Ano Novo, Vida Nova. Será cliché?

Ano novo, vida nova. Tantas vezes é ouvido mas, será ou não um cliché?
Será que queremos realmente o novo? Será que estamos preparados para o que o novo acarreta consigo? Novo é zero kms. É começar do zero. É um início. É a primeira pedra para uma construção. É estar no chão e olhar para cima e ver quanto se tem que andar.
Novo não é estável. O novo pode desequilibrar. É o pesar da balança apenas de um lado. O lado do arranque. Novo é duro. Novo pode causar deslumbre aos nossos olhos mas traz consigo imenso para fazer.
Este ano não me sinto com força para dizer que quero o novo. Se calhar sempre fui assim. Ou então não. Mas não estou com força para começar do zero. Não quero começar do zero. Quero continuar com o que já construir e dar continuidade. Apenas dar continuidade. Um dia, o que construir poderá dar lugar a algo novo. Poderá dar-me capacidade para, em algum campo, iniciar, começar do zero, escolher o novo deixando tudo o resto para trás. Mas, por agora, apenas não é o momento. Ou então, estou só a ser uma tola.
Quem vai escolher manter e construir? Quem vai dar início ao Novo e começar do zero?
