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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

| Women’s Health Lifestyle Blog| Um blog cheio de modernices, feminices e pedacinhos de neura com ciência.

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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

30
Set19

O que eu quero é comer 🤷🏻‍♀️

MartaGomes Saúde da Mulher

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Há manhãs em que sim, dá para criar altos cenários ao pequeno-almoço. Há manhãs que dá para fazer umas panquecas maravilhosas ou então só ser um ás de espadas a nível da fotografia. E há outras manhãs em que só espero é que tudo se emprate muito bem neste meu sistema digestivo. Não é preciso ter sempre um ar bonito, um ar aparentemente perfeito, um ar vistoso, para ser comido com prazer. Muitas vezes o simples, o básico, o fácil de fazer sem demasiados adereços é o que mais nos sacia. Estas panquecas estavam deliciosas, sem dúvida. O modo relaxado em que estava também ajudou a que o meu estômago as aceitasse ainda melhor. Mas as papas, apesar do aspecto estar super simples, souberam-me pela vida. Há fases do mês, ou da lua, que o meu corpo pede muitoooo cacau. Pede aquele sabor amargo, negro, rico em magnésio, relaxante, preenchedor, sabor a cacau. E a mistura deste com avelã presente na aveia instantânea da iswari encheu-me as medidas. Comia mais duas taças até mas depois ultrapassava-me as medidas e em vez daquele ratinho que aparece no estômago que se chama angústia traduzida em fome iria dar uma angústia em forma de sufoco pelas calças na apertarem. Sim... esta alimentação é saudável, dá muito melhor informação às células do que o trigo ou os lácteos mas, ultrapassando a quantidade de energia que necessitamos no nosso dia-a-dia, também engorda. Eu não sou magra. E confesso que engordo e emagreço conforme a minha angústia. Já não salivo por doces ou bolachas. Mas preciso bem de comida para me preencher. Principalmente quando esse ratinho anda lá. Principalmente quando esse vazio no estômago anda lá e, ou passo a engolir ar com aquelas tendências a apneias ou tenho que comer um buffet inteiro para me sentir cheia. Faz sentido escolhermos os alimentos que não promovam uma libertação de insulina em massa. Faz sentido escolhermos alimentos que nos nutram realmente. Faz sentido escolhermos alimentos que tenham o sabor adequado para o desequilíbrio emocional que estamos a passar. E faz sentido alinhar e respirar bem. Faz sentido esvaziar a mente de mentiras parvas que ousamos convencermo-nos constantemente. E faz todo o sentido conhecermo-nos e sabermos como podemos actuar, como nos podemos ajudar, como nos podemos equilibrar. Sou uma chata com estas coisas, eu sei. Mas comecemos por nós e deixemos lá o outro em paz. 

A propósito, código iswari para 10% de desconto no site: mgomes 😜

26
Set19

Marta, a blogger

MartaGomes Saúde da Mulher

 

 

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Inicialmente quando comecei neste mundo de partilha nas redes sociais não mostrava a cara. Partilhava comida, sítios bonitos e conhecimento. Pouco ou nada mas conhecimento. A minha dificuldade em partilhar apenas uma fotografia é muita, eu sei. Tenho sempre a necessidade da escrita. Tenho a necessidade de partilhar algo mais. Passei a partilhar a minha imagem. Mas não a oferecer uma cara ou um corpo. A partilhar um eu. A partilhar a imagem do meu eu. E pretendo continuá-lo. Fico fula por só ser prestada atenção a uma cara bonita ou a um corpo bonito, sim. Somos bem mais do que isso. Agradeço mas fico fula por muitas vezes apenas verem uma cara bonita e desvalorizarem a inteligência, a capacidade mental, a piada, o ridículo, o místico, a mensagem. Fico fula com os gostos sem leitura do texto. Fico fula com o não quererem conhecer o eu e ficarem-se pelo físico. Talvez por isso tenha travado durante anos uma luta com o meu aspecto físico. Talvez por isso tenha tido a cara em obras durante anos. Talvez por isso me tenha fechado a uma imagem bonita. Talvez por isso sempre tenha sido uma ingrata. Talvez por isso a minha tendência para não me reconhecer fosse sempre muita. Talvez por isso a vergonha tenha sido muitas vezes o prato principal. Talvez por isso agora não me importe que me digam que é apenas uma cara bonita que escreve umas coisas. Eu reconheço a quantidade de coisas que sei e a outra tanta quantidade que não sei rigorosamente nada. Mas apenas partilho. O meu eu. Puro e sincero. Sem tanta necessidade de colocar fotos em que me acho feia, gorda, parva ou sei lá mais o quê. Agora trabalho a imagem, interna e externa. E não. Não é para agradar os homens. Não. Também não é para fazer frente a alguém. É apenas e só porque sou uma vaidosa de primeira e gosto bastante de me ver ao espelho, de me avaliar, de me elogiar ou criticar, de falar, inclusivé comigo própria. É apenas e só tudo o que podem esperar desta blogger. Escrita e Imagem.

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26
Set19

Compromisso?

MartaGomes Saúde da Mulher

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O homem e a mulher são dois seres independentes. São dois seres em que a responsabilidade de cada um cabe exatamente a cada um. O homem não é da mulher nem a mulher é do homem. Nenhum deles é um objecto para ser posse do outro.

Um namoro, uma união de facto, um casamento, não significa uma venda, uma entrega ou um poder de um sobre o outro. O homem e a mulher são dois seres independentes, são dois seres livres. Ou deveriam ser. Não é através do controlo que o homem conquista a mulher. Não é através da manipulação que a mulher mantém o homem. É apenas através do querer. Do querer estar ali. Querer estar ali, no presente. Quantas vezes pousamos o telemóvel e estamos só com a pessoa que temos connosco? Quantas vezes deixamos a lista de compras, o programa que está a dar na tv para outra altura quando estamos no meio de uma relação sexual à espera que ela termine? Quantas vezes estamos disponíveis para uma conversa com presença física, para ouvir e falar realmente? Quantas vezes nos comprometemos na realidade? Ou só dizemos que temos um compromisso?

A forma de consumarmos um compromisso pode variar consoante os nossos ideais. Há quem prefira o eterno namoro, há quem vá para uma união de facto, há quem escolha o casamento. Mas, no meu ponto de vista, isso são apenas flores. O mais importante é o real compromisso. O que nos falha tantas vezes.

25
Set19

Habemos Outono

MartaGomes Saúde da Mulher

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E com o meu delay característico, habemos Outono 🙏

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Seja feita a sua vontade com os dias a encurtar e as noites a ficarem maiores. Com a energia da terra a transformar-se em metal. Com a queda da folha e dos cabelos que me enchem a casa e me bloqueiam o aspirador. Com a energia a contrair-se e a acumular-se e armazenar. Valham os casacos para a cobrir. Que venha o branco, a pureza e com ela a essência. E a fruta cozinhada ao pequeno-almoço com gengibre, canela e açafrão num belo chutney de ananás. E a devida extração das aprendizagens das actividades de verão. E livra-nos, por favor, da depressão sazonal afectiva. 🙏🍂

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Mais infos na formação “Yin Yang dos Alimentos” dia 13 de Outubro no Porto 👉 inscrições: martagomes.terapias@gmail.com

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#medicinachinesa #alimentacao #saudedamulher #mulher #feminina #blogger #blogfeminino #womenshealth #women #pequenoalmocosaudavel #alimentos #cores #sabores #shooting

24
Set19

Salaam Aleikum

MartaGomes Saúde da Mulher

 

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Depois de ler o bom livro da incrivel jornalista libanesa "O super-homem é árabe" que fiz questão de partilhar algumas das boas passagens nos stories, só tenho uma palavra para mim. Conservadora. O meu auto-julgamento é regido por um conservadorismo nato. Não fechei uma única vez os olhos quando li a verdade a bater-me de frente. Não fechei o livro ou virei a página. Pousei-o muitas vezes para reflectir sobre as questões mas com uma vontade imensa de ver o que viria a seguir. Senti que me corre sangue árabe nas veias, sem dúvida. Podem entender o livro como uma critica ao homem. Eu não o vejo assim... Vejo-o como um despertar da consciência na mulher. Foram tantas as reflexões que levantou em mim que vou ter muito que me debruçar, certamente, até ao final do ano. E, sim, preparem-se, a intimidade vai ser um dos pratos principais deste blog. Não tivesse já ele no título bem marcado a grande bola de "upss, proibido" ⭕️.

Resumindo, ele debate os dois egos, os dois eu's presentes na mulher. O feminino e o masculino. O feminino cuidador, casto e objecto de posse. O feminino frágil que aspira por ser protegido. O feminino respeitador de todas as regras impostas pelo homem. O feminino pertencente a quem lhe tira a castidade. Para além disso, um ser silencioso e satisfador do prazer do homem, que finge o orgasmo para enaltecer o ego do outro, que sobe na carreira pela horizontal terminando num mero pedaço de carne que causa desejos aos pobres coitados e deve andar bem tapado para que instinto sexual deles não aflore, tudo por culpa da mulher, obviamente.

E o lado masculino. O masculino forte, dominante, possuidor, que busca prazer, que diz o que quer, que não se contenta com a insatisfação, inteligente, focado em si e com uma boa dose de desejos indisciplinados. 

Tendo os árabes andado por cá tantos e tantos anos segundo reza a história é perfeitamente admissivel que muito do seu sangue ainda corra nas nossas veias. É perfeitamente admissivel que esta seja a visão clássica da mulher, o eu feminino, sendo imposta também por religiões que defendem que a mulher foi feita para servir o homem. É perfeitamente admissível que a mulher se sinta uma libertina e seja vista de lado caso ouse não respeitar o seu eu feminino. É perfeitamente admissivel que a mulher precise levantar muitas questões em si própria para que consiga equilibrar os dois eu's na balança. É perfeitamente admissivel. E a mudança é também perfeitamente admissivel. Não vivemos num país muçulmano graças aos nossos reis que os conseguiram colocar daqui para fora. Não precisamos de nos tapar e esconder a nossa beleza. Se a usamos para manipular teremos o troco. Se a usamos para nós mesmas, para a nossa auto-confiança, a nossa auto-estima, teremos outro troco. Cabe-nos a nós sempre encontrarmos o equilibrio na balança. E um lado masculino demasiado tenso a gritar para relaxar, para fluir, manifestará sempre o desequilibrio no lado feminino a tentar dar sempre mais do que aquilo que tem capacidade, deformando-se e gerando adaptações para dar resposta.

Concordo, sem dúvida, com a jornalista, quando ela refere o lado masculino da mulher, o seu lado talvez selvagem, que precisa de aflorar. Esse Eu que grita dentro de muitas que já se aperceberam que se querem libertar desse sangue árabe. Que se querem libertar desse conservadorismo que apenas as limita a elas próprias. 

Não há supers. Há tender para o equilibrio. Vem aí muitooo para desenvolver. 

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Shukkran 🙏

 

22
Set19

A bio do pai

MartaGomes Saúde da Mulher

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Ó papá, põe-me água no pára-brisas!!! Ou então, vai-me dar uma voltinha no carro para confirmar se está tudo bem! 🙈 É um bocado para isto que recorro ao meu pai e depois, claro, desenvolve-se uma ciumeira maluca se não o ponho como protagonista. Fazemos uma dupla de nível e somos bastante dados a registos fotográficos, redes sociais, hedonismos e coisas que tais. Há quem diga, tal pai, tal filha. Eu não faço a mínima de onde veio este meu ar de asiática. A minha mãe aposta que é tudo fruto da comida que eu como. 😅 o meu pai empurra-me e diz que saio à minha mãe. 🤷🏻‍♀️ Eu digo muitas vezes que fui trocada na maternidade. Mas vá, não tenho razão de queixa. O meu pai é aquela pessoa que ajuda sempre os outros e manda a filha desenrascar-se. É aquele homem super moderno que faz um arroz de marisco de babar para a filhinha mas que entra em pânico se alguém não lhe faz um chá porque sem saquetas ele não sabe fazer. E mesmo com saquetas fico na dúvida. 🤔🙈 Não é um super-homem mas muitas vezes gosta de se intitular. (Como quantos homens mesmo!? 🤔) O que é certo é que o homem parece que vive no harém porque, nesta família, até hoje, só deu mulheres. 🤷🏻‍♀️ E ele sabe bem ser pai de meninas na realidade... Dá-me sempre daqueles abraços e beijos que me leva logo metade da base. Mimo nunca me faltou mas também tenho a vaga ideia de me ter caído um dentinho de leite depois de ter feito uma asneirada e ter levado uma chapada. Um pai que andava sempre com câmara de filmar e fotográfica na mão e que registou tantas das minhas poses de aspirante a blogger. Não viajávamos muito mas levava-me ao café, ao tiro aos pratos 😅 e a aventuras de jipe no meio do monte. Fez-me vítima de trabalho infantil pondo-me a dobrar roupa, atender clientes na loja de roupa e ir com ele ver coleções. Não faço a mínima de onde vem toda esta minha tendência para inventar nos #ootdfashions 🤷🏻‍♀️. Para além disso, sempre me disse que não podia faltar cultura e política na minha vida. E vinho. Sempre um bom vinho. Eu, só pra contrariar, sempre insisti na ciência, Sempre na ciência, na lógica e nas definições. Sempre me disse também que não existe um “para sempre” e para não me iludir com as histórias de princesas, mas, também, para não me meter em esoterismos. A ragazza era aceite como leitura mensal. 😅 É um pai que sabe educar meninas a tornarem-se mulheres sem lhes impor as comuns regras, fluxograma da sociedade: cozinha - casamento - filhos - check. Até porque para ele só lhe interessa ter netos. 🤷🏻‍♀️ Nunca foi temido para ser respeitado. Admitiu que já me confundiu com uma boazona até que depois percebeu, “ui, é a minha filha.” Mantém-me debaixo de olho sem eu dar por ela mas não me escolheu uma casa, um carro ou um noivo. Tentou. Mas em nenhum dos pontos teve sucesso. 🤷🏻‍♀️ No fundo é um homem com a comum informação de que tem que proteger as suas mulheres mas que cada vez menos as vê como dependentes, inferiores, até porque de saltos fico maior do que ele e na condução já lhe bato aos pontos, ou incapazes de chegar onde querem.

Tem as suas fraquezas, os seus medos como tantos outros homens, assim como tem as suas forças, como tantos outros homens. Sei perfeitamente que muito da minha energia masculina é dele. Sei perfeitamente o que absorvi assim como também não faço ideia do quanto absorvi. E manifestando o carácter masculino de posse, este é meu. Meu Pai!

Para finalizar, entrevista ao Pai: Como lidar com uma filha gata? Pai: Caçadeira. Só de caçadeira. 😆👊

Como posso não o adorar? 🤷🏻‍♀️❤️

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19
Set19

Nunca é tarde...

MartaGomes Saúde da Mulher

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Nunca é tarde para amar. Nunca é tarde para encontrar o amor-próprio. Dizem que escolhemos a família onde nascemos. Dizem que a escolhemos consoante aquilo que vimos cá fazer, consoante a nossa missão. Questionei-me imensas vezes o que é que eu fazia na minha família. Senti-me muitas vezes a ovelha negra e outras tantas vezes a miúda cheia de responsabilidades neste ninho. Considerei-o tantas vezes como disfuncional e só tinha vontade de fugir dele como tantas outras vezes o meu porto de abrigo. Focada na crítica e no julgamento caía constantemente na onda de ver tudo negro. Mas, tenho também cada vez mais consciência de que só no negro sabemos agradecer a luz. E, sem darmos conta, estamos tantas vezes todos afundados nesse negro. Uma família inteira, um ninho inteiro. Até alguém decidir quebrar esse vício. Continuo sem saber se a minha missão é ou não contribuir para o desenvolvimento da saúde da mulher. Hoje é. Amanhã talvez seja também. Já levei como diagnóstico egocêntrica, egoista, exigente, insatisfeita e mais não sei o quê. Não minto que em cada pessoa (homem ou mulher) procuro um pouco mais de mim mesma. Não minto que em cada momento que ouço, cada momento que dou, me procuro descobrir mais um pouco. Por isso todos esses adjectivos podem até bem ser elogios. Porque há sempre muita sede. De bom vinho e de bom conhecimento. E eu não sei o que faço. Não sei mesmo. Mas parece resultar. Porque há medida que mais consciência tomo das minhas fraquezas e das minhas forças, mais ela se liberta, mais ela toma consciência dos limites que sempre se impôs. Talvez sejamos só mãe e filha. Ou talvez sejamos mais. Só sei que nada sei. Mas até não desgosto desta indefinição.

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16
Set19

Aquele trabalho de parto difícil de, vá... uma horita!

MartaGomes Saúde da Mulher

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Abençoada seja a mulher. Abençoada seja a mulher que pariu ali numa horita sem se chatear muito, sem anestesias e outras coisas que tais. É caso para dizer "que pariu" que esta rapariga para além de fazer filhos bonitos ainda se arrisca a que, de repente, upss, a criança lhe caia pela ação da gravidade! E que assim seja!! Custa-me imenso ver mulheres em trabalho de parto confinadas a uma cama. Quem é que consegue ter cólicas e estar deitadinha de barriga para cima quietinha e com cintas? Eu sei que é para controlar o bebé, para ouvir o batimento cardíaco dele. Eu sei que é tudo em prol do bebé. Mas, se uma mãe estiver em sofrimento será que o bebé também não o irá sentir? Será que também não irá estar? Mas pronto, esta personagem para além duma barriga de sonho de grávida sem estrias, sem diástase e sem hérnia umbilical, teve um parto de sonho! E, para além disso, é uma calma quando se entra lá em casa que parece que se alinha o chakras a toda a hora. Não há cheiros a azedo nem a fraldas. Não há olheiras nem descabelamentos. A manicure está feita e há sempre bolo fresco na mesa. É realmente muito complicada a maternidade para certas pessoas. 🤦🏻‍♀️ Eram imensos os medos de um segundo filho. Eram imensos os medos de como o primeiro iria reagir ao irmão. Eram imensos os medos do parto. E assim é a nossa vida triste na maioria das vezes. Preocupados com o que pode acontecer, com os filmes na nossa cabeça de como tudo vai acontecer, vivemos nos medos, vivemos no tempo que não existe sequer. E o mais importante passa-nos ao lado. O presente. Eu, realmente, só tenho uma coisa a dizer. Continuem, continuem, que foram feitos para isto!😜 Fazem uma excelente equipa! Porque o pai não é importante só para a concepção. E eu não tenho palavras para este 🤗

13
Set19

Homem e Mulher (não versus)

MartaGomes Saúde da Mulher

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Oh, deixem lá de nos catalogar. Deixem lá de nos ver solteiras como anti-homem, como feministas, nós só queremos que deixem de criticar os nossos actos e nos deixem à vontadinha com o nosso próprio julgamento. Deixam lá de nos ver solteiras como princesas em busca do príncipe encantado para nos resgatar. Nós já temos o nosso próprio emprego, o nosso salário ao fim do mês e a vontade própria. Oh, deixam lá de nos ver comprometidas como submissas e obedientes. Nós só queremos paz num relacionamento, só olhamos para vocês e apenas vemos o que se passa à nossa volta para nos cultivarmos. Deixem lá de nos ver comprometidas como dependentes. Nós só gostamos de rentabilizar o nosso dinheiro para compras para nos arranjarmos cada vez mais para os jantares que vocês insistem em pagar. Deixem lá de nos ver como sossegadinhas quando vestimos o avental e preparamos uma boa refeição para o bebé que chega a casa tarde e a más horas depois de um dia desgastante de trabalho. Deixem lá de nos olhar de lado por gostarmos que vistam um avental, só um avental mesmo, e cozinhem para nós alguma receita que foram retirar ao google ou ao livro da bimby. Oh deixem lá de se chatearem quando pedimos ajuda para limpar a casa ou lavar a roupa. É tudo em prol de rentabilizarmos o tempo para depois passarmos mais tempo juntos a ver aquela série que tanto gostamos ou a ler um livro enquanto vocês jogam playstation. Oh deixem lá de nos pedirem para ir buscar uma cerveja quando estão bem refastelados no sofá a ver o futebol. Eu sei que vocês insistem para que façamos um workoutzito mas nós também gostamos de o fazer assim no ginásio em frente a muita gente só para verem como também somos mulheres atléticas. Oh deixem lá de achar que choramos por tudo ou por nada, que variamos consoante as fases da lua e que um dia é peixe outro dia é carne. A monotonia é chata e é um passo para que pensem na poligamia. Querem melhor do que numa só mulher puder ter várias? Oh, vá lá. Repensem lá se não é melhor andarmos todos em sintonia.

09
Set19

Fatídicas limpezas

MartaGomes Saúde da Mulher

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Todo um catálogo de selfies super femininas é possível com a demonstração da mais pura da realidade. Foi uma manhã fatídica de limpezas. Não podia deixar de compartilhar estes momentos tão íntimos da vida de uma mulher. A nossa relação com a casa é tanta que vestimos sempre a melhor roupa, fazemos o melhor penteado e, claro, não falha a maquilhagem, na hora de nos dedicarmos a ela, de a esfregarmos até ficar a brilhar. Como não?!🤷🏻‍♀️ A casa é, pela simbologia, o nosso território. É o local onde mandamos, ou devíamos 😅, é o local onde descansamos, regeneramos e, também, nos esfolamos 😅. É o local onde fazemos coisas parvas em frente ao espelho sem ninguém ver. É o local onde falamos sozinhas. É o local onde amuamos, choramos, às vezes de cabeça espetada na almofada, outras vezes a deslizar pela parede até sentar no chão a dar um cenário de telenovela. É o local onde cozinhamos (ou mandamos vir feito) e botamos corpo. Jejuns em casa são em menor percentagem... é sempre mais fácil assaltar os armários. É o local onde ouvimos música, lemos um livro, vemos um episódio de uma série ou consumimos a temporada, contemplamos as estrelas ou o trânsito, ou o aspirador a trabalhar. É o local onde nos rimos muito também. Onde partilhamos coisas com quem escolhemos para lá entrar. E é, fundamentalmente, o local onde melhor nos acabamos por conhecer. E se a casa me dá tanta coisa eu tenho todo o gosto em lhe dar também. Não tenho vergonha nenhuma neste meu ar descabelado de pano na mão a denunciar trabalhos super forçados, a apostar na PUB ao CIF e a arruinar a qualidade da imagem. Mas vá, não vou fazer disto vida. Só assim, de vez enquando, sem pressionar muito. Não é uma casa que seja um exemplo de limpeza. É impossível, não consigo. Por muito que não queira tenho todos os dias cabelos longos e pretos que parecem linhas espalhados pelo meu chão. Tenho a casa arrumada à minha maneira estando, muitas vezes, incluída nesta decoração uma toalha de banho largada numa cadeira, o aspirador no meio da sala, os sapatos na entrada da porta, um copo perdido no quarto e papéis, sempre papéis escritos e livros, papéis espalhados, sempre com aquele toque decorativo claro, pela casa. Mas, para mim, é sempre uma casa organizada!! E a começar a ter muito feng shui ❤️. De resto, estou a apostar tudo que vem aí uma nova tecnologia que a limpa toda sozinha!! 🙏 Humm cheirinho a casa lavadinha! Eu é que já preciso de um banho! 😅

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