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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

| Women’s Health Lifestyle Blog| Um blog cheio de modernices, feminices e pedacinhos de neura com ciência.

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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

31
Dez19

2020 entre chinesices e numerologia

MartaGomes Saúde da Mulher

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Para finalizar o ano não poderia deixar de escrever umas linhas. Até porque agora apaixonada por outfits da alta sociedade dos anos 40 passo o meu tempo livre debruçada sobre estas altas costures.

Ora bem. 2019 a despedir-se e um novo ano a chegar. Segundo a medicina chinesa, 2019 foi um ano de fecho de um ciclo de 12 anos. O ano do javali, do porco, com muito boa disposição, muitas festas e muito dinheiro em circulação. Segundo a numerologia, 2019 foi um ano de expansão mental. Um ano de fazer viagens, cursos, trabalhar a memória, a ligação entre o consciente e o inconsciente de forma a nos dar uma boa base de autoestima e autoconfiança. Tal como nos diz o Javali da Medicina Chinesa, foi um ano que nos permitiu desfrutar dos momentos da vida mais ligeiros com humor, boa companhia e muitas gargalhadas.

Para mim, confere. Tudo está certo. Sem dúvida foi mais um ano de auto-conhecimento, de crescimento pessoal, de experimentação de coisas novas a nível profissional, de finalização de cursos, de várias viagens que me trouxeram riquezas enormes e de mais gargalhadas do que choros. Foi muito bom ver esta evolução, ver uma seriedade, uma tendência ao pessimismo ser posta de lado e um abraçar, novamente, daquilo que realmente eu sou. É, sem dúvida, maravilhoso ter-vos desse lado e saber que nunca estou sozinha. Há sempre palavras aqui e ali de pessoas que conheço pessoalmente e outras ainda não mas que, espero em 2020, tratar disso. Podemos não ser muitos mas já somos bastantes para ter vontade e mais vontade de continuar a explorar este projecto de Ser Blogger. Vocês são a real motivação de eu querer passar informação que até tantas vezes considero irrelevante mas que, para uns e outros faz sentido. Vocês são a minha real motivação para me apresentar exatamente do jeito que eu sou. E sem vocês os blogs, o facebook, o instagram e agora o canal no youtube não faria qualquer sentido.

Venha 2020. Segundo a medicina chinesa é um novo ciclo de 12 anos. É o ano 1 desse ciclo, o ano do Rato de metal. O metal significa o Outuno o que indica que 2020 será um ano de colheita. O rato é apaixonado por tudo o que empreende com sede de reconhecimento e admiração. Tem dificuldade em aceitar e aprender com os seus fracassos daí que neste próximo ano, sem dúvida, a resiliência não deverá ser esquecida. Sendo o ano 1, 2020 é um ano de ambições e estratégias renovadas em que se volta as costas para o passado sem arrependimentos. Um ano, também, em que a liberdade será procurada, no entanto, a solidão será evitada. Talvez um contrasenso que poderá levar a algumas incongruências no plano afectivo. 

Pela numerologia, 2020 é o ano 4. É um ano de consolidação. Ou seja, tal como nos diz a medicina chinesa, um ano de colheita. Iremos consolidar o desenvolvimento dos anos anteriores, ou seja, do que encerramos no ano de 2016 (ano de fecho) e do que iniciamos no ano 2017 (ano 1). É chamado o ano de endireitar as coisas em que tudo é levado em consideração e, posteriormente, os aspectos indesejados são eliminados. Um ano que pede, também, tempo para descontrair de forma a evitar cair num estado de confusão e medo. Não é propriamente um ano de mudança mas, sim, um ano de consolidação das mudanças até então. Todo esse processo foi feito nos anos anteriores, toda essa descoberta de novos padrões foram feitas nos anos anteriores. Agora, para 2020, aquilo que desejo para mim e para todos vocês é que sintam essa vossa nova "pele". Que façam uma time-line e vejam como há imensas diferenças desde 2016 até então. Que apontem as coisas boas, o que gostam agora, o que é realmente importante para vocês agora, neste presente. E será esse novo Eu que este ano iremos consolidar. 

Se 2020 é o ano 4, os meus desejos são 4: prosperidade, resiliência, performance e elegância. 

 

Força! Estamos todos juntos em 2020. 

30
Dez19

Detox Pós-Natal e afins

MartaGomes Saúde da Mulher

Que tal um videozinho com 5 passos de uma simples detox pós-natal, festas e afins? 

Com a estreia do meu canal no youtube "Vlogger Life" trago os passos que ficarão facilmente na memória para integrarem logo logo na rotina agora que as festas estão a terminar. 

Se gostarem, subscrevam o canal porque para o ano haverá mais. :)

 

Boas despedidas de 2019 :)

 

 

22
Dez19

Tenho saudades pra Caraças do Natal

MartaGomes Saúde da Mulher

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Foto: Memórias do Natal de 2014 

Tenho saudades pra caraças do Natal. Tenho saudades pra caraças do Natal em que trabalhava na loja de roupa dos meus pais. Daquele Natal em que fazíamos turnos para irmos almoçar e à noite íamos jantar em grupo mas rapidinho para voltar. Daquele Natal em que trabalhávamos até às dez da noite e éramos brindados com as luzes de Natal e a música nas ruas. Daquele Natal bem frio em que sabia tão bem andar na rua com um casaco bem quentinho e um bom cachecol. Daquele Natal em que a cara branquinha ficava gelada e com as luvas mimávamos as pessoas na rua com um feliz Natal e um miminho na cara. Daquele Natal em que todos os dias via pessoas diferentes e as mesmas pessoas todos os dias. Daquele Natal em que formávamos uma família dentro de uma loja com três pisos, cheia de roupa linda e com uma decoração de babar. Daquele Natal em que trabalhávamos em equipa fazendo embrulhos uns para os outros, registando os clientes uns dos outros e tudo fluía. Daquele Natal em que no final do dia 24 estávamos nós a ver o que tinha sobrado e a escolher a peça que queríamos de prenda. Daquele Natal em que a moda fazia parte da minha vida com toda a força. E eu gostava. Gostava mesmo. Depois de ser Fisioterapeuta tirava férias de Natal para trabalhar lá nesses dias. Não imaginava o Natal de outra forma. Muitas vezes questiono-me porque quis tanto seguir a área do “corpo em rehab”.

Hoje o Natal é outro. Hoje, o Natal é com as pessoas que querem melhorar a sua performance ou reabilitarem-se. Mas que em época natalícia deixam isso para as resoluções do novo ano. Hoje, o pré-Natal, é com as pessoas que se preocupam com o seu Eu, com o seu aspecto exterior, com a forma como o seu corpo é. Talvez para que depois se possam sentir melhor com aquilo que vestem. Talvez para melhorar a sua capacidade, a sua confiança na exposição.

Hoje, o meu Natal é diferente. É de acordo com o que escolhi. Mas deixa-me muita muita saudade mesmo o Natal que tinha antes. Porque vivia-o com a minha família. Com a minha família do coração também. E Natal é isso. Conexão. Partilha. Ajuda. E baixar as armas da competição. E de tanta competição no mundo nem a natureza dá tréguas e lança este tempo maravilhoso para nos acompanhar neste pré-natal. Para, talvez, no meio de tantos telhados levantados a ajuda e a conexão possam vir ao de cima. E hoje, neste Natal, o que mais sentido para mim faz é partilhar-me. Por isso, todas as prendas que vou oferecer incluem-me sempre. Sim. É verdade, também acabam por ser prendas para mim. Por puder partilhar momentos com as pessoas maravilhosas da minha vida sem ser num ritmo frenético de trabalho. Porque agora sei que a vida não é só uma profissão que escolhemos. Não se resume só ao trabalho que escolhemos desempenhar. A vida é isto. Conexão. Comigo própria e com os outros. 

Já tiveram alguma grande mudança na vossa vida? Uma grande mudança implica uma grande perda. Perdemos uma coisa para ganharmos outra. E nem sempre é fácil percebermos esta ordem das coisas. 

 

O Natal de 2014 foi o meu primeiro ano diferente. Mas 27 anos de vida de um "padrão" não é fácil deixar ir. Mas, por outro lado, é muito bom sentir saudades. É sinal que aconteceu, que foi vivido, que foi o meu presente. E que bom que foi esse presente. 

E sim, confesso, que já são 6 anos de um Natal "diferente" e todos os anos desde aí vejo o meu Natal "reinventado". Nenhum ano foi igual ao anterior desde este 2014 de mudança. 

Neste estado de construção, de ambientação ao não estipulado, ao não programado, ao não definido, este ano não poderia ser diferente. Um Novo Dezembro. Há sempre uma possibilidade de inventar e reinventar. No mundo encantado dos brinquedos onde há reis, princesas, dragões. :P

20
Dez19

Mirror, mirror, mirror

MartaGomes Saúde da Mulher

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Diz-se que as mulheres têm uma estranha relação com os espelhos. Tanto os amam como, de repente, os odeiam. Ou vice-versa. 

Podem achar isto estranho mas houve uma grande parte da minha vida que sempre evitei os espelhos. Houve fases em que não conseguia olhar de frente, não conseguia olhar para a cara. Não foram fases fáceis. Se rejeitamos a nossa imagem reflectida rejeitamo-nos a nós. E se isso acontece não toleramos sequer ouvir um elogio. Para mim, qualquer pessoa que me dissesse que eu era bonita estava só a dizer uma grande mentira e eu ficava mesmo chateada. Tal como no novo anúncio da Dove, se me pedissem para fazer uma descrição minha, do meu aspecto exterior, ela não seria nada boa e certamente seria bem pior do que na realidade era. Havia coisas que, pelos vistos, só eu é que via. Havia coisas que, só eu pelos vistos, me auto-massacrava. Havia uma grande dificuldade em lidar com a imagem, em lidar com o meu Eu exterior. Durante uns bons tempos as minhas fotografias eram só de comida. Quase não havia rosto, quase não havia corpo. Não por não ter fotógrafo, não. Mas porque, simplesmente, eu não gostava de nada do que via. 

Em míuda sofria do sindrome de não ter mamas. Todas as míudas da minha idade tinham, todas as míudas da minha idade já usavam soutien à imenso tempo e eu tinha que usar um para as criar. E, depois, para além disso, não era uma magricela. Tinha coxas, para mim, demasiada coxa já que perante este cenário preferia ser mesmo magra para justificar a ausência de mamas. Logo aí, qualquer volume extra me fazia confusão. 

O mais estúpido disto tudo é que só eu me via assim. Só eu via esta ausência do que eu gostava de ter. Mais ninguém sentia essa "falta", mais ninguém me imaginava de outra forma. Porque no meio de toda esta auto-fuga, auto-rejeição da minha imagem nunca fui menos popular, nunca fui menos namoradeira. Mas tal sempre me fez reagir muito mal a um piropo que levava, a um elogio, a um gosto de ti. Em míuda cheguei mesmo a dar um estalo a um rapaz por ele me ter elogiado fisicamente. É ridículo ver até que ponto ia a minha agressividade interior criada pelas regras da beleza por mim impostas. 

Porque se eu própria me rejeitava como poderia aceitar que alguém não o fizesse? Como poderia aceitar que alguém não me visse da forma como eu me via? Como poderia aceitar essa diferença de espelhos?

Sim, sim. Sou muito casmurra no que toca a certas coisas e, principalmente, em relação à forma como vejo as coisas que acredito sempre que toda a gente vê da mesma forma. Só queeee nãoooooo! 

Posto isto, cresci, não mais em cm's de altura mas em outros campos. Dizem que com a idade vamo-nos tornando cada vez mais no que realmente somos. Agora posso dizer que Eu sou eu. Apenas eu. Sem querer ter o corpo de outra pessoa, sem querer ser outra pessoa. Claro que ideais são ideais. Mas agora já não há tanto o "ohhh, quem me dera ser assim" mas muito mais o "ohhh, que classe". E assim, respeito-me a mim primeiro do que tudo. E se os meus olhos ficaram a brilhar quando viram essa classe certamente arranjarei estratégias para que com o corpo e cara que tenho retirar, também, daqui todo o potencial devido. 

Todas temos potencial. Só precisamos de o explorar. E fazer as pazes com os espelhos. Por isso, fotos no espelho?! Já começo a colecioná-las. :)

 

 

16
Dez19

A importância dos outfits

MartaGomes Saúde da Mulher

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A importância dos outfits

 

Os outfits são o delírio da mulherada. As BLOGGERS que se dedicam exclusivamente a mostrar as últimas tendências, as melhores combinações, a ditar modas que até então acharíamos ridículo, estão realmente muito bem posicionadas neste mercado. 

Nós, mulheres, não vivemos sem roupinha nova dentro da linha da moda, uma malinha a combinar e as belas das sapatilhas e os saltos.

A forma como nos vestimos, como nos arranjamos é sempre a forma como nos definimos perante o meio. 

Às vezes escolhemos sapatilhas porque até estamos mais descontraídas e queremos estar confortáveis. Outras vezes escolhemos os saltos. Queremos sobressair, queremos ser mais sensuais, queremos elevar a nossa auto-estima. 

Para além do que escolhemos calçar temos, também, o que escolhemos vestir. Temos os vestidos curtos ou os comprimidos. Temos os mais justos e os mais largos. Temos as calças ou os calções. Temos as saias travadas ou que arredondam que conferem um ar de menina. Temos imensas formas de nos vestirmos e todas elas nos conferem uma imagem diferente. Podemos ser uma mulher diferente em cada outfit que escolhemos. E ser mulher é precisamente essa versatilidade, essa ambiguidade. É ser o que queremos ser em função do que vamos fazer, do meio em que iremos estar, do sítio onde formos e das pessoas que podemos encontrar. 

 

Uma mulher sem outfit não é a mesma coisa. 

11
Dez19

O que acontece quando perdemos a boca?

MartaGomes Saúde da Mulher

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Durante uns bons tempos dos meus Vintage tive uma grande panca pela Hello Kitty. Pois é... uma gata sem boca!

 

E se, de repente, formos uma Hello Kitty?

 

A empresa japonesa da Sanrio diz o seguinte: "a Kitty parece feliz quando as pessoas estão felizes. Ela parece triste quando elas estão tristes. Por motivos psicológicos achamos que ela não deveria estar presa a nenhuma emoção específica, e é por isso que ela não tem boca."


Puderá fazer sentido não estarmos presos a nenhuma emoção. Se nos definirem como sempre felizes temos a sensação de que é nossa obrigação andarmos de sorriso no rosto, fazermos rir quem nos rodeia, mostrar-lhes que está sempre tudo bem. Perdemos a "autorização" para estarmos tristes porque não é essa a nossa expressão gravada, expectada. 
O mesmo se passa com a tristeza. Se a nossa expressão é constantemente triste então, quando ela muda, uma série de questões surge em torno de uma alegria repentina. Há quem tente investigar o que se passa. Há quem desconfie de tão boa disposição. Há, também, quem tenha dificuldade a aceitar essas variações de humor. Mas é bom! Elas existem e apenas tivemos capacidade de as expressar sem nos mantermos fiel a uma única expressão. 

Por outro lado, há quem prefira não ter boca para se diluir. Ou seja, escolhe ser semelhante às pessoas com quem convive e escolhe essa expressão.

Posto isto, será que damos, realmente, boca às nossas emoções ou preferimos escolher sentir o mesmo que os outros? Será que só estamos felizes quando convivemos com pessoas felizes ou estamos tristes se no meio em que vivemos todos estão tristes? Será que escolhemos não ter a nossa própria expressão? Será que escolhemos apenas o que é herdado ou escolhemos diferentes experiências para que tenhamos uma expressão diferente da programada?

 

Mas...não, não somos a hello kitty. Temos boca. E, através da boca, temos expressão, temos voz. Temos capacidade para expressar o que quisermos expressar. Para expressar o que sentimos mais do que o que pensamos. E não me refiro à fala mas, sim, à expressão. Porque podemos perfeitamente dizer algo que a nossa expressão não é compatível. Apenas tentamos ser como outra pessoa, tentamos seguir a ética, ou tentamos ser aquilo que achamos que o outro está à espera. Mas aí, muitas vezes, apenas nos mascaramos de alguém e esquecemo-nos de nós próprios.

Não foi tarefa fácil para o criador formar cada pessoa individualmente. Dotar cada pessoa com a sua própria essência, com o seu próprio código. Porque nos esforçamos tanto para anular essa sua proeza em vez de usufruirmos do que somos? Em vez de nos conhecermos e deixarmos fluir as nossas emoções tal como as sentimos? Vai ser muitas vezes desconfortável, sim. Tanto para nós próprios como para o meio em que convivemos. Alguns vão entender a nossa vulnerabilidade como fraqueza e usá-la como trunfo. Outros não vão ser capazes de lidar e afastam-se. Tantas outras vezes, afastamo-nos nós não tendo a coragem de ser vulneráveis, não tendo a coragem de nos expressarmos, não tendo a coragem de ter boca. 

 

Fugimos. Corremos. Quase sempre do que nos faz realmente felizes. O que já conquistamos, o que já temos e, na constante ânsia do mais, não reconhecemos, não valorizamos, não cuidamos, não mantemos. Procuramos uma felicidade que não é nossa. Porque, no fundo, não reconhecemos a nossa própria vida. Não reconhecemos a nossa própria expressão. 


A boca é fundamental. Anulando-a nunca ninguém saberá realmente quem somos. 
Coragem ❤️

05
Dez19

Se eu não cuidar de mim, quem cuidará?

MartaGomes Saúde da Mulher

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Depois de tanta traição chega um dia em que temos que fazer alguma coisa por quem realmente somos. Chega de dizermos sempre que sim, de nos diluirmos, de não nos acharmos bons, merecedores e capazes. Chega de nos trairmos a nós próprios, de trairmos quem somos. 

Posto isto, vamos lá cuidar da imagem, vamos lá mostrar-nos ao mundo, vamos lá ser vistas.

A nossa primeira capa é a pele. A seguir vem a roupa e as make-ups. Tudo isto constitui a forma como nos apresentamos. 

Já percebi pelas estatísticas que a maioria dos homens até dispensa uma mulher com make-up mas cada vez mais, nós mulheres, temos dificuldade em sair de casa com a cara com que acabamos de acordar. No verão tudo bem. Até porque a pele está morena e uma base até estraga. Mas, no Inverno? A Branca de Neve já não está in! E mesmo ela tinha uns altos lábios pintados de vermelho. hahaha

Pois bem, isto nos meus vintes não era nada assim. Mas, depois, sendo uma questão de trintage ou não ou sendo uma questão de criação de uma muralha através da pele, comecei a investir em cuidar dela. Então, cuido não só através da alimentação tentando sempre evitar o trigo, os lácteos e os açúcares. Tento, também, evitar as hiperglicemias mas, nem sempre é fácil. Tento fazer exercício ao ar livre para que ela respire e tento ainda dormir, no mínimo, 8 horas por dia. Para além disso, leio e tento trabalhar as emoções para cada vez mais compreender os sinais que a minha pele me quer dar. Como eu acima disse, ela é a nossa primeira capa. É o nosso primeiro contacto. E é uma das mais brilhantes formas de linguagem não verbal. Quem já ficou logo arrepiada perante uma coisa que foi direta ao coração? A pele traduz as emoções no seu estado puro. E quando ela não está bem é porque algo está a "ferver" lá dentro e quer sair. Acne é tantas vezes potencial energético. É sinal de criatividade. É sinal de potencial de ação. Mas que fica ali. Apenas ali encrustrado porque existe um interior que tem vergonha de ser visto, de ser mostrado, de ser tocado, de mostrar afecto. 

Mas, claro está que só estes cuidados não são suficientes e a pele precisa de bons cuidados externos. As minhas normas de higiene da pele passamo por todas as noites usar um desmaquilhante, um creme de lavagem, depois um tónico e, dia sim, dia não, um serum de regeneração celular. Não é fácil manter uma aparência de 20's. hahaha

Uma vez por semana faço uma máscara desintoxicante como vêem na figura que ajuda também na regeneração celular e a ficar com uma pele mais macia.

Depois duma boa noite de sono lá lavo a cara com água del cano e limpo novamente a pele com o tónico. De seguida, creme hidratante e creme contorno dos olhos para as rugas. Não uso protetor solar porque a base que uso já tem proteção e, desde que me meti na nutrição funcional fiquei um bocado de pé atrás com a questão dos protetores solares. 

Não uso pré-base e base se bem que, de vez enquando, para ficar com cara de boneca merecia. Só uso mesmo uma boa base e, como já passei esta questão nos stories, rimel, lápis de sobrancelhas e um gloss não pode faltar. ;) E voilá! Linda e Glamorosa praí durante as primeiras 6 horitas. :P

 

02
Dez19

“O que farias se fosses traída?”

MartaGomes Saúde da Mulher

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Dizem que sou boa para falar sobre traição. Não desminto que tenho bagagem para isso. E, de todas as vezes que me perguntam “o que farias se fosses traída?” respiro fundo, em ambiente descontraído solto um “Opah” e lá se seguem umas palavras. Não dou resoluções. Não dou indicações para fazer assim ou assado. Até porque, por experiência própria, tomamos sempre decisões em função da forma como estamos interiormente nesse momento em que fomos traídos. Nem vale a pena julgarmo-nos. Muitas vezes, vamos optar por ficar. Por vezes, até foram honestos connosco e nem investigamos nada. Apenas nos dizem, arrependidos, que traíram. Não digo que é o arrependimento que manifestam que é o que nos faz ficar. Não é... é a nossa estrutura interna em baixo, é o nosso interior pouco desenvolvido que nos vai dizer que apenas é aquela pessoa que estará ali para nós. Traindo de vez enquando, muito provavelmente. Consideramos a pessoa apenas carente, a precisar de ajuda quando, na realidade, todos esses adjectivos são para nós próprios. Uma pessoa que trai é uma pessoa indecisa. Colocamo-nos nas mãos de uma pessoa não assertiva, sem capacidade de decisão. Desenvolvemos pena por esta falta de competência, por esta incapacidade e ficamos. E ficamos porque achamos que não somos capazes de mais, que não merecemos mais. Acabamos por sentir até uma culpa se não ficarmos. Se não dermos mais uma oportunidade. Acabamos por dizer para nós mesmos, “bom, quem não trai afinal, não é?🤷🏻‍♀️”. Acabamos por nos convencer que é algo natural na raça humana, algo imperativo. No fundo, a única pena de quem deveríamos sentir era de nós próprios. Porque nos traimos. Traímo-nos a nós próprios em cada uma dessas mentiras que nos fazemos convencer. Com essa definição de traição instalada podemos permanecer nessa mesma relação ou saltar de relação em relação sempre com o mesmo padrão, sempre com a traição como imperador.

Até um dia em que estamos completamente desgastados. Desgastados por uma falta de confiança inconsciente. Uma falta de confiança inconsciente em nós próprios e no outro que escolhemos para partilhar a nossa vida. E menos confiança teremos no mundo, menos confiança teremos no sucesso, menos confiança teremos na felicidade.

Às vezes temos a coragem, a extrema coragem de terminar com este padrão. Quando esse dia chega, nem sequer pomos as culpas no outro. Batemos apenas a porta e saímos sem dizer rigorosamente nada. Nem a ele nem ao mundo. Somos considerados implacáveis mas, o que é certo é que saímos com culpa na maioria das vezes. Culpa de nos querermos sentir livres. Apenas queremos largar um peso que tanto nos desgastou, tanto nos desgasta. Apenas queremos livrar-nos e ter a nossa vida de volta. Mas a culpa é instituída e tudo parece colaborar para que a sintamos. Tudo parece pôr à prova a nossa coragem. A sociedade não tem facilidade em ver esse “dar a volta por cima”. A sociedade, na maioria das vezes, não tem capacidade para brindar ao sucesso. A sociedade não tem como comum hábito felicitar alguém pela coragem, pela força que teve em livrar-se de algo que a consumia, de algo que lhe fazia mal. A sociedade tem dificuldade em compreender que temos de cortar com o que nos aniquila, com o que nos incita à própria traição, com o que nos faz alienar daquilo que realmente somos. E quando deixamos de ouvir essa tal voz da sociedade, quando deixamos de ouvir esse ego, auto-julgador, finalmente estamos livres. Porque todos temos estrutura interna. Todos temos interior. Todos temos auto-estima. Só precisamos não ter medo de a construir. Só precisamos de não ter vergonha de a apresentar. No fundo, só precisamos de amor para a trabalhar. Comecemos pelo amor próprio. Que contrariará qualquer tipo de traição (própria ou sobre o outro) através das permissas respeito, carácter, competência e ambição em ser melhor hoje do que ontem.

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