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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

| Women’s Health Lifestyle Blog| Um blog cheio de modernices, feminices e pedacinhos de neura com ciência.

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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

27
Jan20

Às vezes dizem por aí que sou feminista

MartaGomes Saúde da Mulher

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Às vezes dizem por aí que sou feminista. 

 

Dizem que gosto de pintar as unhas e os lábios de vermelho e por isso sou feminista.

Dizem que sou independente e por isso sou feminista.

Dizem que só me dedico à saúde da mulher e por isso sou feminista.

Dizem que tenho sucesso profissional e por isso sou feminista.

Dizem que não gosto que me controlem e por isso sou feminista.

Dizem que fui agredida e por isso sou feminista.

Dizem que não aceito casamentos por obrigação e por isso sou feminista.

Dizem por aí que formo círculos de mulheres e por isso sou feminista.

Dizem que não me souberam educar e por isso sou feminista.

Dizem que fui traída e por isso sou feminista.

Dizem que sou mãe solteira e por isso sou feminista.

Dizem que não sou apologista do casamento e por isso sou feminista.

Dizem que não tenho namorado e por isso sou feminista.

Dizem que tenho namorado e participo em eventos sem ele e por isso sou feminista.

Dizem que não gosto de me ajoelhar e por isso sou feminista.

Dizem que digo que nunca serei propriedade de ninguém e por isso sou feminista. 

Dizem que não deixo a minha vida para seguir a de um homem e por isso sou feminista.

Dizem que falo abertamente de sexo e disfunções sexuais com as mulheres e por isso sou feminista. 

Dizem que tenho um grande ego e por isso sou feminista. 

 

Diz-se tanta e tanta coisa. Colocam-nos rótulos. Sinceramente, tantas vezes nem faz sentido ligarmos. Temos comportamentos feministas face a comportamentos machistas. Como, também, temos comportamentos, julgamentos machistas por toda a ancestralidade que nos acompanha. 

Eu sou uma machista pura quando não acredito que uma mulher é capaz de me ajudar na simples formatação de um computador porque acho que isso é trabalho de homem. E sou feminista pura por querer ter voz, por querer a igualdade de oportunidades entre homem e mulher e não o julgamento.

Posto isto, haverá mesmo rótulos para colocar nas pessoas? Haverá mesmo necessidade de rotularmos alguém como machista ou alguém como feminista? Ou serão apenas comportamentos entre os quais variamos em função das circunstâncias que nos são apresentadas? Serão apenas percepções? Certas ou erradas? Gostarão mais de mim com pensamentos machistas ou gostarão mais de mim com pensamentos feministas? Ou, simplesmente, aceitam-me como quer que eu seja?

 

E por aí, revêem-se?

 

Sou simplesmente mulher. E sou muito feliz por ser mulher. Sou feminina. E sou muito feliz pela minha feminilidade. 

Se sou feminista? Digam-me vocês o que para vocês é uma feminista e logo vejo se me enquadro no que descrevem de mim. Simples assim. 

 

23
Jan20

E uns saldos em Nova Iorque? 😅

MartaGomes Saúde da Mulher

Depois da edição de saldos em Milão que deu pano para mangas, ficam muito amuaditas se disser que também já fui aos saldos a Nova Iorque? É que aconteceu. 🤷🏻‍♀️ 

Fevereiro em Nova Iorque é para o que dá também. Porque o frio não se aguenta nas ruas e tantas vezes é preciso entrar nas lojas para aquecer. E é impossível passar por aquela 5ta avenida sem comprar nada! Confesso!

Uma das minhas marcas favoritas é a MK. Uma mulher com uma boa mala, um bom casaco e uns bons sapatos faz sucesso. E a MK tem classe nas malas que apresenta. Tons neutros, nudes e com simples pormenores que marcam a classe. Mas nesta viagem a Nova Iorque não me perdi com uma mala. Estive quase na última hora antes de embarcar mas, resisti! Nesta viagem perdi-me mesmo com o smartwatch da MK. Uma edição semelhante à que tínhamos em Portugal nessa altura mas numa cor que referiram só existir naquela loja. Claro está que o meu namorado na altura disse logo, "se é edição única é a tua cara". A modos que o relógio era muito mais barato do que em Portugal. Foi uma poupança de cerca de 80€ por isso valeu imenso a pena. O único problema é que como sou uma Addicted to iPhones consigo receber mensagens e alertas e etc no relógio mas não consigo responder através dele. O que também é bom. Permite-me estar conectada com o mundo e ao mesmo tempo fazer a triagem do que vou responder ou não. 😅 E a agenda está sempre lá disponível o que me faz entre consultas muitas vezes não ter que recorrer ao computador. 
Cá está a beleza! <3

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Quanto a mais compras, para além da 5ta avenida temos o Macy’s. É só assim um mega centro de vários stands de roupa, malas, sapatos, acessórios, maquiagem que nem consegui correr os pisos todos. Acho que eram para aí uns 7 ou 8 pisos mas já nem sei precisar. Podem ver o video que tenho nos meus destaques de stories no Instagram relativo a Nova Iorque (@martagomes.oficial).

Imaginem só o que é a Levi’s a preço de feira quase. Imaginem a Nike igual. 

Por isso, ou não entram no Maci’s ou então, boa sorte! 

 

Para além da 5ta avenida temos o Soho para uma tarde bem passada entre as lojas. Eu deliciei-me na loja da Lululemon com dois pisos. Adoro esta marca para um fancy pilates e yoga trend. É super super confortável, as calças contribuem em muito para um rabo e pernas esculturais e o tecido é super macio. As cores são dentro dos pretos, brancos, nudes e verdes. Uns outfits super clean para quem gosta de se sentir bonita e confortável enquanto treina ou trabalha, como é o meu caso. Vi lá uns coats em género de poncho lindos lindos mas, confesso, é uma marca bem cara. Foi o meu primeiro contacto com ela em termos de tocar, ver ao vivo. Decidi não comprar nada mas suspirei bastante e disse mesmo “um dia só vou usar lululemon”. O que é certo é que após uns meses fiz a minha primeira compra através do site que me saiu mais caro do que se tivesse comprado em Nova Iorque. Na próxima ida aos saldos já sei qual será uma das minhas paragens. :)

Para quem não conhece, deliciem-se com o site:

https://www.eu.lululemon.com

Para além das marcas que cá também temos, eles têm outras como Banana Republic com coisas muito interessantes. Esta tem desde roupa, sapatos, acessórios, malas, e existe pelo menos no Soho e na Plaza Rockefeller. Na 5ta avenida já não tenho a certeza se tinha ou não. 

 

Imperdível na 5ta avenida é também a loja da Apple. Para quem gosta de tecnologia a loja tem dois pisos e tem todos os modelos de iPhones, Mac’s, IPads, Apple Watch e todos os acessórios disponíveis da Apple e ainda as lindas cases para todos os aparelhos. Vi uma para iPad que me deixou mesmo tentada. Super sóbria, com aquele toque de classe que os 30 e de uma mulher já pede. 

 

É incrivel como não tenho fotos da 5ta avenida e de Soho com as lojas!À um ano atrás andava mesmo em conflito com a moda como já referi no post dos Saldos em Milão. Só tirei mesmo uma à minha VS do coração porque foi a primeira loja de rua da Victoria Secrets que vi ao vivo e estava em extase. 

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Todas as outras resta-me a memória e alguns videos que tenho no instagram nos destaques das stories. E resta-me acreditar que brevemente irei lá voltar. Porque é tãoooo bom!! :)

 

Enquanto isso, depois de todo este momento fútil resta-me respirar fundo e voltar a pensar em diafragmas, activação abdominal e fazer um mindfullness para me livrar de todas estas simples ideias de como estourar o cartão de crédito em 2 tempos. 

18
Jan20

A mulher e a lua

MartaGomes Saúde da Mulher

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A expressão de “pareces meia aluada” é-me tão familiar que, talvez, por isso sempre tenha tido interesse em saber mais acerca da lua. 

Às vezes perguntam-me em que ciência é que vi essa relação da lua com a saúde da mulher. Brincam e eu brinco também com este empirismo. O que é certo é que muitas são as mulheres que alteram realmente o seu humor em função da fase da lua e nem se dão conta. Outras dizem andar sempre em modo “desligado” e, depois, em alguns dias por mês explodem. Muitas associam à tensão pré-menstrual. Mas será que está só relacionado com a dita TPM? 

O nosso ciclo menstrual geralmente está alinhado com a lua. Muitas são as mulheres que menstruam na lua nova e muitas são as que menstruam na lua cheia. Algumas ficam-se pelos quartos mas é uma menor percentagem. É interessante que, mesmo nas mulheres que tomam pílula, este padrão geralmente acontece. 

Uma mulher que faça pílula está inibida hormonalmente. Ou seja, se uma mulher foi concebida para criar, procriar, intuir, com pílula fica desligada desta sua missão uma vez que a pílula tem como objectivo impedir a ovulação. Logo, se um componente muito importante do ciclo menstrual não está activo, a mulher estará, por conseguinte, inativa sendo muitas vezes um corpo a viver em função do ritmo alucinante ou não que se impuser.

Com pílula especialmente e sem pílula, faz sentido a mulher olhar para as fases da lua. As fases da lua podem-nos ajudar a graduar esse ritmo alucinante que muitas vezes embarcamos sem dar conta. Por isso, recomendo muitas vezes nas minhas consultas online a realização de um calendário ou a colocação na agenda das diferentes fases da lua para que a mulher as reconheça e tenha consciência de como se sente com estas mudanças. 

 

Começando pelo primeiro quarto, a lua em quarto crescente corresponde a um período de crescimento. E um período de crescimento é sempre agitado. Várias coisas estão a acontecer mas ainda não ganharam forma. Desta forma, é uma altura que exige foco e concentração e, sem dúvida, resiliência. É a hora de fazer mudanças ou corrigir problemas. É um período longo que compreende quase todo o tempo de transição entre a lua nova e a lua cheia. 

Para além disso, como é um início de um novo ciclo, esta fase favorece romances e relacionamentos. A mulher está mais predisposta a um recomeço, a um novo início, a uma nova oportunidade fundamentalmente, consigo própria. Terá mais força e maior capacidade para se apresentar em público, para socializar, para conhecer novas pessoas. 

Como o quarto crescente é a fase da lua que corresponde à fase folicular, ou seja, pré-ovulatória, é, também, considerada uma fase fértil e boa para o início de uma gestação. Passando isto para o outro campo que não o maternal, é uma fase de criatividade. Ou seja, a mulher está fértil em ideias e é altura de as tentar pôr em prática para verificar, nas restantes fases que se seguem, que ideias/projectos são para ficar e que ideias/projectos são para deixar morrer. Concluindo, é uma excelente fase para investimentos.

 

A lua cresce, cresce, cresce, até que fica cheia. E tudo o que está cheio assemelha-se a um excesso. É geralmente uma fase em que as mulheres têm o típico “saltar a tampa”. A lua cheia afecta o estado emocional geral e altera o humor logo há muito mais manifestações de transtornos psíquicos nesta fase. E aí podemos ouvir o tal “não te consigo compreender” 🤷🏻‍♀️. 

Diz-se que nesta fase há uma conexão ao nosso inconsciente e, caso andemos em modo off especialmente por causa de pílulas ou conflitos internos constantes, não será uma fase fácil de passar e muitos acessos de coisas que não gostamos, que nos irritam, vão surgir. 

No entanto, é uma fase que corresponde à ovulação em concordância com o ciclo menstrual. Por isso, é considerada uma fase em que a mulher é mais mulher, a sua pele estará mais hidratada e nutrida e há maior capacidade de gerar atração no público. É uma boa fase para concluir um projecto e implementá-lo. E dizem que é óptima para festas e eventos. Não é de admirar já me terem dito que na lua cheia os restaurantes, cafés e bares estão cheios. Este “modo” lua cheia dura mais ou menos 3 dias. Um dia antes, o dia da lua cheia e o seguinte. Tal como a efectividade da ovulação. 

 

A partir dai, a lua começa a diminuir até que entramos no último quarto. O quarto minguante é uma fase que nos encaminha para um momento de reflexão, introspecção depois de toda a abertura, contacto com o público, festas e eventos que as duas fases anteriores incitaram. Esta fase que dura até ao dia anterior da lua nova, diminuindo dia após dia, é boa para detoxs, eliminação de vícios, limpezas de pele e da casa. 😂 Era lindo se a casa só fosse limpa em quarto minguante mas, uma limpeza mais a fundo nesta fase é bem-vinda. Para além disso, podemos adicionar um detox de armários e coisas que constantemente guardamos sem utilidade, que só estão a ocupar espaço e nem temos em vista usar. É também uma fase para terminar relacionamentos quer sejam pessoais, quer sejam laborais. Nesta fase há mais pesquisa do Eu, mais ligação com o Eu, com o inconsciente e há mais auto-conhecimento. Há mais certezas do que é para ficar e do que é para deixar ir. É a altura de esvaziar...tal como a lua.

 

Até que depois surge essa lua vazia. E vazio  uma nova capacidade para encher. Ou seja, é a possibilidade de um novo ciclo. É a lua nova. Sempre que queremos iniciar algo faz sentido aguardarmos pela lua nova. É uma boa fase para arriscar em novas situações, novos começos, mudanças no estilo de vida. Mas, cuidado, é uma fase que corresponde à menstruação por isso pede a conservação de energia no dia antes, no dia da lua nova e no dia após. É uma fase de recuperação para dar um novo início. 

Que tal começarmos a olhar para a lua, para as nossas variações de humor e para o nosso ciclo menstrual e começarmos a tirar as nossas próprias conclusões? 

 

 

 

 

16
Jan20

Um dia em Milão, porque não?

MartaGomes Saúde da Mulher

Para iniciar 2020 decidi mudar de ares começando por escolher Milão como destino. Foi uma escapadela muito curtinha e mesmo com aquele significado de Saldi in Milano. 

Pode parecer excêntrico. Pode parecer que sou muito chique. Mas não. Simplesmente decidi viajar mais e, sinceramente, nada melhor do que oferecer viagens de prenda. Primeiro, porque assim tenho sempre companhia para viajar. Segundo, porque consigo passar um tempo especial com as pessoas especiais para mim. E esta viagem a Milão agora em Janeiro já tinha sido comprada em Outubro. Passo já a explicar tudo...

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Lembrei-me que em Janeiro quase ninguém viaja. Está tudo escaldado do Natal, os putos já estão nas escolas e, no início do ano anda tudo com as reosluções e com a força toda em organizarem-se. Logo, se viagem significa sair da zona de conforto, poucas pessoas viajam por lazer nesta altura, principalmente para sítios frios. Posto este acesso de inteligência, eis que Marta Isabel pouco tempo após a sua chegada das férias de Capri em Outubro e já a começar a ficar com o bichinho do vicio de Itália e de viajar, decidi pesquisar as viagens para Milão. E pronto, viagens a 24€ ida e volta para Milão sem malas pela Ryanair. 

Tentei convencer umas amigas minhas mas levei alto fora. Ainda ponderei se estava mesmo a ser louca. Mas, passado umas semanas continuava a ver a viagem ao mesmo preço e, sinceramente, se era loucura ir num dia de manhã para Milão e vir no outro dia à tarde, eu estava pronta para embarcar nela. Já nem pareço a mesma que em Outubro estava com a neura das viagens, da complicação de sair de casa, fazer malas, o stress, principalmente, de não perder o voo e a mudança completa nas rotinas alimentares.

Pois bem, quebrando esse padrão de complicação, preocupação e negatividade, a minha Sis tinha feito anos e eu, pumba, prenda de aniversário para não lhe dar hipótese. Anda lá que vamos aos saldos a Milão. 

O voo foi para Malpensa. De Malpensa à estação de Milão demoramos cerca de 40 minutos de autocarro. Como precisávamos de ida e volta comprámos logo as duas e ficou a 16€ por pessoa. Mas eles só vão falar na viagem de ida que são 10€. Por isso, não se esqueçam de pedir ida e volta para pouparem uns trocos. 

 

Fartei-me de ouvir o meu pai a dizer que não ia encontrar um hotel barato, que tudo era caro lá e etc etc. Ele era experiente nestas andanças mas já não ia a Milão há uns largos anos. 

No início de Dezembro recebi uma notificação na aplicação do booking de 20% de desconto em hóteis. Aproveitei e pesquisei hotel em Milão. Vi que a melhor zona para ficar era Brera. É a zona dos hóteis, fica a 2,5km a pé da Catedral e tem bons hóteis e acessiveis. Marquei para o hotel Canova. Um noite para duas pessoas com o preço de 58€. O imposto municipal por pessoa é de 4€. Ou seja, um total de 66€. 

https://www.hotelcanova.it

 

Depois, segue-se a outra história de que é caro comer e beber em Milão. Eu ia com esse feeling sim. Até porque Capri e Positano em Outubro de 2019 achei carissimo, principalmente a nível de bebidas. E Itália é perita em aperitivos, cocktails, spritzs e afins e uma pessoa não pode deixar de experimentar. Mas em Milão, ao contrário do que esperava, os preços dos cocktails, gins e etc, é o mesmo preço de cá. Eu experimentei um Campari Spritz e custou 10€. 

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Em relação a restaurantes os preços por refeição variam entre os 10€ e os 30€ por pessoa. Claro que também há aqueles restaurantes mais "In" para gastar uma nota como o Savini próximo da Galleria Vittorio Emanuelle. Outro restaurante que me ficou no olho foi o Tartufi & Friends. Também é um restaurante caro, muito bonito, com um ambiente ao jantar romântico, com pouca luz e com pratos com uma apresentação gourmet fabulosa. Fica próximo da Duomo na Corso Venezia. E merece um dress code de classe para combinar com a degustação. 

https://savinimilano.it/ristorante/?lang=en

https://www.tartufiandfriends.it/en/restaurant-milan/

 

Nós ficamo-nos por cenas modestas. Bons sabores, comida típica e abastecer bem de energias para enfrentar o frio e os kms entre as lojas. Começamos por almoçar num restaurante perto do hotel onde ficamos. Escolhemos o Papa Nicola e optamos por Risottos. Eu não sei o que se passa em Itália mas já é a segunda vez que como risotto lá e não acho nada de especial. O da bimby consegue ganhar sem sombra de dúvida. 

Eu pedi o risotto à milaneza para experimentar a "especialidade" da região. Esqueçam lá... Basicamente é arroz com queijo. Só. Fez-me lembrar os meus vintage em que fazia esses pratos fantásticos de arroz com queijo a gratinar por cima e estava o almoço ou o jantar pronto. Tão saudável, tão proteico. Lol.

Depois, o jantar foi no Granaio Caffe e Cucina. Um restaurante muito giro na Via Torino depois da nossa tarde de compras. Estava mesmo a apetecer-nos uma pizza. Eu só como pizzas em Itália e ver um restaurante em que a massa das pizzas era integral e de farinha de arroz foi logo um motivo para ser escolhido. E estava óptima! A nível de preços variavam entre 14 e 18€.

http://ristorantegranaio.it

 

No dia seguinte a ideia era um brunch no Avobrothers. Mas este ficava bem para lá da Duomo e nós perdemo-nos um bocado nas horas nas lojas e achamos melhor não ir lá. Podia dar para o torto e depois perdermos o bus para o aeroporto e lá se ia o voo. Mas iria-me deliciar com as especialidades deles de abacate. Procurem no instagram. Foi lá que encontrei quando estava a pesquisar sítios saudáveis para comer em Milão.

https://www.avobrothers.com

 

Outro muito giro foi o Mint Garden Café. Fica na zona de Brera, na zona dos hóteis e, portanto, próximo da estação de Milão. Têm um "brunch" com salmão, abacate, pão, croissants, latte machiatto, cookies, compotas e só coisas boas. Têm, também, uns pratos mais gourmet para almoçar ou jantar. E têm os cocktails. E ao que parece a especialidade é o negroni. Pelo que me explicaram os italianos, o negroni é a bebida mais forte deles. Se com o Campari Spritz (sabor bem amargo) já abanei um bocado, com o negroni o caso pode ficar mal parado. Ficará para uma próxima visita a Itália. 

https://www.facebook.com/MintGardenCafe/

 

Para além da moda, Milão prima pelos bares e rooftops. No Inverno todos se escondem bem dentro dos bares apesar das esplanadas terem os aquecedores. Às 22h apanhamos -1 grau na rua logo, claro está que não dá para estar numa esplanada muito confortavelmente a conversar e a beber em Janeiro em Milão. Confesso que fiquei curiosa com o Verão em Milão. Até porque Milão é um excelente ponto de partida para Génova, Portofino e Manarola por isso já consta da minha to do list novamente. 

Quanto a bares deixo aqui alguns dos nomes que um Milano que percebe da coisa me aconselhou. Todos têm happy hour que começa às 18.30h até, sensilvemente, as 22h. A happy hour consiste, basicamente, em pagarmos apenas as bebidas e temos um buffet livre à nossa disposição para comermos o que quisermos. É uma boa opção para se ficar logo jantado também. 

Então, para rooftops, que eu adoroooo, o melhor de todos é o Ceresio7. Fica próximo da ChinaTown em Milão e tem uma bruta piscina e uma vista lindissima. Já se sabe onde irei na minha próxima visita a Milão, como é claro!! Cliquem no link e vão-se deliciar.

https://www.ceresio7.com

Tem bar, restaurante e possibilidade de usar a piscina no verão. Parece-me muitooo bem!O bar é lindo e os preços dos cocktails variam entre 18€ a 20€. Em Itália, e Milão não é excepção, sempre que pedimos um cocktail num bar vem com aperitivos, mesmo fora da happy hour. Já me aconteceu o mesmo em Capri. O que acho fenomenal. Convém precaver que os clientes consigam sair do bar pelo próprio pé. E a contar com a braveza dos Camparis e dos Negronis, é melhor comer qualquer coisita. :)

Outro terraço indicado para o verão, mas mais afastado do centro de Milão, é o Visionair. Fica na zona de Lambrate. É basicamente um terraço em jardim onde é possivel comer e beber bem mais baratinho. Na minha opinião, acho que é um bom sítio para ir com um grupo de amigos grande. Um grupo pequeno (2-4 pessoas) ou um casal já aconselho o Ceresio7. 

Outros dois rooftops imperdíveis são os da piazza Duomo, o Aperol e o Martini. O Aperol tem a vista para a Catedral da Duomo e da praça vemo-lo perfeitamente. Tem esplanada com aquecedores e interior por isso é uma boa opção também para Inverno. A nível de comida não me parece nada de especial. Na minha opinião, é só mesmo para um aperol, com uma boa música e umas fotos com a Catedral como fundo. As bebidas são, também, acompanhadas com petiscos. Como acima referi, é geral para todos os bares em Itália.

https://www.aperol.com/it/terrazza-aperol

Se estivermos no largo da Catedral, de frente para o Terrazza Aperol, basta virarmos costas e vamos ver o Terrazza Martini do outro lado. Para mim este é fenomenal. Tem uma vista de babar sobre Milão porque fica mais elevado do que o Aperol e um pouco mais distante da Catedral. O problema deste é que, geralmente, só está aberto para eventos privados e é preciso sorte para conseguir lá entrar. Por isso, faz todo o sentido socializar e ter contactos em Milão. 

Vejam lá a beleza neste video! Já só suspiro para lá estar um dia após um desfile da Fashion Week Milano!

https://www.youtube.com/watch?v=pFqwKecEseI&feature=youtu.be

Para além dos rooftops há imensos bares. Milão é o paraíso da moda mas também da vida nocturna, happy hours e cocktails com as suas bebidas como: campari, negroni, aperol, limoncello, prosecco, martini e, muitas outras que nem conheço.

Então, temos o Nottingham forest caracterizado pelas suas centenas de cocktails bizarros. Vejam lá este com a "marca" Sephora. Fica na Piazza Tricolore quem vai da Galeria Vittorio Emanuelle na direção da Porta Venezia. 

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O Botanical Club para os amantes de gin. Dizem que são os melhores em Milão e fica mesmo mesmo perto da Porta Venezia. 

O Frida que é um género de jardim com estufa e tem muito bom aspecto. Um bom ambiente para conversar, para visitar ainda de dia. Fica mais afastado do centro, acima da zona de Brera, ou seja, na zona de Isola. 

O Ostello Bello é um hostel que tem um bar aberto ao público. É um bom sítio para ficar uma vez que está na zona da Estação Central de Milão que é uma zona com bons preços e a cerca de 2km do centro. Óptimo para quem gosta de conhecer as cidades a pé. Para além disso, tem um conceito super giro. O hostel costuma estar cheio à noite e têm como prática fazer jogos em grupo o que é muito bom para socializar. 

https://www.ostellobello.com/hostel/ostello-bello-medici-milan/

Por último, um bar mais elegante que, também tem happy hour mas, funciona muito bem a partir da meia-noite. É bom para quem quer uma experiência all night long em Milão e pode sair e dançar esticando-se nas horas. Este é mais retirado do centro. Convém usar uber ou então o metro. 

 

Para além de comer, beber e socializar em Milão, claro está que ver as lojas de uma ponta à outra é imperdível. A Galeria Vittorio Emanuelle, a Catedral, a porta Venezia, ou seja, a zona da Duomo é muito gira. A estação de Milão é enorme. Facilmente nos perdemos lá dentro. Tem lojas também para todos os gostos e feitios. O estádio San Siro não conheço mas um dia acredito que ainda vá lá ver um jogo. A pintura de Leonardo Da Vinci da Última Ceia é uma das pinturas mais famosas e tem que ser feita marcação com antecedência para ser vista. Eu tentei marcar com 10 dias de antecedência e já não tive hipótese. Também, sinceramente, não me ia dar tempo para tudo. É bem verdade que nas lojas se perdem horas sem darmos por ela. 

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Eu já tinha passado em Milão 4 horas e tinha já umas luzes da cidade mas, para se puder realmente aproveitar tudo precisava de no mínimo 2 noites. A primeira é sempre para fazer o reconhecimento do local. A segunda é para me sentir já uma Chiara. E, se formos realmente a ver, Milão é mais do que a zona de Brera, Scala e Duomo. Para conhecer tudo é preciso umas boas pernas para andar e, no mínimo 3 dias. 

Para quem o artigo despertou vontade, tenho um segredo para contar... as viagens continuam super baratas até ao final de Março!!! Já estive a pesquisar e vi datas com os brilhantes 24€ de ida e volta. Por isso, que tal ir ver a nova colecção a Milão e experimentar um Aperol? ;)

 

14
Jan20

E se fosse aos saldos a Milão?!

MartaGomes Saúde da Mulher

 

 

E assim, numa brincadeira de Verão de tanto ver e falar de outifits no instagram e no pinterest, surgiu a brilhante ideia de "Saldi in Milano"!!! 

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Confesso que metade do meu ano de 2019 foi dedicado a investimento na imagem. Achava uma futilidade pegada marcas, lojas e outfits. Rejeitava o meu passsado a ferro e fogo. Basicamente nasci e cresci numa loja de roupa de marcas caras. Ia ver colecções com o meu pai, era uma vaidosa de primeira e adorava as mudanças de estação com toda aquela azafama de caixas e caixas de roupa a chegar para etiquetar e mudar toda a loja. Adorava o refresh de roupa nova. Aí sentia mesmo as estações. Agora, ou é do tempo estar todo alterado ou de ter perdido esse pedaço familiar que ando apenas em função do boletim metereológico. E, com essa perda, achei que o mais certo era esquecer-me dos looks, do fashion, do style, porque meti na cabeça que roupa era uma treta. 

E pode ser. Pode realmente ser uma futilidade. Pode até haver a identificação de uma mulher vazia, pouco inteligente aquela que só pensa em roupa, sapatos ou malas. Eu digo isto porque eu pensava assim. Eu própria fazia este julgamento. Por isso, eu própria me quis afastar da moda para me considerar mais inteligente. Parva, mal eu sabia a asneira que estava a fazer comigo própria. 

A moda é muito importante. A imagem é muito importante. É a forma como nos apresentamos. É a forma como nos vêem. Experimentem ir comprar um carro de fato de treino. E, depois, experimentem ir comprar um carro bem vestidas e de tacão. Por experiência própria, eu senti na pele a diferença no trato. 

Uma mulher bem vestida, bem arranjada apresenta muito mais atitude do que uma mulher que pouco se importa com o seu aspecto exterior. Não quer dizer que uma mulher que não cuide do seu aspecto exterior não tem atitude. Mas, tantas vezes, a sua auto-estima está disfuncional ou desregulada. Porque, perante pessoas que considere bonitas, irá sentir-se inferior e terá dificuldade em lidar com essas pessoas.

 

Por isso sim, sem vergonha, assumo que desde à meio ano para cá tenho-me confrontado com a imagem. Entre conflitos e resoluções, aos poucos fui fazendo as pazes com essa parte que é minha e que tinha colocado na sombra. Aos poucos dedico-me outra vez à moda, ao cuidado, à beleza, ao exterior. Aos poucos vou desfazendo essa ideia de que são futilidades. Aos poucos vou desfazendo a ideia de que mulheres bonitas não são consideradas inteligentes. E aos poucos vou, também, fazendo coisas que sempre quis fazer mas que sempre coloquei um travão em mim própria. E viajar é uma delas.

 

Não sou doida por compras, confesso. Consigo entrar numa loja sem comprar nada. hahaha Consigo ir a um shopping e não comprar nada. Mas quando alguma coisa me fica no olho é mesmo dificil esquecer. Acontece, sim, ficar a pensar vários dias se compro ou não compro uma coisa que gostei. Acontece ficar a pensar vários dias que combinações podia fazer. Acontece ficar arrependida de não ter comprado também. Já não acontece tantas vezes experimentar uns 3 ou 4 looks antes de sair de casa. Também já não acontece preparar a roupa no dia anterior mas, geralmente, mentalmente já penso nela. Acho que isto é típico de mulher! ☺️ Conseguimos exatamente criar uma imagem mental nossa com uma determinada roupa, sapatos e mala, certo?

 

Quanto a Milão, os saldos valem a pena. O IVA é de 22% por isso encontramos preços ligeiramente mais baixos do que cá. A nível de colecções encontra-se, também, algumas coisas diferentes de cá.

Não comprei nada em marcas caras. Para esses investimentos acho que vale bem a pena ir aos saldos em Nova Iorque. Mas isso ainda são outros voos ainda maiores. 🤩 Mas o que é certo é que as coisas são bem mais baratas lá, até ver.

Em Milão, a passagem pela loja da Victoria Secrets é obrigatória para todas que se perdem pelas cuecas daquela loja. Eu perco-me e confesso que fiquei surpresa porque achei que a loja só existia no aeroporto. 

Acabei por investir numas malhas simples já que este Inverno está rigoroso e na black friday cá em Portugal voaram quase todas. Quase me perdia por um casaco da Guess em estilo Vison (mas muitooo mais barato claro) mas não tinha o meu tamanho. 

Para não me perder por malas passei os olhos muito rápido na montra da Furla e na da Moschino. Entrei na Chanel porque sabia que o meu cartão de crédito lá dava erro e estava segura. É de sonho aquela loja. Babei-me completamente com tanta classe. Como eu digo, Chanel - a state of mind! Um dia, minha querida, um dia!

A nível de lojas, Milão está minado por todo o lado. Não há mesmo qualquer hipótese de passarem despercebidas. É a zona da Catedral, é o Quadrilátero da Moda, é a Galeria Vittorio Emanuelle, é a Corso Buenos Aires (por onde começamos), a Piazza Del Duomo e a Via Torino. É um consolo só aos olhos que uma pessoa até se esquece de olhar para os italianos. hahaha

Depois, na zona da Catedral, Piazza Del Duomo, temos a H&M enorme, a Zara enorme, a Intimissimi, la Rinascente que contém Dior, Chanel, MAC, Eisenberg e mais não sei quantas marcas de cosméticos de topo, a Miss Sixty, a Furla e mais não sei quantas marcas e lojas. 

A Galleria Vittorio Emanuele tem muitas daquelas lojas com sensor a pobre desde Prada, Versace, Louis Vuitton, Chanel, Gucci e outras. Para mim foi uma perdição só ver aquelas lojas lindas, muito cleans, com poucos artigos e super bem decoradas. Redescobri o gosto que tinha em ver uma loja bonita, em ver uma boa decoração, em ver minimalismo e classe. 

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Milão foi, sem dúvida, um regresso a uma parte de mim que tinha ficado perdida. Dando um conselho, faz todo o sentido todas as mulheres visitarem Milão. Faz todo o sentido respirarmos moda, respirarmos classe, respirarmos beleza. É um bom ar que se respira. Eu, por parvoíce, já achei fútil. Agora, acho um bem essencial. 

08
Jan20

Só uma vez, desafio-te a aceitar ser a pior

MartaGomes Saúde da Mulher

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O post de hoje começa com uma pergunta. Podia começar com uma história e terminar com uma pergunta mas, só porque é ano novo vou inverter o sentido da coisa.
Já se propuseram fazer algo em que sabem de ante-mão que são realmente maus naquilo? Já se propuseram fazer alguma coisa que sabem que não ficarão entre os melhores?

Desafio-vos a fazerem algo em que sejam os piores. Algo em que sabem que vão perder perante os outros, que não vão estar à altura dos outros, que sentem que não têm jeito, estrutura para aquilo e que, juntando tudo, vai ser um esforço brutal fazê-lo. 
Desafio-vos a fazerem exatamente isso que estão a pensar que nunca fariam para não passar vergonhas. É isso...

Para mim não é nada fácil propor-me a fazer alguma coisa que considero que vou falhar, ficar mal em frente a outros, não ter uma boa prestação perante os outros e blá blá blá mais a história de "eu e os outros". Eu, ser a pior, que vergonha MartaIsabel!

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Não foi fácil propor-me a fazer uma coisa que de antemão sabia que iria ser a pior da equipa.  Primeiro neguei logo quando foi proposto. Depois, por várias circunstâncias, aceitei. Mas até à prova, muitas vezes, me apeteceu desistir. Principalmente no dia, principalmente in loco. Ao não aceitarmos algo em que podemos mesmo ser os piores é fácil ver como somos realmente duros, exigentes connosco próprios. E essa exigência em vez de nos construir, muitas vezes nos destrói como ser humano. É preciso muita força interior, muita construção do eu para enfrentar, para ir e não desistir sabendo que se vai “ficar mal”.

 

No fim de contas, o que aprendi. Que a vergonha, o sentir mal está tudo relacionado com o como queremos parecer aos olhos dos outros. A partir do momento em que nos desligamos desse conceito de "o que irá parecer" toda uma série de experiências que nos mostram como estamos interiormente evoluidos ficam à nossa disposição. Sei que me vão dizer, "Exato, é porque ninguém nos vai gozar". Poderá acontecer gozarem-nos. Poderá acontecer usarem esse facto de termos sido maus em alguma prestação por alguém que apenas quer competir connosco, apenas tem a necessidade de se sentir superior a nós por algum conflito mal resolvido com eles próprios. E isso, claro, irá magoar-nos durante um determinado tempo. Se desligarmos o chip da comparação, de que deviamos ser como x ou y, qualquer interjeição não vai fazer sentido para nós.

 

Para além disso, venci a minha própria limitação. Venci o meu Eu que tem medo de fazer alguma coisa em que possivelmente será fraco, será incompetente e, principalmente, passará vergonha em frente dos outros. E, a partir do momento em que assumi a vergonha como certa, um novo fólego entrou e permitiu-me fazer 5 kms em menos tempo do que os primeiros 5kms. Quando nos desarmamos as coisas fluem muito melhor do que quando decidimos arcar com a mercadoria toda. 

No fundo, se olharmos bem para nós, para o que fizemos, aos nossos olhos não ficaremos mal. Aos olhos de quem gosta realmente de nós não ficaremos mal. E vamos receber os parabéns. Porque nunca pensaram que fôssemos capazes de assumir fazer algo em que sabemos de antemão que somos maus nisso, que nunca tivemos facilidade nessa área a vida toda e que sempre fugimos dela por esse mesmo motivo. Para além disso, muitos dos que nos vão apoiar são aqueles que não foram para a "arena" e que vêem uma grande coragem em nós uma vez que nos propusemos fazer algo para o qual nunca nos sentimos capazes. E vão-se identificar connosco. Vão criar uma empatia connosco pela nossa sinceridade, pela nossa passagem do testemunho real, pelo nossa forma de nos tentarmos adaptar a algo fora do nosso conforto. E é assim que melhor comunicamos com o mundo. Contando a nossa própria história, mostrando o nosso verdadeiro eu. 

 

Não me senti rejeitada porque eu própria não me rejeitei. Não fiquei frustrada porque para mim foi uma superação brutal. Foi uma quebra dos limites, barreiras que eu própria me impunha não fazendo nada em que não me sentisse capaz de ficar entre os melhores. Falhei perante esse meu padrão de ser sempre uma das. Sim. Mas mesmo assim fui até onde diziam que era o fim, fui até à meta e não desisti. O que me permitiu ver como tantas mudanças aconteceram em mim nos últimos anos. 

Às vezes só precisamos de um empurrãozinho para cometer umas “loucuras” e testar o nosso crescimento pessoal ano após ano.  É nestas pequenas grandes provas que se auto-reconhece um novo eu e que devemos sempre lembrar-nos. Principalmente naqueles dias maus!

 

Por isso, só uma vez, desafio-te a aceitar ser a pior. E vais ver que, no final, sabe tão bem essa auto-superação! 

07
Jan20

Numa relação és co-dependente?

MartaGomes Saúde da Mulher

Confesso que é uma questão que já se vem a arrastar na minha cabeça à uns bons tempos. Depois entretanto surgiu o filme "marriage story" e eu disse, yeap! E depois vi um vídeo da Rachel Hollis a tocar também nesse assunto e foi aí que decidi instalar uma sondagem no instagram para escrever sobre o tema. 

É um tema peculiar porque cada um terá a sua percepção e os seus argumentos.

 

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Quando não estamos numa relação chamam-nos muitas vezes independentes. A minha questão é: o que é ser independente e o que é ser co-dependente? Será que só podemos manter a nossa "independência" quando não estamos numa relação?

Não tendo nenhuma relação amorosa podemos fazer coisas sozinhos ou então precisar sempre de alguém que nos acompanhe. Podemos seguir o nosso próprio instinto, fazer o que realmente queremos, o que decidimos que é melhor para nós ou podemos decidir embarcar no que os outros fazem e acoplarmos-nos a eles decidindo fazer tudo apenas com eles. 
Ou seja, podemos não estar numa relação de um para um, numa relação amorosa, mas estamos a estabelecer relações, conexões, e podemos, também, ser co-dependentes de um grupo. Podemos sê-lo sempre ou podemos ser só de vez enquando. Seremos olhados de lado nesses momentos de dita "independência"?


Agora falando numa relação, num relacionamento amoroso, num namoro ou num casamento... fará ou não sentido fazer tudo sempre com o par? 

Falando na primeira pessoa, eu sempre cometi o erro de num relacionamento fazer tudo sempre com o namorado. Ia com ele para todo o lado e ele ia comigo para todo o lado. Ele até podia fazer coisas só com os amigos dele e eu ficava em casa mas eu fazer coisas com um grupo sem ele estar presente não me fazia sentir bem. Nunca namorei com ninguém do meu grupo de amigos, ao contrário das minhas amigas, logo eu estar sem namorado enquanto os delas estavam presentes era sempre aquela sensação de "porque é que estás sem o teu namorado?!". Quando namoramos e saímos sem o namorado surgem aqueles comentários de "que relação é aquela 😱". E esses comentários entram tanto na nossa mente que nos fazem criar barreiras no campo da socialização. Se estamos sozinhas há o comentário de "o que está o teu namorado a fazer?", "namorada minha não andava sozinha na rua", "não parece nada bem andares sem o teu namorado". A minha questão é: Porquê? Porque sou mulher? Não posso sair com amigas de vez enquando? Não posso sair com amigas e amigos de vez enquando? Será que só posso sair se ele também estiver a fazer alguma coisa com amigos? Será que ficarei insegura se ele sair com amigas e eu não estiver lá? Será que tenho mesmo que estar sempre presente em todas as suas situações sociais mesmo que quase não abra a boca para mostrar que ele tem namorada? Será que a partir do momento em que namoramos a nossa vida passa a ser a do outro e a vida do outro passa a ser a nossa vida? Será que perdemos os nossos momentos, as nossas conversas só de mulheres, as nossas palhaçadas que só com quem temos imensas vivências entende? 

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Tenho tido muita sorte. Tenho amigas do coração que sempre estiveram lá. Sempre aceitaram quando embarcava num relação e me afastava e sempre me receberam de braços abertos quando voltava. E que me ensinam muito sobre relacionamentos sem se aperceberem. Ensinam-me como é possível fazer coisas com o marido, com o namorado e como é possível fazer coisas comigo quando eles ficam em casa na paz. Porque não é obrigatório que cada um saia no mesmo dia para ser permitido a mulher sair. Porque não é obrigatório andarmos sempre em par e sermos adendas. Porque não é obrigatório vivermos sempre a vida do outro e perdermos a nossa. E não é obrigatório sairmos sempre com a presença masculina. Essa crença limitadora em muito influenciou a minha vida, em muito influenciou as minhas atitudes, as minhas escolhas e a minha busca de ar fresco. E é também, essa a lição que retiro do "marriage story". Um dia vamos ficar cansadas. Um dia vamos querer a nossa vida sem ouvir comentários. E em vez de fazermos um switch off nessas crenças limitadoras de julgamentos e auto-julgamentos terminamos relações que no fundo eram realmente boas. Porque, afinal, só não soubemos estar nelas de forma a mantê-las. 

 

05
Jan20

Comer bem em NYC - uma boa aventura

MartaGomes Saúde da Mulher

Tal como prometido, depois da saída de "Uma aventura no Inverno de NYC", sai a saga "Comer bem em NYC - uma boa aventura". 

Quem me acompanha no facebook e no instagram sabe que eu sou assim um bocado aficcionada pela comida saudável. Não sou vegan ou paleo mas, sempre que possível, evito trigo, lácteos e açúcar. Ou seja, em casa esses alimentos não entram e, fora de casa, estou sempre à procura de sítios onde possa comer sem eles fazerem parte do menu. Confesso que já fiz mesmo 9 meses sem tocar sequer em trigo e lácteos. A partir daí, foi muito mais fácil cortá-los da alimentação e até rejeitá-los quando aparecem à frente. Mas, de férias, esqueçam lá isso. Sou um bocado "anti-regras"! upss!! Mas sim, férias são férias e temos que estar cientes de que estamos fora da nossa zona de confronto e não controlamos nada. E, ao querermos controlar só vamos entrar em stress e mais dificil a adaptação será. Por isso, neste post, algumas opções são saudáveis à maneira de Marta Gomes, outras são saudáveis à maneira dos americanos. Nada a fazer! :)

 

Fazendo o roteiro completo e começando pelo avião, posso referir que a Ibéria tem grandes refeições. Lembro-me do kitkat de sobremesa com café que me soube pela vida. Já não me lembrava da última vez que tinha comido um!

 

Depois, aterrados em Nova Iorque, viagem de metro para o hotel, pousar malas, seguimos para a Grand Central Station onde jantamos no "Great Northern Food Hall". Yeh! Tarefa concluída com sucesso. Tinha conseguido comer uma pokebowl saudável!! Nada de trigo, nada de lácteos e legumes no prato! 

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Dia 2! Pequeno-almoço no Hotel "The Fifth Avenue". Era óptimo, confesso! Tinha aveia instantânea para fazer umas belas papas, ovos cozidos e bananas. Tinha, também o belo do corn syrup para tornar as papas ainda mais apetecíveis. Tinha bagels, o famoso pão americano em formato de donuts, e tinha, claro, donuts fresquinhos, mais recheados e menos recheados. Comi um todos os dias! Upss!!! Mas vá, foram só 5 pequenos-almoços! Não foi assim tanto stress oxidativo para as minhas células e precisava de calorias para aguentar o frio na rua!! (isto é mentira! quanto mais açúcar, trigo, lácteos comermos mais frio poderemos sentir... se não temos facilidade em digeri-los o nosso sangue estará mais concentrado no tubo digestivo e, como consequência, vamos sentir mais frio).

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Depois segui-se no almoço num dos edificios de Rockefeller. Calei a voz da consciência e embarquei num hamburguer. Olhei para ele e só vi umas folhas de alface nas quais me quis concentrar firmemente como sendo capazes de dar todo o aporte de bioactivos que o meu figado precisaria para desintoxicar. E, o que é certo, é que não me caiu nada mal! E rendeu uma tarde toda sem fome!

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À noite passamos no Madison Square Garden. Fomos lá ver a possibilidade de lá entrar para fazer uma visita ou então que jogos poderiam haver para assistirmos. Mas, nada feito. Ia haver um jogo de Hoquei no Domingo (a estadia em Nova Iorque foi de Quarta-feira  a Segunda-feira) mas depois ficamos na dúvida e não compramos bilhetes. Aproveitamos e jantamos lá ao lado, no Penny, um género de mercado onde podemos ir buscar comida e bebida ao sítio que quisermos e depois sentamos num espaço comum. Aproveitei que tinham vegetariano e optei por um tofu com arroz integral e spirulina. :P A comida não é cara. Paguei tanto pelo prato como por um vinho a copo. É fácil encontrar comida ao preço de Portugal. Já em relação às bebidas não posso dizer a mesma coisa.

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Dia 3: Novamente o belo do pequeno-almoço com o donuts da praxe! :)

Depois de subirmos ao Top of the Rock deu-nos uma fome danada e fomos patinar um bocado no Bill's Burguer! Estavamos com aquela vontade de nos sentirmos mesmo Nova Iorquinos e, claro, depois de eu já ter desligado o botão do controlo da alimentação saudável os meus olhos até brilharam quando viram semelhantes batatas fritas. Não fui eu que escolhi esta entrada mas houve bom gosto!hahaha Toda a mixórdia possível estava ali metida!Estão a ver umas batatas fritas com queijo por cima e molho de francesinha?! Os americanos conseguiram ainda piorar a situação e adicionar bacon e ketchup e maionese acho eu. O nome era Junkie Fries. Não se esqueçam de pedir. :P

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O hamburguer era óptimo e com a opção de guacamole e umas folhas de alface lá perdidas eu não poderia escolher outro. :)

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Nesse dia andamos imenso! Andamos no Bus turistico e a pé também. Para além disso, de manhã tivemos chuva e à tarde um céu limpo com frio a ficar de rachar. Eu já começava a dar os primeiros sinais cansaço de toda aquela vida nova iorquina imparável. O hotel "The Fifth Avenue" ficava na zona da Korea Town. A melhor coisa que fizemos nessa noite foi mesmo isto:

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Um banho quente e comida no quarto. É muito fácil fazer isto em Nova Iorque. Há imensos sítios com take-away. Vê-se imensa gente a ir buscar comida. Questiono-me se, realmente, costumam cozinhar em casa ou se funcionam mesmo como via no "Sexo e a Cidade" em que aquelas 4 ou pediam comida ou estavam sempre a ir experimentar restaurantes. 

A comida não é nada cara. Acho que este banquete nos ficou por pouco mais de 20€ para dois. Assim também experimentei comida koreana aka chinesa. Em NYC podemos encontrar restaurantes de todas as culturas facilmente. 

 

Dia 4:

Mais umas papas de aveia e um donuts com café para fechar o pequeno-almoço no hotel. 

Este foi um dia de muito muito frio. Estava sol, temperatura negativa e um vento de cortar. E era o dia que tinhamos programado ir para Downtown. Foi uma dia dificil para mim, confesso. Ficar gelada e não conseguir aquecer por nada mexe muito com o meu humor. E com a minha memória também! 

Antes do almoço deu para esta foto que tenho a certeza que se me risse os meus dentes abanavam com o vento frio que estava! E fica sempre mais lady uma postura série de Louis Vuitton da China no braço. ;)

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Lembro-me de ter almoçado na ilha da Estátuta da Liberdade. É quase um Mcdonald's mas confesso que se fosse realmente um McDonald's tinha ficado mais satisfeita.

Ao fim da tarde tive que ir direta para o Hotel tomar um banho quente e meter-me na cama porque fiquei mesmo de rastos e só precisava de aquecer e dormir. Ou seja, perdi um sábado à noite em NYC. Imprevistos acontecem... Nem sempre as coisas correm bem como queremos, como esperamos, como planeamos. E ali eu só precisava de recuperar para não perder mais nada em NYC. :)

 

Dia 5:

Ida a Brookling em busca de um brunch! :) 

Falaram-me de um brunch em Brookling e já só pensava nisso. Fomos em busca disso e aproveitamos para conhecer pontos interessantes do lado de lá de Manhattan. Como já falei no post anterior, a zona do Dumbo é mesmo muito gira. Vale a pena pela incrivel vista que tem sobre Manhattan. Para além disso, antes de chegar ao Dumbo mas já do lado de Brookling existe um restaurante que tem uma vista priviligiada. Tem este jardimzinho que deu para umas fotos bastante interessantes. :)

 

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O restaurante chama-se "The River Café" e fica no final da Brookling Bridge. É gourmet, pede dress code especial e é para gastar uma nota. É necessário fazer reserva também. Claro está que não fizemos e eu não tinha levado nem um vestidinho na mala pois já sabia para o ártico que ia. Penso que ao jantar deve ser mais bonito pela vista sobre Manhattan iluminada. Talvez numa próxima será um local a visitar inside. 

Continuamos pela estrada fora até descobrir o brunch. E isto de <pela estrada fora> foi mesmo a pé. Até que entramos num bairro daqueles que eu achei que só existia nos filmes com câmaras e policia à porta das casas. Só me lembro de perguntar "o que é isto?" e basicamente fiquei branca, o meu cortisol disparou e acho que só ganhei cor quando finalmente conseguimos sair dali e encontramos um taxi que nos salvasse. E, assim, fomos para o tal brunch que ficava nos confins de Brookling! Só eu para nos meter nestas cenas à procura de brunchs e afins! 

Lá chegamos a um sitio lindissimo sem sombra de dúvidas. Um jardim de Inverno. O restaurante estava vazio num domingo ao almoço o que era um bocado preocupante. 

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Para além disso, o brunch era realmente fraco. As opções eram omeletes e pouco mais do que isso. Era um restaurante italiano e também tinhamos pizzas e massas se quisessemos. Mas não era esse o meu objectivo. Confesso que fiquei desiludida porque esperava aqueles altos brunchs como temos cá em Portugal com uns ovos benedict, umas panquecas de babar e um americano no mínimo. Mas não... O jardim de Inverno é realmente bonito e vale a pena. Para brunchs pareceu-me que no Soho ou em Chelsea havia mais opções dentro da linha que eu esperava.

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Acqua Santa - Brookling (556 Driggs Ave)

 

Depois de uma longa caminhada de volta a Manhattan precisavamos de um lanche. Fomos ao Bouchon Bakery na Plaza Rockefelder. Babei com o brownie de lá. Maravilhoso! Acompanhei com um americano que me aqueceu da cabeça aos pés e ainda tive o brinde de umas bolachinhas e uma vista fantástica. É uma confeitaria ao estilo francese com uma montra de babar. Vale a pena lá passar. :)

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Para terminar o dia, sendo o último jantar em NYC decidimos apostar num restaurante in. Consultei a blogger Nova Iorquina Alexa - EatingNYC e lá escolhi um restaurante digamos que, diferente.  

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O problema é: e saber escolher?! Arrisca-se num restaurante diferente, comida do médio oriente gourmet e, ainda por cima, nada está na nossa língua mãe. Logo, escolher acertadamente vai ser sempreuma sorte. 

Vieram os primeiros pratos:

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E eis que eu olho para quem tenho à frente e perante tal situação fiquei na dúvida se era um inicio para o jogo do sério ou era mesmo um vou-te cortar o pescoço Marta Isabel. Eu até estava fixe porque eu gosto de tudo o que não tenha carne ou derivados mas naquela hora percebi que tinha asneirado! Ia dar barraca.

Foi então que decidimos pedir mais um prato. Realmente a funcionária ficou um bocado admirada quando pedimos só estes dois pratos mas até nem considero que passasse fome só com uma saladinha! 😆

O restaurante chama-se "NUR" tem óptimo aspecto e boas fotografias dos pratos no instagram. E para quem gosta de comida do médio oriente vale a pena experimentar porque este é daqueles bons restaurantes. Para quem vai experimentar pela primeira vez talvez não seja a melhor opção e não se identifique com o registo dos sabores. 

O prato principal foi esta beleza. 😜 Eu fiquei super entusiasmada com aquele pesto e um molho de iogurte. Já quem estava à minha frente revirou os olhos em 360graus e só saiu dali vivo porque é forte. 😅🤷🏻‍♀️

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P.s. É um restaurante caro. Tal como eu disse, para aquela noite mais "In" em NYC. Este não precisa de marcação. Existem imensos que, claro, gostaria de lá ir mas é para gastar uma grande nota, levar um alto dress e, certamente, marcar antes até de aterrar em NYC. One day. One day.

 

Dia 6: 

Depois do expensive siga para o bom e barato. Comida de rua!!! M-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a!! Comi um tikka massala óptimo!! Melhor do que em qualquer restaurante indiano que já comi! Não sei precisar quando foi a "roulote" mas acho que foi perto de St Patricks, a igreja que aparece no filme do Sozinho em Casa - perdido em NYC. Era mesmo bom e nem chegou a 10€!

Para finalizar, a passagem pela Magnolia Bakery onde foram gravadas algumas cenas de "Sexo e a Cidade". 

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Excusado será dizer que babei com este cheesecake com topping de caramelo salgado e nozes!!! Nem consigo olhar para ele que só me dá vontade de comer o ecrã!! 

É imperdivel a passagem por lá. Ainda bem que só lá fui no último dia senão tenho a certeza que não resistia a comer um todos os dias! Estive quase para voltar para trás e comprar mais uns para a viagem! Ao fim de 6 dias em NYC o meu cérebro já só pedia disto, confesso!!! 😂

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Depois à tarde fomos para o aeroporto e o jantar já foi feito no avião nesse dia.

 

Concluindo, é fácil comer bom e barato em NYC. Há também muitos sítios "in" se quisermos gastar umas notas e uns bares e rooftops para beber um copo que também não sai nada barato. A nível de saudável é mesmo adicionar ao nosso comando o botão surprise. Às vezes podemos comer, outras vezes não. Vamos querer experimentar de tudo, isso é certo. Vamos querer experimentar principalmente o que não temos cá por isso é normal embarcar numas junkie fries e nuns hamburguers de vaca cheio de molhos. Faz sentido quando viajamos integrarmo-nos na cultura do local para onde vamos e desligarmos da nossa, das nossas rotinas, do nosso controlo. Se quisermos manter tudo sobre o nosso controlo então aí é melhor não sairmos do nosso conforto, da nossa casa, do nosso ambiente. Mas precisamos de desafios. Precisamos de experiências. E precisamos de nos sabermos posicionar, adaptar perante o que encontramos. Isso sim é realmente o que nos dá bagagem e o que nos forma como humanos. Sem dúvida, Nova Iorque é sempre uma boa ideia. No Inverno confesso, é uma verdadeira aventura para quem tem dificuldade em lidar com o frio como eu. Mas, Marta Isabel adora uma boa aventura! :)

 

 

 

 

 

 

03
Jan20

Uma aventura no Inverno de NYC

MartaGomes Saúde da Mulher

Pois bem, após quase um ano de ter feito esta fantástica viagem eis que agora vou escrever e postar um bocadinho sobre ela. Talvez pela conclusão a que cheguei ontem...que não "preciso" do novo ou não tenho que estar sempre à procura do novo para "fazer" história quando há tanta coisa que já fiz e que não registei. Sai esta com um delay de quase um ano!

 

Em pleno Inverno, início de mês de Fevereiro, nada melhor do que escolher Nova Iorque para férias. Ou então não! Foi mesmo, let's freeze porque em Portugal it's not enough for me! É início do ano e poucas pessoas viajam nesta altura. Talvez por ainda estarem escaldadas do Natal, mais a questão do frio, as viagens para Nova Iorque são baratas nesta altura. A minha não chegou aos 300€, ida e volta. A nível de estadia, ficamos num hotel em Manhattan na 5ta avenida, "The fifty avenue". Muito bem localizado, óptimas condições e um preço acessível. Eu acho que não chegou a 600€ para duas pessoas mas já não me recordo bem. Sei que o único problema em Nova Iorque é a vontade que dá em lá gastar!!upss! Just in case, é melhor fazer uma vaquinha durante um ano antes de lá ir só para depois se puder gastar em compras.

 

Nova Iorque é sem dúvida uma viagem de sonho. Uma viagem de sonho para muitas mulheres pela imensidão de lojas na 5ta Avenida mais a zona de Soho. É uma viagem de sonho pelo ar que se respira de que, naquela ilha, tudo é possível, todos os sonhos se podem tornar realidade. É uma viagem de sonho porque tantas e tantas vezes achámos que só vamos ver Nova Iorque nos filmes e nas séries. E quando estamos lá, nem acreditámos que estamos enquadrados nesse cenário. 

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Foram 5 noites, 6 dias. Com este número de dias foi possível ver quase tudo. Fizemos a rota turistica completa. Subimos ao Empire State Building e Top of the Rock em dias diferentes. Visitamos a Plaza Rockefeller numa manhã, o Central Park ao fim da manhã, Museu Madame Tussaud à tarde e Times Square ao fim da tarde.

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Nesta zona de middle Manhattan não nos esquecemos da Central Station e dos filmes que por lá passaram como, por exemplo, "Friends with benefits" com o seu memorável flash mob.

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Aproveitamos e jantamos lá no primeiro dia que chegamos num sítio bem saudável, The Market. Confesso que foi para começar bem porque, nos dias seguintes, foi só descarrilar!!!

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A voltinha de Taxi amarelo não podia faltar! Ficou logo para o primeiro dia porque tivemos um imprevisto no aeroporto em que basicamente fiquei presa quase uma hora por causa dumas tangerinas! Eu e a minha mania de transportar snacks saudáveis para todo o lado comigo dá asneira!xD Depois, estava a chover e do metro até ao Hotel preferimos ir de taxi. Não é barato como taxi não é barato em lado nenhum. Pelos vistos, também se pode chamar um uber. Mas, na minha opinião, Nova Iorque é mesmo para andar a pé para se conhecer bem a cidade. Ou, então, claro, de metro. 

No passe que compramos, New York city pass, tinhamos 3 dias para visitar tudo o que tinhamos escolhido. No segundo dia usamos o Bus city tour para ver a cidade quase de uma ponta à outra. Houve quem me perguntasse se eu lá fui ver prédios. Parece...Mas imagens destas valem milhões. Para além disso e outras coisas mais, sei que lá fui passar um grande frio e desfilar um look daqueles old school em que levava sempre uma meia-calça bem grossa por baixo dumas calças (vá lá que não me metia na bombazine), mais camisola interior polar, duas camisolas quentes, um casaco de pêlo, gola, cachecol e luvas para adornar e quase só se ver os lábios. Mas se me perguntarem se sabe bem lá estar, sim, sabe muitoooo bem. 

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Na zona de Soho, Manhattan Downtown, há mais lojas (para desgraça a minha) e há imensos sitios para comer umas boas panquecas e beber um matchalatte quetinho para fazer frente ao frio da rua. Vale a pena fazer toda essa zona a pé até midlle Manhattan, para quem tiver tempo. Perto de Soho mas mais abaixo temos, também, a Little Italy e a China Town que vale a pena a passagem para dar uma olhadela. Eu, prefiro a verdadeira Itália. Quanto à China, ainda não sei, mas vi lá umas lojas de ervas engraçadas e aquela real exposição do peixe na rua típica dos chineses. 

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Depois, um dos dias foi reservado para Downtown, mais precisamente One World Trade Center e toda a sua história e a travessia até à Estátuta da Liberdade. Para aqui é preciso realmente tempo porque, sem querer, acabamos por nos perder nas "memórias". 

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Por fim, não deixem Nova Iorque sem ir a Brookling. Se ficarem em Manhattan vale a pena, não só, passar a Brookling Bridge como também conhecer um bocadinho da margem de Brookling que tem uma vista lindissima para Manhattan. Se forem corajosos podem, também, meterem-se no meio de um bairro e vão ver câmaras e policia e, mesmo assim, podem estar sujeitos a levar um balázio. Mas há quem goste de conhecer tudo sem se aperceber sequer no que se está a meter. As aventuras de Marta Isabel!!

 

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Em baixo, aquela vista que não vale nada a pena, que não vem no New York city pass e que, vá, ainda têm que dar um bocadinho às pernas para lá chegar. Mas, na minha opinião, se eu não parecesse um esquimó pós-natal, até dava uma foto digna de uma grande revista. ;)

Fica na zona do Dumbo. Procurem no mapa e chegam lá. :) Ou então andem, andem, andem e vão encontrar!

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No último dia passamos na Highline fomos até Chelsea. Nesta zona vi também uma série de sítios cozy para um bom latte. Nesta viagem fui um bocado Starbucks addicted mas existem tantos sítios giros que não faz sentido ir sempre ao mesmo. Mas, era mesmo a questão de pegar num café e pormo-nos andar porque entramos mesmo no ritmo imparável dos Nova Iorquinos de querer estar em todo o lado o mais rápido possível. 

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Upper Town não tivemos hipótese mesmo de lá ir. Falaram-nos de um sitio de óptimas bolachas que já não me lembro o nome mas, certamente, ficará para uma próxima. A melhor confeitaria de sempre na qual gravaram umas cenas de Sexo e a Cidade é imperdível. Mas dessa, falo e mostro o melhor bolo da minha vida que lá comi no próximo post. :)

Concluindo,

Para além de vistas fenomenais, do ambiente citadina ao máximo, do frio de congelar, da lojas de babar e da vontade de torrar o cartão de crédito, há, também bons sítios para comer. Confesso que não fui para o saudável. Deveria ter feito essa consulta antes de ir para lá mas não consegui planear nada. E há sítios lindos que se quer lá ir sem sequer pensar no que se vai comer ou beber. Ficará para uma próxima ida a Nova Iorque, certamente, essa investigação tanto de sítios saudáveis como bonitos para comer e beber. E, sem dúvida, andar muitooo a pé para me sentir naquela cidade. O requisito agora, para mim, é: não ir a Nova Iorque no Inverno... mas!!nos saldos de Verão quem sabe! hahaha

A seguir, prometo, então, um outro post só relativo a comidas e coisas boas. :) 

 

 

 

 

 

 

 

 

02
Jan20

Ano Novo, Vida Nova. Será cliché?

MartaGomes Saúde da Mulher

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Ano novo, vida nova. Tantas vezes é ouvido mas, será ou não um cliché?

Será que queremos realmente o novo? Será que estamos preparados para o que o novo acarreta consigo? Novo é zero kms. É começar do zero. É um início. É a primeira pedra para uma construção. É estar no chão e olhar para cima e ver quanto se tem que andar.

Novo não é estável. O novo pode desequilibrar. É o pesar da balança apenas de um lado. O lado do arranque. Novo é duro. Novo pode causar deslumbre aos nossos olhos mas traz consigo imenso para fazer.

Este ano não me sinto com força para dizer que quero o novo. Se calhar sempre fui assim. Ou então não. Mas não estou com força para começar do zero. Não quero começar do zero. Quero continuar com o que já construir e dar continuidade. Apenas dar continuidade. Um dia, o que construir poderá dar lugar a algo novo. Poderá dar-me capacidade para, em algum campo, iniciar, começar do zero, escolher o novo deixando tudo o resto para trás. Mas, por agora, apenas não é o momento. Ou então, estou só a ser uma tola.

Quem vai escolher manter e construir? Quem vai dar início ao Novo e começar do zero?

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