidar com o frio como eu. Mas, Marta Isabel adora uma boa aventura! :)

 

 

 

 

 

 

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