Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Saltos ⭕️ & Sapatilhas

| Women’s Health Lifestyle Blog| Um blog cheio de modernices, feminices e pedacinhos de neura com ciência.

| Women’s Health Lifestyle Blog| Um blog cheio de modernices, feminices e pedacinhos de neura com ciência.

Saltos ⭕️ & Sapatilhas

28
Mar20

Tudo tem uma história

MartaGomes Saúde da Mulher

E9B991E5-D4A1-46B8-A744-51F1D1AC003C.jpeg

 

Tudo tem uma história.

Hoje sou eu, a descobrir um hobby. Há uns anos atrás foi o meu pai. Não foi o corona virus que o mandou para casa. Não foi algo que pusesse em causa a vida/morte da comunidade mas foi algo que reduziu em larga escala o seu poder de compra. Ele era da área da moda. Da área das grandes marcas de roupa. Teve uma loja aberta durante 32 anos. Tinha uma marca, um estatuto, um conceito mais do que instalado, mais do que afirmado. Tinha clientes fiéis. Mas, clientes que perderam o seu poder de compra. E sem compras, sem movimentação de dinheiro, não há economia. Sem compras, sem movimentação de dinheiro temos quedas a pico das bolsas. E sem compras, sem movimentação de dinheiro, empresas fecham. E ele foi para casa. Durante um mês ficou em isolamento. Não queria sair, não queria ver ninguém, não queria nada. O mundo dele tinha parado. Durante um mês processou o que tinha sido a sua vida já que trabalhava desde os 11 anos. Durante um mês achou que não sabia fazer mais nada. Estávamos em julho. E ele tinha um terreno que raramente lhe tocava. Tinha para lá umas árvores que eram tratadas por pessoas que de vez enquando ele contratava. Passou um mês. Até que ele começou a aceitar a sua nova realidade. E encontrou um hobby. Encontrou o seu hobby. Ligou-se à terra, não seria ele descendente de pai transmontano que trabalhou toda a sua vida no campo. E começou a cuidar de árvores e flores. Começou a plantar ervas aromáticas. Começou a semear legumes e tubérculos conforme as estações do ano. E começou a sorrir com framboesas. Começou a sorrir com ninhos de melros. Começou a sorrir com aquela pele morena que de repente o sol embelezou. O mundo dele parou. Ele parou, sim. E, depois, mudou.
Se ainda gosta de roupa? Muito. Se ainda gosta de falar sobre negócios? Muito. Mas encontrou uma nova forma de estar e que lhe dá, sem dúvida, saúde e alegria.
Eu também quero encontrar. E por aí?

 

Tudo tem uma história.

23
Mar20

Equilíbrio, nada mais do que equilíbrio

MartaGomes Saúde da Mulher

20D1BCC7-774A-4A07-94E7-FA059F586C41.jpeg

A base da vida é o equilíbrio. 
Equilíbrio significa harmonia, estabilidade, solidez. No sentido figurado significa prudência, moderação, domínio de si mesmo. 
É o que procuramos encontrar durante toda a nossa vida e sem ele não era possível estarmos cá.

o equilíbrio começa numa simples reação química, o equilíbrio ácido-base. E tudo roda à volta do pH. Se este baixa dos 7,4 começamos a tender para um ambiente de acidose, de stress, de retenção de CO2 e dificuldade respiratória. O nosso coração dispara. Tudo nos parece difícil e a capacidade de ação cada vez tende a ser menor à medida que o pH baixa.

Mas...se o pH tende para alcalino, mais próximo de 7,4, tudo muda. Começamos a tender para o equilíbrio, há mais trocas gasosas, menos retenção de CO2, mais oxigenação, mais felicidade e mais vida.

 

Não entramos em acidose assim tão facilmente. O nosso corpo arranja uma série de estratégias para evitar que tal aconteça. Compensa aqui, compensa acolá. Até que, quando perde essa capacidade de tanto compensar, quando entra na saturação de viver ligeiramente desconfortável, surgem dois caminhos. Ou entra em acidose respiratória com necessidade de oxigenação e ventilação & intubação. Ou Muda. Muda tão simplesmente para hábitos, comportamentos que reduzirão em grande escala a necessidade do corpo compensar aqui e ali estrutural e bioquimicamente. 
Um Lifestyle de novos hábitos, novas rotinas, novos comportamentos. É aqui e agora. Em casa. 
O presente é agora. A era que vivemos é esta. 
Vamos esperar por amanhã? Para quê? 

Cuida-te. Hoje mais do que ontem. Amanhã mais do que hoje. Cuida-te agora. 

19
Mar20

Gossip #corona

MartaGomes Saúde da Mulher

01B1F122-A9D2-4606-91D1-F0CF19827732.jpeg

 


Gossip
.
Desde o início de janeiro que ouço falar do corona e sempre considerei gossip. Fofocas, conspirações, dramatismos, etc, etc. .
Afinal este ser, invisível, deu-nos a volta ao planeado, às nossas “supostas” vidas controladas, aquilo que sabemos. Faz-nos ter medo por aquilo que não vemos. Faz-nos, ao mesmo tempo, ter respeito pela vida. Percebemos como tudo é inconstante. Percebemos como, o que vivemos hoje, o que temos hoje, onde estamos hoje, é apenas e só hoje. Amanhã será uma lembrança, uma memória, será passado. E, com o passar dos dias, acaba por se tornar numa “vida passada”. Por isso, um dia, tudo o que estamos a viver agora será também uma “vida passada”. Deixará tanto marcas de inovação como marcas de trauma. Deixará uma nova forma de ver as coisas. Deixará uma maior capacidade para valorização, reconhecimento, empatia no contacto mão com mão.
.
Ao fim de 7 dias em casa já fraquejei. Já chorei. Já fiquei sem motivação nenhuma para tirar o pijama e to@ar banho. Já fiquei sem conseguir adormecer. Já fiquei sem sequer me apetecer falar. Quem me dera puder continuar a dizer Gossip. Mas os factos não me permitem. Resta-me adaptar-me a esta nova vida, de regresso à cidade onde cresci e encontrar energia para vos motivar dia-a-dia a viver, a rir, a pensar, a relaxar, a cozinhar saudável e, a renderem-se ao Pilates. 🤸🏻‍♀️ “Everything happens for a reason” #chinesemedicine .

12
Mar20

Fiz um workshop de escrita criativa

MartaGomes Saúde da Mulher

C4267FC3-07DA-4458-8395-2661B204691D.jpeg

 

Fiz um workshop de escrita criativa.

É verdade, este ano decidi dedicar-me um bocadinho mais a mim. Este ano decidi dedicar-me ao que sempre deixei em standby na minha vida, ao que nunca coloquei como prioridade, ao que nunca quis conhecer. O Eu, o meu verdadeiro Eu. Este ano decidi por um pouco de lado o estatuto profissional ou a contínua busca dele. Este ano decidi propor-me ao que não conheço, ao que não sei o que vou encontrar, ao responder a perguntas tão simples e ao mesmo tempo tão difíceis como “O que me faz realmente feliz?”

Passamos anos e anos da nossa vida a procurar fazer mais e mais, a tentar chegar mais longe ou a alcançar o que outros alcançaram. Passamos anos e anos da nossa vida a querermos ser reconhecidos por estatutos. Passamos anos e anos da nossa vida na frenética onda de trabalhar mais, de fazer mais do que um curso, de ter mais do que um título. Passamos anos e anos da nossa vida a querer angariar fundos para garantir todo o suporte aos que temos connosco. Passamos anos e anos de vida com tanto medo de no futuro perdermos o presente que nem o presente valorizamos, que nem o presente vivemos, que nem no presente estamos. 

Vivemos em função de tudo. Menos de nós próprios.

Por isso, fiz um workshop de escrita criativa.

Há tanto dentro de mim para além da minha identidade como profissional de saúde. Há emoções, há ideais, há vivências, há experiências, há um Eu para pôr cá para fora. E nada melhor do que a escrita para isso. Nada melhor do que a escrita para pôrmos os nossos pensamentos, as nossas preocupações, as nossas dúvidas, a nossa fúria, a nossa tristeza e o nosso amor em papel. 

Fiz um workshop de escrita criativa. Não sou jornalista mas fiz um workshop de escrita criativa e aconselho-vos tanto mas tanto a escreverem.

Comprem um diário. Ou comprem um bloco em branco. Ou usem folhas de rascunho ou mesmo as notas do telemóvel e escrevam. Escrevam o que vos vier à cabeça. Escrevam o que gostavam de dizer mas não podem. Escrevam o que vos magoa e sintam como isso vos magoa. Sintam o que escrevem. Depois, escrevam o que vos faz feliz. Escrevam o que vos faz feliz e sintam como isso vos faz feliz. Vão soltar um sorriso, tenho a certeza. 

A escrita é livre. A escrita é libertadora. Podem assinar e podem mostrar o que escreveram. Ou podem guardar só para vocês ou usar outro nome que não o vosso na assinatura. Ainda é perfeitamente compreensível que o façam desta forma. Mas, acreditem que será igualmente libertador. Acreditem que será uma porta que estão a abrir para o auto-conhecimento, para o desenvolvimento pessoal. Para o auto-conhecimento. auto-desenvolvimento. auto-consolidação. 

Fiz um workshop de escrita criativa. E recomendo. 🤗

03
Mar20

Que bem que ia agora uma caminha

MartaGomes Saúde da Mulher

Que bem que ia agora uma caminha!

E6F47ED3-4A43-4F21-9388-C55A054B63D5.jpeg

 

 

Não é fácil admitir perante a nossa sociedade que gostamos de dormir. Não é fácil admitir perante a frenética sociedade que fazíamos a sesta na boa. 

Não é fácil admitir perante a comunidade que dormimos 10 horas e que bem que isso nos fez.

Não é fácil admitir que dormimos em vez de constantemente trabalharmos. 

É socio-cultural que devemos ter o nosso emprego, que devemos acumular com o trabalhar em casa, e ainda que temos que ter a canseira da família e das lides de casa. É socio-cultural que não devemos ter tempo, que não devemos parar. Quase que é socio-cultural que não podemos dormir. Mas, dormir é essencial para a nossa saúde.

Então, em que ficamos?

Lembro-me de ter 14 anos e ter tentado a minha primeira direta. Estava num torneio de voleibol na ilha da Madeira. Era a última noite, já não tínhamos jogos no dia a seguir e estávamos em comemoração. Longe dos pais e a querermos quebrar “regras” e aproveitar a noite como “crescidas” decidimos fazer direta. Uau, seria espectacular passar mais do que 24horas acordadas e isto prometia que íamos viver mais, rir mais, ser mais felizes. 

Pois... o que sei é que a minha memória desse dia ou dessa noite se foi. Lembro-me daquilo ter sido uma verdadeira luta com o meu sistema até que me rendi e adormeci. Não me lembro de ser mais feliz no tempo em que estive acordada. Não me lembro de me ter rido mais no tempo em que estive acordada. Não me lembro de ter sido mais fixe no tempo em que estive acordada. A única coisa que me lembro foi que, inevitavelmente, adormeci. 

Talvez nos meus 20’s tenha conseguido aguentar 24horas sem dormir para aproveitar uma festa. Só sei que logo a seguir caía numa cama e dormia horas e horas. É quando não repunha o sono convenientemente é certo que me sentia mais incoerente, intolerante e tinha mais apetite. Para além disso, não tenho grande facilidade em recordar esses momentos com clareza. Porque, efetivamente, com privação de sono ou insónia muitas alterações hormonais ocorrem, muitas alterações de neurotransmissores ocorrem e muitos efeitos nocivos a nível cerebral dão cartas.

Apesar da minha mãe sofrer de insónia, privação de sono desde os seus 20’s e ter mantido este padrão quando grávida de mim, para mim, dormir é essencial. Para mim, dormir, é a cereja no topo do bolo em cada dia. Para mim, uma caminha, é o lugar mais confortável de sempre. Para mim, pôr a cabeça na almofada e dormir é a melhor resolução de conflitos. 

E para vocês?

Que bem que ia agora uma caminha?

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Favoritos

Links

  •  
  • Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D