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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

| Women’s Health Lifestyle Blog| Um blog cheio de modernices, feminices e pedacinhos de neura com ciência.

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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

27
Mai20

Desculpa corpo

MartaGomes Saúde da Mulher

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Desculpa corpo. .
Desculpa por tantas vezes te atacar. Por tantas vezes te criticar. Por tantas vezes te rejeitar. Desculpa. Desculpa por dizer que não eras bonito. Desculpa por dizer que as tuas coxas eram demasiado grossas, a tua anca era larga, o rabo notava-se muito e os teus pés eram feios. Desculpa por dizer que as tuas mamas eram pequenas demais. Desculpa por dizer que a tua cara não tinha jeito nenhum e era uma vergonha mostrá-la ao mundo. Desculpa por todas as vezes que não queria sair contigo à rua, que não queria que te vissem, que não queria que te tocassem. Desculpa por todas as vezes que não te respeitei. Por todas as vezes em que exigi demais de ti, por toda a pressão que te coloquei. Desculpa por te ter usado tantas vezes não permitir a tua voz e decidir cumprir a decisão dos outros. Desculpa por tantas vezes te ter silenciado com comida. Por tantas vezes te ter levado ao limite com álcool. Desculpa por tantas vezes ter vergonha dos teus movimentos, das tuas formas, da tua expressão, dos teus sons. Desculpa por tantas vezes escolher o que dava mais jeito e não o melhor. Desculpa por tantas vezes não te cuidar, não te mimar, não te valorizar e procurar quem o fizesse. Desculpa, também, por não aceitar tantas vezes que te elogiassem. Desculpa por muitas vezes não respeitar o teu cansaço e não atender à tua tensão. Desculpa por todas as batalhas que travei contigo. Agora, sinto uma grande vontade de te abraçar. Agora, sinto uma grande vontade de te mimar. Agora, sinto uma grande vontade de te tocar. Agora, sinto uma grande vontade de te valorizar. Obrigada. Obrigada por sempre estares na tua melhor forma possível face a todas estas minhas constantes objecções. És o melhor ❤️
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São tantas as vezes que precisamos de nos perdoar a nós mesmas. 🙏

A comunidade barrigas d'Sonho é um programa de auto-cuidado, conhecimento e potenciação do corpo. 
Aula gratuita esta sexta-feira. Junta-te. 🤗

email: barrigasdsonho@gmail.com

23
Mai20

O meu lado lunar

MartaGomes Saúde da Mulher

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O meu pai usa muito a expressão “és mesmo de luas”.

Talvez ele não saiba que é mesmo assim. Talvez ele não saiba que a mulher é feita de fases, que a mulher é feita de ciclos. Talvez ele o diga até como critica mas, por eu ter consciência que é tão verdade, não a vejo como tal.

Olhando para a lua, hoje é a transição de quarto minguante para lua nova. A lua fica pequenina, pequenina, pequenina, até desaparecer. Até ficar sem luz. Até morrer. E, assim, iniciar um novo ciclo de crescimento. Um novo. Um novo ciclo em que uma nova luz vai crescer.

Hoje, é isso que sinto. Uma parte de mim a ficar pequenina, pequenina, pequenina. Uma parte de mim a ficar silenciosa. Uma parte de mim a ficar com menos poder. Essa parte é o ego. Essa parte é a voz que quer sempre a todo custo assegurar a sobrevivência, o certo, o confortável. A parte de mim que está sempre à procura da falha, do que correu mal marcando-o como algo errado e tentando preveni-lo como proteção.  Uma parte de mim que acredita que o que não deu certo no passado não dará certo no futuro. Uma parte de mim com medo de arriscar, com medo de ir atrás de sonhos, com medo de ser. Essa parte, aos poucos e poucos, talvez mês após mês, vai perdendo a força como a lua em transição de minguante para nova. E hoje é dia de fazer luto. É dia de deixar cair as lágrimas.  Dia de me perdoar por ter ficado anos com tanto medo, com tanta rejeição, com tanta crença de que nunca mais seria capaz, de que nunca mais queria tal na minha vida.

Dia de, mais uma vez, ver que nada acontece por acaso, que tudo tem o seu tempo, e que há sempre um próximo nível para viver.

"Nothing in life is to Be fear. It's only to Be understood. Now is the time to understand more, so that we may fear less." @MarieCurie 

21.05.2020

19
Mai20

Saúde da Mulher. Sim, é o meu público

MartaGomes Saúde da Mulher

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Muitas vezes questionam-me: Então, o teu público-alvo é só mulheres?. E eu, sem me aperceber, como se sentisse vergonha, retraio-me e digo sim, mas também posso trabalhar com homens. 

Na verdade, o meu foco é a saúde da mulher. Na verdade, o meu foco é colaborar para o desenvolvimento do potencial da mullher. Na verdade, o meu foco é que a mulher veja o ser incrível que é. Na verdade, o meu foco é criar ferramentas para que as mulheres resolvam os seus problemas por si próprias. Na verdade, o meu foco é ajudar a que as mulheres se tornem melhores. 

Ou seja, não as melhores, não as superiores, não as fortes, invencíveis e mais além. O meu foco é apenas e só que a mulher seja ela própria sem vergonha, sem medo. Que a mulher seja afectiva, criativa, vulnerável, honesta e estabeleça, primeiramente, uma boa relação consigo própria. Para mim, tal é saúde da mulher. Para mim, tal é saúde familiar. Para mim, tal é saúde do homem. Para mim, tal é saúde infantil. Para mim, tal é saúde laboral. Para mim, tal é saúde na comunidade.

Não sei se é por ser mulher. Não sei se é por ter procurado sempre respostas. Não sei se é por ter tido um período de desenvolvimento da personalidade em que sempre fui confrontada com as responsabilidades de uma mulher numa família, as responsabilidades de uma mulher numa relação. Não sei se foi por tantas vezes ver mulheres esquecidas de si próprias. Não sei se foi por tantas vezes ver mulheres a querer sempre agradar os outros e sem saberem responder à questão de o que as agradava.  

Podem ter sido inúmeros fatores que me levaram para este caminho mas, o que é certo, é que é neste tema que a minha criatividade expande, que a minha vontade de estudar história, cultura geral desperta, que a minha vontade de me debruçar sobre filosofias e psicologia analítica se vem juntar a toda uma construção de estudo do corpo de anos.

Comecei com a minha tese de licenciaturas em grávidas. O meu objectivo era pós-parto mas há 12 anos atrás eram inexistentes. Fechavam-se em casa e ninguém as via. Não procuravam reabilitação, não procuravam ajuda, o baby-blues era mais do que falado e o pós-parto era, por isto tudo, visto como negro.

O pós-parto é dos maiores desafios de uma mulher. São imensas as transformações no seu corpo e no seu íntimo. Primeiro, um corpo que se vai modificando ao longo de 9 meses mas, o facto da barriga estar preenchida por um novo ser, por uma nova vida que se espera com tanto entusiasmo, faz com que muitas vezes a mulher se mime mais e é, também, mais mimada por todos à volta.

Quando o bebé nasce, de repente, a luz dela apaga. A mulher passa a mãe e deixa de ser o foco. É um ultraje se alguém ousa dar uma prenda ou mimar a mãe em vez do bebé, do novo ser. O papel da mulher é agora de servir. De ser cuidadora. Cuidadora do bebé, cuidadora da família. É aquele momento em que sempre que ela receber e não der será julgada e apredejada. 

O que mais me dói não é tanto o julgamento por parte dos homens porque eles não fazem ideia do que é ser mulher e não fazem ideia do que é gerar um novo ser, dar à luz e amamentá-lo. O que me dói é ver o julgamento entre mulheres. De julgarem o que uma não faz em vez de verem o que tanto ela tenta fazer. De julgarem o comportamento de uma mulher por aquilo que percepcionam que ela se tornou. De apontarem o dedo quando vêem uma mulher a ter a vida dela, a tomar as decisões dela, a respeitar-se a si própria, a cuidar-se quando devia estar a fazer o que toda a sociedade considera que é correto, cuidar do outro. 

Mais uma vez, o pós-parto não é fácil. É um período que não se quer passar sozinha. É um período com um novo ser, que não se conhece apesar de ser nosso. É uma nova identidade. É alguém que está a descobrir o mundo, está a ter as primeiras experiências neste mundo e nos estamos a descobrir com ele também. Ser mãe é um novo mundo. Ninguém nasce ensinada, ninguém está preparada apesar de existir algo de inato que permite essa conexão com o novo ser. 

Tudo o que é novo absorve-nos. Tudo o que é novo faz-nos alterar rotinas, comportamentos e até formas de ver as coisas. Tudo o que é novo acrescenta-nos e muda-nos. E é muito importante fazer este caminho com ajuda. É importante um pai activo, um pai presente. O homem é, muitas vezes, visto como o responsável por assegurar segurança, casa e dinheiro à familia. Mas ninguém é feliz com sobrecarga. Os papéis estão cada vez mais a ser divididos. Um homem, um pai, pode, também, ficar com o filho enquanto a mãe vai fazer algo que gosta como fazer recuperação pós-parto, como ir ao cabeleireiro, como ir comprar algo para ela prórpia, como ir almoçar com as amigas. Porque é que a sociedade crítica? E se o pai der sempre a desculpa de que vai trabalhar e for, na realidade, ter um encontro? E, se um pai, dado o pós-parto conferir muitas alterações de humor na mulher e uma líbido reduzida, tiver uma vida dupla, porque é que a sociedade não crítica?

Se, realmente, quisermos ver bem o que se passa à nossa volta, a mulher é o alvo de crítica. A sociedade definiu um papel para a mulher que faz com que quem saia dessa definição lhe seja apontado o dedo. 

Não sei se é por ser mulher ou não que tenho esta visão. Não sei se é por ser mulher ou não que acredito tanto na saúde da mulher integrativa, na abordagem biopsicossocial. Sei que sou mulher. E que é neste caminho que vou vejo futuro. É neste caminho que vou continuar. 

15
Mai20

Dizem-nos “Homem não chora”

MartaGomes Saúde da Mulher

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Dizem-nos “Homem não chora”. E não pode haver repressão mais cruel. Sou mulher. Mas sou uma mulher no mundo dos homens tantas e tantas vezes. E, no mundo deles, de facto sinto essa repressão brutal de que não posso chorar, de que não posso sentir, de que não posso ser sensível, ser emotiva, ser transparente. Sinto pra caraças toda a pressão colocada no mundo dos homens. Não é a mim que é colocada. É nos homens. E é em todo o ser que ouse entrar e fazer parte deste mundo.

Talvez, por isso, os homens sintam tanta necessidade de proteger as suas mulheres. Talvez, por isso, pelos homens saberem tudo o que passam neste mundo, queiram as suas mulheres seguras, confortáveis e a terem lá as suas neurazitas em casa sem que ninguém veja. Talvez, por isto, os homens aguentem a carga e, em vez de, mudarem a coisa, serem mais empáticos, mais vulneráveis, mais autênticos com o tal medo de levar gozo, mantenham a pressão de que “homens não choram”. Quem afirma mesmo esta frase? São homens? São mulheres? Ou são ambos? Não estamos todos a fazer asneira e a escolher a dor, o sofrimento, a pressão, o ego, em vez da liberdade e autenticidade?! Muito se fala de empatia e ser autêntico. Mas, até que ponto, alguém que não chora, chega lá?

Eu fico lixada de cada vez que quero chorar e reprimo.

O homem chora. A mulher no mundo dos homens também chora.

12
Mai20

A personalização da crítica

MartaGomes Saúde da Mulher

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Algo que realmente é importante estudar mais, trabalhar mais, falar mais, é a questão da personalização da crítica.

Falamos sobre isso num direto no Instagram. Filipa Silva refere um Eu profissional e um Eu pessoal. Já li, também, várias vezes sobre isso mas sempre questionei se tal era seria possível e, fundamentalmente, se tal seria realmente bom para nós. Como tudo, tem os seus prós e os seus contras. Ao despersonificarmo-nos creio que perdemos a camada emocional naquilo que fazemos, ou seja, perdemos a camada emocional no tal eu profissional. O eu profissional será um eu formatado para fazer algo que todos esperam que seja feito da maneira como foi determinada na sociedade. Associo, muitas vezes, este tal eu profissional ao ego. E o ego é o eu controlado, super racional que assegura, mais do que tudo, a sobrevivência. Com ele nada pode falhar ou estaremos em perigo. O ego não quer falhar. O eu profissional não pode falhar. E é assim que assumimos esta dureza do eu profissional. Para mim, um robot programado, o qual foi formatado para fazer aquilo exatamente daquela determinada forma. Sempre.

Quando falha e é criticado, facilmente, pode sentir a personalização da crítica. Porque sente que a sua segurança, o seu controlo determinado pelo sistema operativo inserido está a ser ameaçado e não compreende porquê uma vez que foi exatamente programado para tal.

Daí não ser a favor desta separação de eu’s. O eu pessoal estará acoplado ao eu profissional se queremos dar o nosso cunho ao que fazemos, se queremos adicionar-lhe uma camada emocional, se queremos criar impacto, se queremos por um pedaço de nós em tudo aquilo que fazemos e assim acrescentar.

Onde entra aqui o lidar com a crítica a nível profissional?

Confesso que a crítica que me custa é realmente a crítica da pessoa para a qual presto diretamente o meu serviço, dou o meu produto de forma a acrescentar-lhe valor, mostro um pedaço daquilo que sou e, aí sim, uma crítica destrutiva vinda do “meu” público, do público que interage comigo e com o qual eu interajo, custa-me. Não sinto um ataque a mim própria, àquilo que sou mas faz-me pensar o tipo de empatia que temos, faz-me pensar em atitudes que foram apontadas na crítica e faz sentido analisar-me a mim e a analisar a pessoa que a fez de forma a poder atribuir-lhe valor ou não.

Em qualquer crítica destrutiva, na minha óptica, é essencial avaliar a pessoa que a fez. Na maioria das vezes, iremos perceber que não faz sentido centrarmo-nos na crítica, personalizarmos a crítica e personalizarmos quem a fez. De críticas destrutivas está o mundo cheio. E, muitas vezes, começam em nós, naquela vozinha interior que nos crítica e que não nos quer deixar sair do formatado, do controlado, do comum. 

Perante a crítica, a minha âncora é esta: recordar que, sempre que apontamos um dedo, os outros quatros estão apontados para nós. Será a crítica mesmo para alguém ou será diretamente para nós?

10
Mai20

À distância de um clique

MartaGomes Saúde da Mulher

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Sabem quando nos metemos a fazer alguma coisa à distância? Sabem quando nos metemos  em amizades à distância? Sabem quando nos metemos em relações à distância?

Pois é. Toda a gente nos diz que não vai dar certo. Toda a gente diz que isso é só aquele entusiasmo inicial e, mais dia menos dia, a coisa apaga. 

E nesta onda de opiniões alheias seguimos e embarcamos de que, realmente, o diferente, o inovador, não funcionará. Poderá até funcionar mas não nas nossas mãos. Poderá até funcionar quando vier alguém e depois outro e depois mais 5000 pessoas no mínimo dos mínimos mostrar como, afinal, até funciona. Afinal, até é um bom serviço. Afinal, até permite tantas coisas que antes não eram possíveis.

 

Há 10 anos atrás saí a primeira vez de casa. Fui um mês para Barcelona. Para os meus pais parecia que, de repente, nunca mais iam ver a filha. Para mim, foi uma aventura que me deixou de sorriso de orelha a orelha. Há 10 anos atrás não tinha roaming gratuito. Há 10 anos atrás, para conhecer Barcelona sozinha andava de mapa na mão. Há 10 anos atrás já não me recordo qual era o meu telemóvel mas sei que não tinha video. Há 10 anos, para falar com os meus pais, tinha a chamada de voz, sem rosto, as mensagens, sem rosto, e o skype, o grande skype, com rosto! E era assim que me viam a cozinhar e, às vezes, jantavam comigo. Era assim que me perguntavam como é que tinha sido o meu dia. Era assim que me diziam o que tinham feito. Era assim que a minha mãe me mostrava o novo corte de cabelo. Era assim que o meu avô, com os seus 91 anos, ficava estupefacto a olhar para um ecrã e a exclamar como é que era possivel sentir como se eu estivesse ao lado dele.

 

Passaram 10 anos e muitas vezes não traçamos esta linha do tempo e não vemos o quanto o mundo evoluiu, as quantas facilidades temos hoje e o sem número de recursos que temos hoje para melhorar, em muito, a nossa qualidade de vida. 

 

Depois desta distância do social, as pessoas reclamam por conexão, por estarem umas com as outras, por terem a presença uns dos outros num mesmo espaço. Eu, espero, do fundo do coração, que isso passe realmente a acontecer.

 

São inúmeras as vezes em que as pessoas se reúnem num mesmo espaço e estão mais conectadas a outras fora daquele espaço através do telemóvel.

São inúmeras as vezes em que as pessoas se reúnem num mesmo espaço e estão mais conectadas com a vida das outras pessoas através dos quadrados perfeitos que vêem nas imagens do instagram ou facebook dos outros. 

São inúmeras as vezes em que as pessoas se reúnem num mesmo espaço com o objectivo de serem ajudadas, serem tratadas, e estão mais conectadas com o que têm para fazer amanhã ou nos planos do futuro não estando conectadas ao momento presente.

 

Fala-se em conexão presencial para estimular vias e neurotransmissores que, o ser humano como ser afectuoso, precisa. Mas, quantas vezes, o presencial é verdadeiramente presencial?

 

Não digas não ao novo, ao inovador, ao desconhecido. Amanhã perceberás o quanto acrescentou na tua vida.

 

À distância de um clique.

07
Mai20

Sexualidade, descontraídamente

MartaGomes Saúde da Mulher

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A sexologia ou “ciência do sexo” surgiu no final do séc. XIX e princípios do séc. XX.
Para Freud, um só orgasmo acontecia nas mulheres maduras: o vaginal. Caso a mulher não conseguisse aceder ao orgasmo era classificada de frígida. Norman Laire, no final dos anos 30, defendeu que a frigidez da mulher ocidental se devia à incapacidade dos homens ocidentais estimularem as suas mulheres. Neste mesmo periodo, na América, médicos, criminologistas, sexólogos e investigadores sociais desenvolveram novos métodos de estudo a fim de terem acesso a informações específicas da vida sexual. Concluíram que, as mulheres de classe trabalhadora estavam associadas à promiscuidade e as de classe média associadas a uma frigidez.
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Nos anos 70 surgiu o movimento de libertação feminina. A contracepção veio mudar o modo de pensar passando o sexo pré-conjugal a ser aceite entre os jovens, contrariando os valores dos seus pais.
Nos anos 80 e 90, o flagelo do HIV e DST’s transformou a liberdade em medo surgindo um novo conservadorismo na Europa.
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Em 2001, a OMS define sexualidade como: “uma energia que nos motiva para encontrar o amor, contacto, ternura e intimidade; que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual; ela influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações e, por isso, influencia também a nossa saúde física e mental.”
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O conceito de saúde sexual está definido como: “um estado físico, emocional, mental e social de bem-estar em relação à sexualidade. Não é somente a ausência de doença, disfunção ou invalidez. A saúde sexual implica uma abordagem positiva e respeituosa da sexualidade e das relações sexuais, bem como a possibilidade de ter relações sexuais agradáveis e seguras, livres de coersão, discriminação e violência.”
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Entre a história e a actualidade verifica-se um vai e vem de libertação e repressão da sexualidade. A sexualidade é, em grande parte, uma construção social. 

A sexualidade é para ser descontraída. É provocar risos e não choros. É para gerar felicidade e não angústia. É para ser explorada solo ou a dois. É para ser livre de rótulos, crenças destrutivas, inibidores de líbido.
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O sexo é digno a partir do momento em que os dois corpos tal o quiserem. Sexo não é digno sempre que é obrigado, forçado, exigido.
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Pensa agora. Como é a tua sexualidade? Digna ou não digna?
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Voltarei a este tema sempre que necessário. No blog. 
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📸@man_speak

02
Mai20

Comunidade Barrigas d’sonho

MartaGomes Saúde da Mulher

 

De repente, uma comunidade.

Por vezes, só precisamos de parar. Por vezes, só precisamos de desligar as rotinas do dia-a-dia, a programação do dia-a-dia, para nos chegarem ideias inovadoras.

Eu sei que esta é uma delas. E chegou no tempo certo. Veio com um vírus e todo o meu objectivo para ela é exatamente isso, que se torne viral. 
Pelo nome, barrigas d'sonho, podem associar a uma obsessão de perfeccionismo. Não o é. Nós, erradamente, associamos sempre um sonho a algo perfeito, inalcansável, inexequível para simples mortais. Mas, a minha questão é: porque nos consideramos simples quando todos somos únicos, todos somos especiais? É, em grande parte, a nossa percepção que faz de nós aquilo que somos. 
Mudemos o mindset.

De repente, uma comunidade. 
Veio no tempo certo, na hora certa, no momento certo. Veio para ficar. Veio para conectar. Veio para reerguer o feminino com amor, com cuidado, com movimento, com essência. Veio para te descobrires assim como eu me tenho descoberto. Veio para aprenderes a cuidar-te de dentro para fora. Veio para aprenderes a dar-te o melhor. Veio para te expressares com toda a tua genuinidade. Veio para seres mulher, seres feminina, seres potente, seres sensual, seres tu. Linda e afectiva como o feminino assim o é.

De repente, uma comunidade.

É pela barriga que começa a vida. É na barriga que o nosso coração começa a bater. A barriga é o nosso centro, o nosso pilar, a gravidade. 
A comunidade barrigas d'sonho tem a finalidade de te ajudar a encontrares esse centro de gravidade, esse equilíbrio, esse corpo que és tu. Já sentiste alguma vez que o corpo que vias ao espelho não eras tu? Que o rosto que vias ao espelho que não eras tu? Quantas vezes não te consegues olhar? Quantas vezes não tens vontade de te cuidar? Quantas vezes não tens vontade de te tocar?

 

De repente, uma comunidade.

A comunidade barrigas d'sonho trabalhar-te-á através de uma sessão semanal com movimento, toque/massagens, respiração, dicas e ainda contemplará por mês um tema diferente explorado num workshop dado por especialistas em cada área. Tudo para te dar conhecimento, destreza, motivação, ousadia, empenho, para te tratares bem, para cuidares de ti, para te desenvolveres a nível pessoal. 

De repente, uma comunidade.

A subscrição é mensal. Para saberes mais pormenores deixa-me um e-mail em barrigasdsonho@gmail.com e eu explico-te tudo direitinho. Acredita, vais gostar de te juntar. 

#tamujuntas❤️

 

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