Sai dxi baixo

Um tanto ó quanto aleonada. 🦁
<Tudo eu, tudo eu, tudo eu. Cala a boca Magda.> 🤣🙏Caco
Dizem-me que qualquer dia gosto de gatos. Não é que eu não goste. Mas eles nunca foram de me dar grandes hipóteses. Ao que, pelos vistos, é geral e eu nem fazia sequer ideia. Focado no meu eu, olhando só para a reação deles para comigo achei, claramente que “o problema não eram os gatos, era eu.” 🤣 este é o tal egozinho que tanto temos que gerir dentro de nós e que, na maioria das vezes, nem sabemos que se chama ego. Achamos que somos vitimizadas por este universo em que tudo está sempre a falar para nós. Tudo o que lemos é para nós. Tudo o que fazem é para nós e, claro, a cereja no topo do bolo, nunca é nada para nos agradar. Ou seja, faz tudo parte de um belo complô, atentando a nossa existência. Ou então, consideramos que somos umas tristes e que, muito menos os gatos, olham para nós. Sinceramente... muito sinceramente... isto é só uma esquizofreniazita, minhas queridas.
Pois bem, nada como aceitar que os gatos também estão ao nosso alcance, quiçá 🤷🏻♀️ que também olham para nós e, não é com desdém que se afastam, que rejeitam o nosso carinho. Vamos atrás do que é fácil quando estamos carentes. Procuramos um animal para cuidar e para dar mimo, uma vez que animais de grande porte de sexo masculino dão muito trabalho de manter por casa. O gato apenas tem mais do que beleza exterior, olhos brilhantes e ar meigo. O gato tem algo. E nesse interior, nessa sua personalidade, reconhece perfeitamente as nossas tendências a apegos e carências... que fazem parte do ser humano. E o gato pode aceitar quando, também, lhe apetece. Como pode olhar e dizer-nos “ei! Sai dxi baixo!!”.
Era uma vez um gato maltês. Tocava piano e falava francês. Queres que te conte outra vez?











