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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

| Women’s Health Lifestyle Blog| Um blog cheio de modernices, feminices e pedacinhos de neura com ciência.

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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

29
Jan19

A raça feminina

MartaGomes Saúde da Mulher

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A raça feminina e os seus dois milagres: Jejum e photoshop!

Não existem melhores aliados do que estes para resolver qualquer situação de emergência na comunidade feminina. Há um evento, há uma data especial, há qualquer coisa só porque sim e toca a ler tudo o que aparece sobre a técnica do jejum intermitente de 16h ou abusar numa intro ao Ramadan e fazer assim um de 48horas. Tanto tempo sem comer ajuda sempre a chapar a barriga um bocado. Chapa também umas olheiras grandes na cara e um cansaço enorme se nos limitamos só a água. Segundo a medicina chinesa, ficar tantas horas sem ingerir qualquer alimento, contando que o alimento implica nutrientes e nutrientes são energia, o sistema vê-se obrigado a continuar a dar a mesma energia sem substrato. Tal origina deficiência de yin (substrato) e, nós mulheres, para igualdade da espécie, somos corridas quase todas com este diagnóstico. Nunca ninguém viu um Range Rover a andar sem gasóleo. Como pode uma Mulher linda e maravilhosa viver em constantes jejuns malucos?! 🤔 Não será muito?!

Vamos fazer as coisas bem feitas para todas as nossas hormonas agradecerem e características bipolares não sobressaírem. Vamos apostar numa boa alimentação e nas 12horas de jejum nocturnas que são as essenciais para que o nosso fígado desintoxique corretamente e para que todas as nossas células se renovem. Associadas a essas 12horas de jejum convém umas boas 8-9horas de sono para que em cada manhã uma nova Diva renasça. Para além disso, a tecnologia está cada vez a avançar mais e sem dúvida que as várias  aplicações disponíveis, como o snapseed, para manipular fotos são fantásticas!! Para além de podermos ser quem quisermos com o que escrevemos na internet ainda podemos também aprimorar as fotos passando a imagem ao mundo de que somos realmente perfeitas, a gravidade não nos atinge e está tudo impecavelmente alinhado! Adoro as novas tecnologias! E o jejum, claro!

 

 

 

25
Jan19

Aquela deprimente perfeição

MartaGomes Saúde da Mulher

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Quantas vezes desejos ficaram para trás pela deprimente e inalcançável busca de perfeição?

Considero não ser a única mulher que tantas e tantas vezes sentiu que lhe faltava algo na vida, que tantas e tantas vezes reclamou de não ser a sorteada com brindes e confetis para ter uma vida melhor. Se fui a única, então volto outra vez à minha exposição do eu e a falar apenas e só na primeira pessoa. Foi triste, não foi nada fixe e chegou a ser uma vida entediante isto de sentir sempre que faltou algo quando na realidade a única coisa que faltava era eu. Sempre a mesma reclamação de tudo e de todos basicamente só porque não estava a dar para ser a perfeita que achava que tinha que ser. Ora, se o meu objectivo era ser uma pessoa que não existia e, claramente, não existe, é óbvio que eu sentisse realmente falta de mim. Segundo Freud, ego é o que nos impede de agir segundo os nossos impulsos básicos trabalhando para alcançar um equilíbrio com os nossos padrões morais e idealistas. Não é o tudo eu, tudo eu, eu mas sim o tudo, quem és tu?! Na medida em que se não o desligarmos de vez enquando a muito seremos apenas pessoas feitas de regras morais. Fui muitas vezes a pessoa que nem sabia quem era. Não é que agora saiba tão pouco mas pelo menos já me sei definir pelo que gosto, pelas qualidades e pelos defeitos. Nunca ouvi ninguém à minha volta a dizer que queria ser astronauta. Não é que quisesse ser realmente astronauta mas era bem fixe ver a Terra de lá de cima. É um bocado bizarro e nada compatível com a profissão perfeita de usar bata branca. Mas cada vez que eu assumo gostar do bizarro levo uma torcidela de nariz na minha cara. Claro está que depois qualquer cabelo fora do sítio, um erro na caligrafia, o assumir que não sei alguma coisa, o não ter interesse por muitas das coisas que a grande percentagem tem, me faz criar uma simbiose enorme com a vergonha e aqui sim, entra o ego, o auto-julgamento sempre a dizer “está calada Martisabel e porta-te bem.” 

A perfeição é realmente aquela coisa chata, pegajosa que se assemelha a um pega monstro. Cola e fica, e vai ficando. Até que miraculosamente alguém, tipo nós próprios, a consiga desligar e deixar que o corpo se exprima por si só. A primeira vez que ouvi falar sobre libertar o ego foi no Pilates Play. Foi tão bom tão bom que já não me lembrava de dançar sem pensar sequer se os movimentos estavam certos ou não ou o que estava sequer a fazer. Chamo de expressão corporal. Chamo de liberdade. Chamo de felicidade expor sem vergonha o que vem de dentro. Acredito mesmo que o corpo é a expressão mais natural do nosso ser. Tudo o que ele faz, tudo o que ele aparenta é, sem dúvida, realmente aquilo que somos e não o que idealizámos ser.

De bata branca ou sem ela. Se saltos ou de sapatilhas. A ver vídeos parvos ou a ler a biografia do Einstein. A dançar com ondulações ou sentada com as costas direitinhas a pegar nos talheres com os últimos 2 dedos de cada mão arrebitados, tudo é perfeição. Basta apenas uma pessoa estar presente. Eu. 

Quantas de vocês estão presentes nas vossas vidas?

20
Jan19

O Comum e o Sábio

MartaGomes Saúde da Mulher

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Reações à la minute quando esta foto surge:

Pessoas comuns: Egocêntrica

Pessoas Sábias: hummm ela sabe usar muito bem os novos filtros do instagram! como se chama mesmo este?!

Estamos rodeados de pessoas. Vários tipos de pessoas. Todas nos podem influenciar. Tudo depende de como somos permeáveis. E ser permeável é uma cena que me assiste quando não sou claramente consistente. E, sinceramente, não quero ser. Gosto da mudança, gosto da inovação, gosto de coisas novas a surgirem. Prefiro que não me avisem se algo de estrondoso for acontecer em 24horas ou numa semana ou num mês. Tenho o grave defeito de sofrer por antecipação e o meu cérebro trata de ensaiar montes de vezes a possível situação mesmo quando estou em horas de lazer tipo, pintar-me na casa-de-banho. É terrível por vezes tê-lo sempre a falar quando não me apetece sequer ouvi-lo. Ainda não encontrei o botão do switch off mas, olhando para trás, parece-me que ele já se cala mais vezes. Alguém gosta de estar a ver um filme e ter a pessoa ao lado sempre a comentar?! Pois bem, a minha mãe é essa pessoa em carne e osso. É preciso entupi-la de pipocas para ver se ela se cala e mesmo assim, de boca cheia, ela é capaz de emitir ainda alguns comentários que drasticamente me fazem rir mais do que o filme! E é essa ideia... Rir-me dos constantes filmes e teorias que o meu cérebro faz, rir-me dos comentários que pessoas comuns façam, rir-me dos comentários de pessoas sábias. A solução é sem dúvida o humor. Negro ou cor-de-rosa, mas o humor. 

Cada informação que nos é dada pode muito bem alterar as nossas vidas por completo. E, também, cada informação que não nos é dada pode alterar as nossas vidas por completo. A santa capacidade de formular teorias da conspiração acerca do que pensam de mim é uma situação deveras dramática. Uma coisa é a realidade. Outra coisa é a ideia, a ilusão do que pode ser real. E a ilusão é um drama, faz-me saltar a tampa tantas vezes como me faz ser uma snobe de primeira linha. Só tenho pena de não ser snobe sempre! É que me encaixa tão bem!! 

Estão a ver aqueles momentos em familia em que uma pessoa apresenta o namorado, que por acaso vá, é um achado da natureza, e me dizem: Fogo, onde foste arranjar um namorado tão bonito?! E eu interpreto: e quê, não posso? não mereço? sou feia para ter um namorado bonito!? Foi a estupidez completa não ter soltado o meu lado snobe e o meu cérebro processar: ah, 💁🏻‍♀️ com que então achavas que mulheres bonitas não tinham skills para homens assim?! As pessoas bonitas andam aos pares. Mas não... soltou-se aquela crise existencial de não mereço, não sou suficientemente bonita até ter um break de anos e ter aprendido a usar os filtros do instagram e, voilá, já ninguém me bate. São vidas! Sábias ou comuns...

17
Jan19

A mesma pirosa

MartaGomes Saúde da Mulher

 

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#10yearschallenged

A mesma pirosa, um Dakar pelo meio.

10 anos de todo o terreno, mantêm-se as selfies e a tendência para a hemiparésia ocular. Franja check, cabelo lindo e maravilhoso check, sem rugas check, cara de parva check, ligeiro upgrade check. Com todos os requisitos não dá para compreender como não faço carreira nos segredos da vitória ou nos cabelos Pantene a confiscar os parabenos nos produtos. 10 anos a não reconhecer talentos próprios contribui para a insanidade mental e pode criar danos irreversíveis. Vá lá que a genética e o meio me vão safando e dúvidas existenciais, descabelamentos e situações fora do controlo acabam por tornar o dia-a-dia numa paródia. Vidas alargadas dão sempre um bom “cast” para qualquer programa. Deixando a futilidade de lado e olhando para o interior, ao que parece, continua tudo no sítio. Ainda tenho vesícula, o fígado não distendeu, a falsa cesariana mantêm-se. Ao que parece a gravidade tem sido simpática apesar dos constantes planos mirabolantes para a contrariar. 

Posto isto, está tudo nice e continuo muito feliz por após 10 anos de muito esticar a corda continuar cá. Tão grata que só consigo fazer cara triste se puxar o meio das sobrancelhas para cima!! 

Mais amor! Menos críticas!

 

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14
Jan19

As boas-vindas de forma ética 😜

MartaGomes Saúde da Mulher

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Sim!Vem aí mais um, novo, blog. Longe do perfeccionismo, com uma pitada de irreverência veio a lua quarto crescente e trouxe o início de uma nova brincadeira. Queria ter esperado pelo novo ano chinês que está aí à porta e traz na sua regência o javali de terra sinal de alegria e muito relaxamento. Essa é a ideia deste blog, tornar mais suave todas as situações que me fazem descabelar e tentar encontrar as próprias estratégias para me manter serena mesmo quando o fim do mundo está prestes a iniciar-se em minutos. Não tomo drunfos e não aconselho. Tudo o que quero é que cada vez mais fármacos sejam colocados de lado. São claras propostas de anestesia de sentimentos, das neuras, das emoções. Nunca me senti histérica. Já tive as minhas situações de explosão de alegria e explosão de tristeza com tudo a que tive direito. Experimentar ambos os lados dá sempre aquele “q” de experiência.

Aliás, começo a formular uma tese. Para acalmar uma mulher bastam duas coisas. Primeiro, basta dizer-lhe que ela está certa. Segundo, basta dar-lhe o que ela quer. Que tal tornar o ambiente mais afável para este género cheio de power?!😜

A mulher é um ser extremamente fofo que adora falar por emojis. As conversas ficam mais leves. Ou então, o que ela prefere mesmo é telemoveis e outras distrações longe e apenas se dediquem a elas. Com lamechice e sem lamechice. O importante é que elas sintam, percebam (tudo depende do tipo de mulher analítica ou não que tenham à frente) a presença no agora.

Adoro emojis 😍😜 

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