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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

26
Jul19

Vergonha

MartaGomes Saúde da Mulher

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Estudando a palavra vergonha, segundo a wikipédia, é uma condição psicológica e uma forma de controlo religioso, político, judicial e social, consistindo de ideias, estados emocionais, estados fisiológicos e um conjunto de comportamentos, induzidos pelo conhecimento ou consciência de desonra, desgraça ou condenação. 

 

A vergonha existe. É sentida inúmeras vezes e inúmeras vezes a sociedade não tem a capacidade de a identificar. Em vez de verem vergonha, de verem vulnerabilidade, vêem como rejeição, imposição de limites ou formas de superioridade até. É uma sensação que incentiva, não ao corar de rosto ou timidamente se esconder no meio de uma multidão mas, sim, que incentiva à fuga. Quando sentimos vergonha, fugimos. Não queremos afirmar essa vergonha porque o ser humano não sabe lidar com ela… nem quem sente nem quem “bate de frente” com ela. Não sabemos como reagir quando a sentimos nem quando a presenciamos. Não existe um protocolo, não existem dados que nos digam, é claramente vergonha. Dificilmente conseguimos assumir, “não consigo fazer isto porque tenho vergonha”. E o que acontece no pensamento de quem vê de fora é, “isto para ela não faz qualquer sentido e ela está fixe”. Tal como se vê na definição, a vergonha é uma forma de manter a sociedade controlada, uma forma de ditar que comportamentos são aceites e que comportamentos são condenados. A vergonha mantém qualquer situação minimamente controlada. 

De que forma podemos averiguar se será vergonha?

Coloquemo-nos no lugar do outro… primeiro, para o fazer é necessário conhecer parte da história do outro, caso contrário, estaremos apenas a fazer juízos de valor. Depois, ao vermo-nos na história do outro como personagem principal, certamente chegaremos à conclusão que, possivelmente, iríamos reagir igual ou semelhante dando vida à palavra estudada, vergonha. 

A vergonha é a camada de proteção que usamos diariamente, que nos magoa, nos causa sofrimento de forma a aparentar ser um ser humano inantígivel, impenetrável, inabalável, cumpridor de regras, de padrões. Por senti-la, cobramo-nos. Cobramo-nos muito por vergonha de ser quem realmente somos cobrando, julgando cada acto que não fomos capazes, por vergonha, na busca de sermos quem gostaríamos de ser. 

Somos humanos. Somos vulneráveis, penetráveis, abaláveis, atingíveis. Segundo John Bradshaw, “vergonha é a emoção que nos deixa saber que somos finitos”. 

Admitir a vulnerabilidade é o primeiro passo para assumir a vergonha, sem vergonha. Eu, estou cansada de sentir vergonha. Soluções? Deixar corar as bochechas e por a escrita de novo a fluir. 

Como desafio, que tal escrever por tópicos o nr de coisas que deixamos de fazer por vergonha?

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