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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

| Women’s Health Lifestyle Blog| Um blog cheio de modernices, feminices e pedacinhos de neura com ciência.

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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

27
Abr20

Toda a relação pede fairplay

MartaGomes Saúde da Mulher

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Hoje vou confessar uma coisa.
Para aí há uns 10 anos atrás tinha inveja dos gajos. Não é que quisesse ser um, não. Não me via sem vestidos. Não me via sem um risco nos olhos. Não me via sem o meu cabelo comprido. Não me via sem uns saltos sempre que saía. Não me via a não namorar. Não me via sem uma série de coisas que, na minha opinião, definem uma mulher. Mas tinha inveja dos gajos. Inveja naquela medida em que os gajos são todos amigos, são todos manos e mesmo que tenham entre eles opiniões divergentes, discutem, até mandam umas bordoadas e depois fica tudo bem. 
Questiono-me se isto vem do desporto, do futebol, do FairPlay. Talvez seja uma estratégia de coping o que faz com que saibam estar numa posição de luta, de defesa, de ambição, de conflito com um adversário e, logo após ele cessar, o toque amigável surge. 

Será que o mesmo acontece entre as mulheres?

Sempre tive amigos homens. Mais novos, da minha idade ou mais velhos do que eu. Muitas vezes, foram os meus melhores amigos, aqueles com quem falava durante horas, aqueles em quem confiava, aqueles que me permitam divertir-me à vontade estando sempre de olho no que se passava à volta, que me levavam a casa, às vezes de madrugada, garantindo que ficava bem entregue, que me puxavam para um café ou um jantar mesmo quando decidia hibernar e massacrar-me com as minhas exigências, que me punham a jogar PlayStation ou mesmo a saltar de prédios em construção para a areia ou descer um lanço de escadas de bicicleta e fazer éguas. 
Por estas e tantas outras coisas para mim não faz muito sentido uma mulher não ter amigos homens. São dois seres opostos que foram feitos para se apaixonarem um pelo outro, é um facto. Mas, o facto de serem dois géneros diferentes não significa que obrigatoriamente um homem e uma mulher não possam ser só amigos, bons amigos.

Podemos aprender com eles e eles podem aprender connosco. Eu, sem dúvida, gostava de extrair essa essência deles do dito "fairplay". Gostava mesmo, do fundo do coração, que as mulheres se respeitassem umas às outras, fossem leais umas com as outras e, acima de tudo, se julgassem menos umas às outras. É certo que também já vi este padrão em homens em relação a mulheres. Um padrão que, desculpem, mas chamo padrão feminino. Porque parece que há algo enraizado em nós, mulheres, que incute a crítica da outra, a inveja da outra, a desconfiança da outra o que nos faz colocar um travão na interação umas com as outras, que nos faz achar que qualquer comentário tem sempre segundas intenções, que nos faz achar que um querida, fofa, linda é cínico se não temos qualquer ligação com essa mulher. Há tantas vezes uma falta de afectividade entre as mulheres que as bloqueia a dar um elogio a outra. E não acredito que tenha sido o crescente lesbianismo a gerar este bloqueio, sinceramente. 

Confesso que fico muitas vezes cansada com este padrão do feminino. Confesso que fico triste com tantas esquisitices entre as mulheres. A dificuldade em ter conversas abertas, em falar sobre questões que só mulheres podem compreender, só mulheres passam por elas, só mulheres podem encontrar soluções. 

No meu ponto de vista, todo o ser humano, independentemente do género, pode interligar-se. Haverá conversas, programas, etc, que só fará com alguém do mesmo género e haverá conversas e programas que fará com alguém do género oposto sem levantar qualquer boato, julgamento, etc. 

Às vezes pergunto-me em que mundo é que vivi há 10/20 anos atrás em que as minhas amizades não eram limitadas ao género e o mundo em que vivemos agora em que todas as minhas amizades, mesmo género e género oposto, são questionadas. 

Hoje vou confessar uma coisa.
Fairplay. Para melhores seres humanos portugueses. 

25
Abr20

Point of view sobre liberdade

MartaGomes Saúde da Mulher

 

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Não é muito simples falar sobre liberdade.

Se fascismo é um extremo, liberalismo é, também, outro extremo. E em extremos mais difícil é de encontrar o equilibrio. 
Confesso que durante muitos anos não liguei a história. Não me interessava por nomes, por aquilo que já tinha acontecido, por política, economia e coisas que tais. Achava uma seca. Não precisava de nada disso para trabalhar a saúde. 
Muito enganada estava eu. 
A história é passado. É certo. E se queremos viver no presente temos que nos focar no presente. Mas, fará assim tanto sentido esquecer tudo o que aconteceu até há construção do mundo tal como temos agora? Será que, agora, no presente, não estamos também a trabalhar aspectos do passado? Feridas das nossas ancestrais? Feridas da sociedade? Regras, controlos, crenças? 
Por muito que queiramos esquecer o passado, por muito que queiramos esquecer a história, é ela que nos fez chegar aqui hoje, é ela que nos faz ser quem nós somos hoje, é ela que nos gera disfunções e é, também, ela que nos faz ter ideais pelos quais vivemos e pelos quais nos apaixonamos. 
Fiz um workshop de escrita criativa no início deste ano. Pediram-nos uma palavra com que nos identificamos. A minha foi: liberdade. 
A liberdade é, sem dúvida, muito importante para mim. Não o sentir-me livre de alguém. (Não sejamos assim tão egocêntricos ao achar que o mundo de alguém gira à nossa volta). Não. O que idealizo na liberdade é a minha liberdade. Ser livre das minhas exigências, dos meus medos, das minhas críticas destrutivas,  de viver em modo sobrevivência. 

Idealizo ser livre de restrições próprias, do carrasco de mim mesma, da imagem perfeita, de ideais de feminino perfeito.

Idealizo ser livre do meu poder ditatorial, da minha repressão por oposição, das minhas regras/crenças sociais acerca da mulher. 
E é super interessante ver toda a história da ancestralidade feminina e como esta está extremamente relacionada com a dualidade liberdade e repressão. 
Por todas estas razões, passei a valorizar a história. Passei a ver séries, a ler livros, a querer ouvir os meus pais e a recordar-me do que o meu avô me falava quando era miúda. Até já fiz uma árvore genealógica com eles, vejam lá. 😉

E passei a sentir uma nova liberdade corporal, menos tensões, mais capacidade de movimento, menos restrições.


Por todas estas razões e mais algumas, a liberdade é, sem dúvida, uma palavra  importante para mim, com a qual me identifico, com a qual quero fazer um pacto e com a qual me pretendo calibrar.

E para ti, o que é a liberdade? 

Não é muito simples falar sobre liberdade. 

10
Abr20

Essa coisinha

MartaGomes Saúde da Mulher

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Estás a ver essa coisinha que nem te apetece pensar? Aquela que te incomoda mas fazes de conta que não. Sim, essa mesmo. Aquela coisinha que tentas a todo o custo que não saia cá para fora. Aquela coisinha que tentas fazer de conta que não existe com o nr de horas excessivas que trabalhas, os mil e um projectos que que estás metido, e as horas perdidas no trânsito. Aquela coisinha que escondes quando dizes, sistematicamente, eu Tenho que fazer isto. Aquela coisinha que encobres pensando no cuidar do outro, no que o outro fez e/ou como deve fazer, na vida que, de certa forma generalizas e dizes, toda a gente tem. Essa coisinha, enquanto não deixares de a tentar camuflar, vai sempre, sempre ser a tua pedrinha no sapato. Vai sempre, sempre, estar a “azucrinar” a tua cabeça. Essa coisinha és tu. Tu com tudo aquilo que faz de ti o que realmente és. Sensível, humano, vulnerável, afectivo. És tu. Abranda com o corona e dá espaço para ti. 👊❤️

Grata por me leres 🤗

05
Abr20

Paixão, o que é?

MartaGomes Saúde da Mulher

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Fall in love or not? That’s the question 🤔💘
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Dizem os entendidos que paixão é um sentimento forte, muitas vezes arrebatador, que implica uma forte atração por uma pessoa, objecto ou tema.
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Uso, muitas vezes, o adoro. Talvez os corações das redes sociais nos tenham feito evoluir para tal. Para ficarmos mais emotivos, mais sensíveis, nos expressarmos mais e, muito provavelmente, nos apaixonarmos mais. A paixão é um sentimento intenso. É a identificação e admiração de um ideal que queremos percorrer. Mas, será que sabemos mesmo o que é paixão? Será a paixão um sentimento verdadeiro, duradouro ou será algo fugaz, construído com base numa percepção e não naquilo que verdadeiramente é?
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Costumo dizer que nos apaixonamos pelo príncipe encantado. É a nossa tendência Disney. Idealizar e identificar apenas essas facetas que queremos no outro ou em algo. Mas, supostamente, uma paixão dura 3 meses a 1 ano ou até 2 (dependendo, quem sabe, do grau de miopia ou astigmatismo e, sem dúvida, de fantasia). Entretanto, algo estala o verniz. O ideal, de repente, é questionado. Ou se parte para outra à procura de mais paixão, mais dopamina nas veias, ou, pondera-se o “talvez o que defini como ideal não seja realmente real”. E é aí, que esse coração da paixão pode-se tornar em amor ou pode-se tornar em raiva, rancor, desilusão. Ou nos permitimos ver, para além da imagem, a “beleza interior” com os seus valores, autenticidade e personalidade com os seus aspectos que não tínhamos idealizado ou, continuamos a corrida na busca do ideal, da paixão, da dopamina. Amor potencia serotonina. Paixão potencia dopamina. E, contacto físico potencia oxitocina. Qual hormona precisas mais?

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