Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Saltos ⭕️ & Sapatilhas

| Women’s Health Lifestyle Blog| Um blog cheio de modernices, feminices e pedacinhos de neura com ciência.

| Women’s Health Lifestyle Blog| Um blog cheio de modernices, feminices e pedacinhos de neura com ciência.

Saltos ⭕️ & Sapatilhas

22
Fev20

Sempre quis uma barriga d’sonho

MartaGomes Saúde da Mulher

Tinha 13 anos e sonhava com uma barriga d'sonho. 

Lembro-me perfeitamente como se fosse hoje. Lembro-me daquelas férias de verão em que depois daquela vida chata de piscina e sol colava na MTV a ver vídeo-clips e acredito que os meus olhos nem pestanejariam quando via a JLo no "if you had my love". Aquela barriga para mim era e continua a ser d'sonho. Definida q.b, sem fazer pregas quando se senta, a cintura perfeita. Se eu pudesse escolher um corpo como exemplo do que eu queria, com toda a certeza, escolheria esse do vídeo-clip. 

Tinha 13 anos e queria uma barriga d'sonho.

Talvez fosse precoce mas comecei a ler sobre dietas na famosa revista daquele tempo entre as adolescentes, a "Ragazza". Aconselhavam a apostar nas fibras e nos produtos integrais bem como nos magros. Não me lembro de ler sobre frutas e vegetais senão na altura, certamente tinha começado a comer. Mas, na maioria das vezes, quando se fala ou se lê sobre dieta ou dizem para comer tudo integral e magro ou dizem para cortar os hidratos de carbono à noite ou não fogem muito deste mix contando que as calorias não ultrapassem as 1300kcal diárias. 
Nada contra, mas ainda bem que veio o "funcional" com as dicas nutricionais de preferir os alimentos "vivos" aos alimentos processados e com isso pôr de lado a questão de "procure comer cereais integrais e tudo o que no rótulo leve com magro ou light". 
É certo que a privação de comida faz barrigas lisas. Confesso que experimentava alguns jejuns só para aspirar à barriga d'sonho. Fiz algumas loucuras, é verdade. Há quem diga "mulheres". 🤷🏻‍♀️ Eu chamo essas loucuras de exigências por demais da conta, idealismos, aspirações a conjecturas perfeitas e, sem dúvida, percepções. É sempre a forma como percepcionamos o mundo que nos pode provocar o maior sofrimento ou a maior alegria. E no que toca à imagem "ideal" geralmente não somos meigas connosco próprias. Confesso que eu nunca fui muito. 
Na adolescência ainda fui conseguindo a minha barriga d'sonho. Mas só o reconheço olhando agora para trás porque na altura estava sempre mal. Depois nos vintage começaram as oscilações. Às vezes estava lisa, outras vezes o balão ao final do dia já aparecia. Depois dos 28, nem comento. Aquela prega intestinal já estava ali muitas vezes bem marcada. O leite e as bolachas eram a minha perdição e saber comer realmente bem era algo que eu nem fazia ideia de como era. 

Tinha 28 anos e já não sonhava só em ter uma barriga d'sonho. Sonhava também em ter a cara de bebé dos meus vintage ou da minha adolescência. Queria voltar para trás. Sonhava com o passado. Queria o que já tinha tido e na altura só sabia apontar defeitos. E foi aí que começou o percurso pela busca de todas as respostas para: como ter uma barriga d'sonho? 

A barriga é o nosso centro. O centro é chamado de core. E a partir do core movemos todo o corpo. O core é a nossa "central" das emoções. É através do trabalho do core, interno e externo, que conseguimos o controlo das nossas emoções. Conseguimos identificar o que sentimos, conseguimos aceitar o que sentimos, conseguimos agir perante o que sentimos. 
A barriga contempla o segundo, terceiro e quarto chakra. O terceiro chakra é o chakra da auto-estima. Este fica precisamente na zona do umbigo. O segundo chakra contempla a sexualidade e o "ser mulher". O quarto chakra fica na linha do coração, do diafragma respiratório e está diretamente relacionado com o que sentimos. Os três formam a residência das nossas emoções. Um deles em desequilíbrio e o nosso core, a nossa barriga dá sinais. 
Pode até ser pouco científico sim mas, como diz O Principezinho "O essencial é invisível aos olhos". 

Tenho 33 anos e continuo a sonhar com uma barriga d'sonho. Já a tive sim. Em vários períodos da minha vida. Esta, na fotografia, não tem muito tempo. Tinha 32 anos fresquissimos e estava numa das minhas melhores formas de sempre. Tinha iniciado um trabalho interior, emocional, exigia menos, tratava-me melhor, gostava mais de mim. E, sim, estava mais activa, mais ágil, menos medos e, como tal, um corpo mais saudável, um core mais activo, uma barriga mais d'sonho. 

0D7A31B1-229A-4F90-A32E-4BBB08EC517C.jpeg

 

Ela é possível. Em qualquer idade, após qualquer condição. Basta acreditar. Basta aceitar que não se sabe tudo, que não se controla tudo e aprender, acima de tudo, a controlar as emoções. Porque a mulher é um ser emocional e tudo o que a faz ir direta para os armários das cozinhas, para os supermercados ou confeitarias e perder a cabeça são, sem dúvida, a incapacidade de reconhecer, aceitar e gerir aquilo que sente, aquilo que acontece. E o sistema gastro-intestinal responde, os diafragmas respiratório e pélvico respondem, o sistema músculo-esquelético responde, o sistema hormonal responde e, a barriga, essa barriga, dá sinal...

Agora, tenho 33 anos e mantenho a mesma filosofia. E mantê-las-ei sempre quer em estado de grávida, quer em pós-parto, quer em menopausa.

Tenho 33 anos e quero uma barriga d’sonho.

Este é o ano dos sonhos que se tornam realidade ✨

 

15
Fev20

Guilty Business - elas nas horas

MartaGomes Saúde da Mulher

 

Dia da edição mensal de almoços executivos. É como feriado santo para nós!

Escolhemos sempre um restaurante fancy para este encontro. Um restaurante com pinta, um restaurante badalado no momento, um restaurante com opções sem glúten e sem lácteos, um restaurante muito postado entre as instragramers, um restaurante com grande vista, um restaurante com muito foodstyling. São inúmeros os nossos critérios e não pedimos tudo num. No fundo, o que mais gostamos é de viajar nas conversas e nas experiências. 
Sim, falamos sobre os outfits do momento, falamos sobre relacionamentos e família, como falamos sobre investimentos, projectos rentáveis, saúde, saúde da mulher íntima e não íntima, dinheiro, bitcoins e apps. Ou seja, falamos de negócios. Os nossos negócios. 
Rimos, rimos muito. E gozamos. Gozamos com as cenas umas das outras. Tornamos conversas sérias mais leves. Desabafamos por vezes. E falamos das nossas mantas polares que se apoderam de nós a partir dos 30. Falamos de estratégias para a perder. E, apesar de neste almoço termos escolhido o Guilty, não nos sentimos nem um pouco culpadas de pecar.

11048701-B2F7-4DD1-ABE2-D2D11250C1F3.jpeg

O spot é muito fancy, sem dúvida. O restaurante estava cheio mas nem por isso havia muito barulho. Aconselha-se a reserva e mesmo assim podem ter que esperar no bar o que não é mau de todo pelos cocktails interessantes que tem. A nível de pratos, dá para viajar nos sabores. Na minha steamy adventure babei-me com o molho de redução de vinho do Porto e mostarda dijon e com as uvas combinadas com o chèvre.

2AD2C9AA-1EF0-489F-A587-7C843CAB6E49.jpeg

Para quem estava em “programa fat Secret” como eu tentando apontar tudo o que comia para perceber as reais quantidades de gordura, hidratos de carbono e proteína que andava a ingerir, esta saladinha também entrou direta para lá. Acho que consegui colocar quase tudo, menos o molho delicioso que, certamente, conta com alguns bons hidratos de carbono. Mesmo assim, é uma opção low carb. Mas a nível de gordura já o cenário é outro. Minhas queridas, saladinhas com queijos (feta, chevre, mozzarella, etc) são um bom aporte de gordura e, em lácteos, a gordura é saturada. Ou seja, é toda aquela gordurinha que faz faísca colaborando na inflamação. Por isso,  é preciso ter atenção. E, em saladas, e, ainda para mais com queijos, quem não adora umas nozes ou umas sementes? A combinação de sabores é brutal e com molho de sabor agridoce ainda mais estamos perante um mix de gordura saturada (queijo) e gordura poli-insaturada ômega 6 (frutos secos e sementes). O ômega 6 em dobro em relação ao ômega 3 dá também direito a um resmungar do nosso sistema imunitário. Posto isto, quando coloquei no fat Secret tudo o que comi deu assim cerca de 900kcal repartidas em 60% de lipídios, 22% de hidratos e 18% de proteína. Um bom típico paleo. 😜

Fiquei de olho no hambúrguer portobello (não incluído no menu Guilty Business) e na pizza de mix de queijos com burrata e numa outra com pesto (estas sim, incluídas no menu Guilty Business). 

A nível de entradas incluídas no menu, entre focaccia, asinhas de frango e carpaccio a escolha caiu sobre a classe. 😜

FC8499EE-3F02-44C0-B554-415B1C15E5D3.jpeg

Sem direito a sobremesa por ter escolhido a entrada do menu, provei a sobremesa das minhas amigas. Uma com fruta laminada e com uma compota provavelmente de morango que não me encheu medidas e, uns churros, uns churros com Nutella que me lembrou as festas populares.

ED767E63-5BE5-4E5E-B2C3-37265C5E5950.jpeg

 

Fiquei de olho na melted indulgence que é só, basicamente, um petit gateau com um magnum de amêndoa lá espetado. Das duas uma, ou tento fazer em casa ou num sábado ao fim da tarde vou lá. Isto porque o restaurante tem o conceito de bar e o conceito de partilha. Nada melhor do que um sábado final de tarde com um cocktail, uns nachos e um melted indulgence para arruinar o funcional mas permitir o prazer de partilhar momentos de verdadeira guilty. E ainda ter a adenda de Dj ao vivo. 
Quanto a preços, Guilty Business 15€ é uma pechincha. 
Apontem. 
Para quando quiserem embarcar naqueles momentos Guilty Business - Elas nas horas (livres). 😜

12
Fev20

Dizem-nos que não podemos...

MartaGomes Saúde da Mulher

 


Dizem-nos que não podemos...

 

Dizem-nos que não podemos chorar. Dizem-nos que somos fortes e que os fortes não choram. Dizem-nos que o que os problemas que vemos só existem na nossa cabeça e que de nada vale chorar. Dizem-nos que se chorarmos seremos umas coitadinhas ou coitadinhos. Dizem-nos que chorar é feio, é fraco, é repreensível pela sociedade. Dizem-nos que chorar fica mal e que ninguém gosta de alguém a chorar. Dizem-nos que quem chora é quem se está sempre a lamuriar. Dizem-nos que chorar é para bananas.

 

Pois bem... para mim não chorar é falta de humildade. Para mim, não chorar é ego nas alturas, solitário e frio. Para mim, não chorar é ter vergonha de mostrar que caiu. Para mim, não chorar é falsidade. Para mim, não chorar é não conhecer o amor, a paixão, a raiva, a tristeza e o medo. Para mim, não chorar é uma pedra, uma muralha criada em vez de coração. Para mim, não chorar é não viver. Para mim, não chorar é não estar presente. Porque a dor, a real dor, apenas se sente no presente, num preciso momento. E chorar, para mim, é libertação. Chorar é liberdade de expressão. Chorar é pacificador. 

E tudo isto eu descobri quando me permiti começar a chorar sem juízos.

 

Sempre ouvi: “chorar não te vai resolver os problemas”. Pode até não resolver os problemas mas resolve imenso em nós. Não somos vítimas por chorarmos. Não somos as coitadinhas ou os coitadinhos por chorarmos. Não somos infelizes por chorarmos. Não somos fracas e fracos por chorarmos. Temos sangue. Temos impulsos. Temos vibrações. Temos o sistema limbico. Temos emoções. Porque não dar-lhes espaço? Sem elas somos um corpo fechado, enclausurado em regras e juízos. Porque não libertá-las quando assim o sentimos? 

Dizem-nos que não podemos...

A5DC0A56-0548-4B93-A34C-3F8EBB1B5E1A.jpeg

 

 

 

10
Fev20

São tantas as mães...

MartaGomes Saúde da Mulher

Sara tinha terminado o curso de enfermagem. Tinha 22 anos e arranjou umas horas como enfermeira. Não estava fácil para conseguir uma oportunidade na área naquela altura em Portugal. E, Sara, queria mais. Queria algo que lhe desse gozo, que a estimulasse e lhe desse um bom rendimento ao fim do mês. Para além de enfermeira, Sara era obstinada e não ia ceder às fracas oportunidades que surgiam para a sua área de licenciatura. 

Então, o que é que ela fez? Segundo a descrição da mãe "Oh filha, fizeste uma licenciatura para ir vender panelas?" 

A mãe de Sara era dosmética. Via a vida de dona de casa não como uma benesse mas como uma clausura. Para ela, todos os dias eram iguais. Para ela, todos os dias tinham as mesmas preocupações. "O que fazer para o almoço e para o jantar? Será que está bom tempo para pôr uma máquina de roupa a lavar? E passar a ferro? Passo hoje tudo ou amanhã? E as janelas? Estes vidros estão sempre a precisar de ser limpos! E as casas de banho para dar um jeito. Sem esquecer das camas para fazer! Não acredito, já são estas horas?!!!" 

A mãe de Sara não conseguia ver um ponto alto no facto de ser dona de casa. Lamentava-se imensas vezes por não ter tido vontade de estudar, por não ter feito um curso mas, na altura, as oportunidades não eram para todas. Agora, só queria o melhor para a filha. Agora, só queria que a filha tivesse um cargo importante na sociedade. Agora, só queria que a filha tivesse uma profissão com um nome sonante. E, não, vendedora de panelas não encaixava no perfil que ela queria para a filha. 

Sara, firme nas suas convicções, tapou os ouvidos aos julgamentos da mãe, às crenças e estereotipos da mãe e seguiu em frente no seu caminho. Ao fim de um ano foi das melhores vendedoras do país. Ao fim de dois anos ganhou um cruzeiro de 7 dias com tudo pago. Ao fim de três anos tornou-se lider, tornou-se CEO. A enfermagem já ia lá longe. Mas a sua vontade de ajudar pessoas, de tornar as suas vidas descomplicadas, o seu dia-a-dia mais saudável estava lá. É cuidadora na mesma. E, sinceramente, de uma forma igualmente prestigiante. 

 

Vamos reflectir?

 

São tantas as próprias mães a castrar os sonhos, as motivações, a coragem em arriscar em algo diferente das próprias filhas. São tantas as mães que procuram que as filhas sejam o que elas deixaram por fazer, que tenham o estatuto que elas não tiveram. Ou são também tantas as mães que derrotam uma filha logo em primeira instância perante algo que não conseguiram fazer ou não se sentem capazes e, por esse motivo, consideram que as filhas também seguirão esse caminho do insucesso. São tantas as mães que desvalorizam os feitos das filhas ou então choram quando outras pessoas as elogiam. São tantas as mães com medos que acabam por tornar as filhas inseguras. São tantas as mães que têm dificuldade em expressar o seu sentimento pelas filhas, por estas mulheres da nova geração. E são tantas as mães que um dia reconhecem que afinal criaram grandes mulheres.

 

Se fosses mãe de uma menina, de uma mulher, o que querias que ela fosse?

Eu escolheria segura e confiante. Apenas e só.

619FB55E-4C0A-487E-ABEF-AA2F7508E341.jpeg

São tantas as mães...

 

 

05
Fev20

Um Brunch muito Do Norte

MartaGomes Saúde da Mulher

 

 

E para quem andar pelo Porto e quiser um brunch bem consistente, proteico, com muita gordura boa e opções sem glúten, sem lácteos e sem açúcares pode parar ali no 57 da Rua da Almada. Lá situa-se o Do Norte Café, um espaço fabuloso com um pequeno jardim no fundo da sala. 

O espaço está realmente bonito e é super agradável. Boa música, boa comida, bom ambiente, as luzes adequadas, as plantas que não podem faltar e a possibilidade de puder degustar de coisas super saudáveis ao ar livre faz-me dar-lhe uma boa nota de avaliação. 

A decoração é, como podem ver, minimalista. Puxa para a Madeira e com tons de terra e cinza contrastado com o verde das plantas fica difícil não ser acolhedor. Mais pormenores podem ver nos stories em @martagomes.oficial que deixo nos destaques HealthyOporto.

54D97BB4-5CB9-4EE8-B8A2-91E2F6942F27.jpeg

A nivel de menus têm vários. Têm o menu de brunch clássico e o menu de brunch Do Norte. Na fotografia, o prato perto do chá é o brunch Do Norte.

712B0298-FED1-4180-ACDE-858A2FCB16F7.jpeg

 

Depois, têm outros menus com tostas, outros de prato e outros de bowls. A nível do pão podemos pedir sem glúten com o acréscimo de 1,5€. Mas o pão sem glúten é bom e penso que homemade.

Só vos digo que não é nada fácil escolher no meio de tanta coisa que se quer experimentar! 
Confesso que fiquei de olho nas Big & Tasty & Healthy tostas como, por exemplo, a tosta de cogumelos, queijo feta, húmus com curcuma, espinafres e pimentão doce ou então a blueberry como queijo brie, compota de mirtilo, manteiga de amendoim, amêndoa e côco.

Para além disso têm, também, para almoçar a especialidade da casa com sopa de peixe. Ah pois é, em pleno centro do Porto, uma sopinha de peixe grande com salmão, bacalhau e pescada. Certamente será a minha próxima experiência lá porque sou mesmo perdida por uma bela sopa de peixe!!

Quanto à fotografia, o outro prato não podia ter melhor nome com “All I Need”. A batata doce com o pesto foi de babar.

Falta-me só referir mais uma especialidade da casa... o queijo russo no forno com fruta e caramelo caseiro. 

A nível de preços estão bem em conta sendo que os Brunchs variam entre os 10,50€ e os 12,95€. As tostas variam entre os 5,5€ e os 7,95€. As bowls 5,90€ e as waffles para nos adoçarem rondam, também os 5,90€. 

Posto isto, era capaz de lá passar o dia, das 9h às 16h, a comer obviamente. E nem falo nas bebidas porque entre smoothies, cocktails e vinho brulê, mais uns lattes e uns chás fora da caixa, acho que prolongava a estadia para duas semanas.

Concluindo, é um sítio para repetir. Não é fácil escolher no meio de tanta coisa boa e saudável. E é preciso ir com fome. Muita fome! 

Claro que não comi os dois pratos porque, efetivamente, mesmo um rendeu até às 7h sem fome!!

Se forem com alguém ou com um grupo sempre é possível experimentar mais coisas e partilhar, partilhar, partilhar. 
Tenho a certeza que vão gostar da experiência. 😉 

01
Fev20

Como lidas com a tua menstruação?

MartaGomes Saúde da Mulher

3BC35AB2-98C0-4024-9306-6D0061976A6F.jpeg

Dizem que a menstruação nos define como mulheres. Poderia até concordar mas não somos menos mulheres quando a deixamos de ter.

A menstruação é o que nos define como férteis. É uma oportunidade de criar, de iniciar, de mudar, todos os meses. 

 

Há quem lide bem com ela e nem se lembre que está menstruada. Há quem tenha imensas dores de barriga, sangramento abundante, enjoos que a fazem não conseguir comer nada e, até há quem fique de cama por enxaquecas e outras coisas mais. Nem todas reagimos da mesma forma perante a menstruação. Nem todas as vemos com bons olhos. Nem todas nos sentimos bem num corpo fértil, com flutuações ao longo do ciclo de 21, 25, 28 ou até 35 dias. Nem todas percebemos o que o nosso corpo nos quer dizer ou estamos disponíveis para o “ouvir”. 

 

A menstruação pode ser o nosso marcador do estado de saúde mensal. Cada menstruação é geralmente o espelho dos 3 meses anteriores. Em caso de alteração na homeostase, no equilíbrio orgânico, o corpo fará mais esforço para menstruar. Em certas situações, deixa mesmo de menstruar e temos as chamadas amenorreias. Em outras situações, podemos ter os chamados “atrasos” em que o ciclo menstrual fica mais longo. 

Quando tal acontece são muitas as mulheres que referem sentirem-se ansiosas estando sempre à espera do mínimo sinal de início de menstruação. Há um certo surto de pânico por a menstruação não iniciar no dia supostamente estipulado. Esse surto faz com que os “cravings” disparem e tudo o que se apresenta em forma de comida marcha. A comida é geralmente sempre a principal estratégia que a mulher usa para “alienar”, sentir-se mais calma, mais reconfortada mas, no entanto, não mais serena. Isto porque os hidratos de carbono na medida certa relaxam mas em demasia também causam hiperactividade de pensamento, preocupação, obsessão e por aí fora. 

Há, também, quem nem saiba em que dia deverá ou deveria menstruar. Mas sabe que naquela semana em que só pensa em comida ou chora com mais facilidade ou se irrita com mais facilidade é a semana que terá a típica desculpa de “estou com a TPM”. 

Há, ainda, as mulheres com os ciclos menstruais curtos. Nestes casos a sensação é sempre, “já? Ia jurar que ainda noutro dia estive menstruada.” O ritmo de adrenalina de pensamento é tão alto, há tanta vontade que o tempo passe rápido para alcançar algo, ou para algo se resolver mais depressa, ou chegar mais cedo que, efetivamente, 21 ou 22 ou 23 dias de ciclo passam a voar.

Depois, há aquele dia que tantas vêem como um mau dia para fazer seja o que for. Aí está, dia da menstruação. Para algumas é o primeiro, para outras é o segundo. Para outras são, como referi acima, os dias antes da red Light se apresentar. 

A forma como lidamos com a menstruação tem muitas vezes a ver com a nossa primeira experiência com ela. Tem a ver com a forma como a víamos antes de a termos, com a forma como a vimos quando a tivemos e com o que vivemos nesses primeiros anos dessa nossa nova fase. 

Lembro-me perfeitamente de me terem apalpado o rabo na primeira vez que menstruei. Fiquei fula, completamente. Estava perdida nos meus pensamentos acabada de chegar à escola e nem energia tive para correr atrás do rapaz e lhe espetar um valente estalo. Fiquei com essa raiva, adrenalina toda dentro de mim e só pensei, “porquê isto com as raparigas?” 

Agora, não é que lide mal com a menstruação mas continuo a preferir o low profile na altura dela. Apesar de que com a idade, com o desenvolvimento pessoal e, fundamentalmente com o copo menstrual sem dúvida que já nem ocupo a mente com o “será que se nota alguma coisa?”. É de silicone, não causa comichões ou alergias como os tampões ou pensos higiénicos. É um colector sanguíneo colocado intra-vaginal durante mais ou menos 12 horas. É óptimo para verificar a presença ou não de coágulos sanguíneos que são um óptimo indicador do nosso estado de saúde. Para além disso, permite-nos todo e qualquer movimento sem sentirmos nenhuma limitação.

Nesta fase, agora, apenas me limito a respeitar o que o corpo pede. Boas noites de sono, hidratação, nada de invertidas nem grande intensidade de exercício físico e conexão interna. A menstruação é sempre uma boa fase para descobrirmos mais um bocadinho sobre nós.

Por isso, pensem lá, como lidam com a menstruação? Como lidaram na primeira vez que ela surgiu? 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Favoritos

Links

  •  
  • Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D