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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

| Women’s Health Lifestyle Blog| Um blog cheio de modernices, feminices e pedacinhos de neura com ciência.

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Saltos ⭕️ & Sapatilhas

28
Mar20

Tudo tem uma história

MartaGomes Saúde da Mulher

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Tudo tem uma história.

Hoje sou eu, a descobrir um hobby. Há uns anos atrás foi o meu pai. Não foi o corona virus que o mandou para casa. Não foi algo que pusesse em causa a vida/morte da comunidade mas foi algo que reduziu em larga escala o seu poder de compra. Ele era da área da moda. Da área das grandes marcas de roupa. Teve uma loja aberta durante 32 anos. Tinha uma marca, um estatuto, um conceito mais do que instalado, mais do que afirmado. Tinha clientes fiéis. Mas, clientes que perderam o seu poder de compra. E sem compras, sem movimentação de dinheiro, não há economia. Sem compras, sem movimentação de dinheiro temos quedas a pico das bolsas. E sem compras, sem movimentação de dinheiro, empresas fecham. E ele foi para casa. Durante um mês ficou em isolamento. Não queria sair, não queria ver ninguém, não queria nada. O mundo dele tinha parado. Durante um mês processou o que tinha sido a sua vida já que trabalhava desde os 11 anos. Durante um mês achou que não sabia fazer mais nada. Estávamos em julho. E ele tinha um terreno que raramente lhe tocava. Tinha para lá umas árvores que eram tratadas por pessoas que de vez enquando ele contratava. Passou um mês. Até que ele começou a aceitar a sua nova realidade. E encontrou um hobby. Encontrou o seu hobby. Ligou-se à terra, não seria ele descendente de pai transmontano que trabalhou toda a sua vida no campo. E começou a cuidar de árvores e flores. Começou a plantar ervas aromáticas. Começou a semear legumes e tubérculos conforme as estações do ano. E começou a sorrir com framboesas. Começou a sorrir com ninhos de melros. Começou a sorrir com aquela pele morena que de repente o sol embelezou. O mundo dele parou. Ele parou, sim. E, depois, mudou.
Se ainda gosta de roupa? Muito. Se ainda gosta de falar sobre negócios? Muito. Mas encontrou uma nova forma de estar e que lhe dá, sem dúvida, saúde e alegria.
Eu também quero encontrar. E por aí?

 

Tudo tem uma história.

23
Mar20

Equilíbrio, nada mais do que equilíbrio

MartaGomes Saúde da Mulher

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A base da vida é o equilíbrio. 
Equilíbrio significa harmonia, estabilidade, solidez. No sentido figurado significa prudência, moderação, domínio de si mesmo. 
É o que procuramos encontrar durante toda a nossa vida e sem ele não era possível estarmos cá.

o equilíbrio começa numa simples reação química, o equilíbrio ácido-base. E tudo roda à volta do pH. Se este baixa dos 7,4 começamos a tender para um ambiente de acidose, de stress, de retenção de CO2 e dificuldade respiratória. O nosso coração dispara. Tudo nos parece difícil e a capacidade de ação cada vez tende a ser menor à medida que o pH baixa.

Mas...se o pH tende para alcalino, mais próximo de 7,4, tudo muda. Começamos a tender para o equilíbrio, há mais trocas gasosas, menos retenção de CO2, mais oxigenação, mais felicidade e mais vida.

 

Não entramos em acidose assim tão facilmente. O nosso corpo arranja uma série de estratégias para evitar que tal aconteça. Compensa aqui, compensa acolá. Até que, quando perde essa capacidade de tanto compensar, quando entra na saturação de viver ligeiramente desconfortável, surgem dois caminhos. Ou entra em acidose respiratória com necessidade de oxigenação e ventilação & intubação. Ou Muda. Muda tão simplesmente para hábitos, comportamentos que reduzirão em grande escala a necessidade do corpo compensar aqui e ali estrutural e bioquimicamente. 
Um Lifestyle de novos hábitos, novas rotinas, novos comportamentos. É aqui e agora. Em casa. 
O presente é agora. A era que vivemos é esta. 
Vamos esperar por amanhã? Para quê? 

Cuida-te. Hoje mais do que ontem. Amanhã mais do que hoje. Cuida-te agora. 

19
Mar20

Gossip #corona

MartaGomes Saúde da Mulher

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Gossip
.
Desde o início de janeiro que ouço falar do corona e sempre considerei gossip. Fofocas, conspirações, dramatismos, etc, etc. .
Afinal este ser, invisível, deu-nos a volta ao planeado, às nossas “supostas” vidas controladas, aquilo que sabemos. Faz-nos ter medo por aquilo que não vemos. Faz-nos, ao mesmo tempo, ter respeito pela vida. Percebemos como tudo é inconstante. Percebemos como, o que vivemos hoje, o que temos hoje, onde estamos hoje, é apenas e só hoje. Amanhã será uma lembrança, uma memória, será passado. E, com o passar dos dias, acaba por se tornar numa “vida passada”. Por isso, um dia, tudo o que estamos a viver agora será também uma “vida passada”. Deixará tanto marcas de inovação como marcas de trauma. Deixará uma nova forma de ver as coisas. Deixará uma maior capacidade para valorização, reconhecimento, empatia no contacto mão com mão.
.
Ao fim de 7 dias em casa já fraquejei. Já chorei. Já fiquei sem motivação nenhuma para tirar o pijama e to@ar banho. Já fiquei sem conseguir adormecer. Já fiquei sem sequer me apetecer falar. Quem me dera puder continuar a dizer Gossip. Mas os factos não me permitem. Resta-me adaptar-me a esta nova vida, de regresso à cidade onde cresci e encontrar energia para vos motivar dia-a-dia a viver, a rir, a pensar, a relaxar, a cozinhar saudável e, a renderem-se ao Pilates. 🤸🏻‍♀️ “Everything happens for a reason” #chinesemedicine .

12
Mar20

Fiz um workshop de escrita criativa

MartaGomes Saúde da Mulher

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Fiz um workshop de escrita criativa.

É verdade, este ano decidi dedicar-me um bocadinho mais a mim. Este ano decidi dedicar-me ao que sempre deixei em standby na minha vida, ao que nunca coloquei como prioridade, ao que nunca quis conhecer. O Eu, o meu verdadeiro Eu. Este ano decidi por um pouco de lado o estatuto profissional ou a contínua busca dele. Este ano decidi propor-me ao que não conheço, ao que não sei o que vou encontrar, ao responder a perguntas tão simples e ao mesmo tempo tão difíceis como “O que me faz realmente feliz?”

Passamos anos e anos da nossa vida a procurar fazer mais e mais, a tentar chegar mais longe ou a alcançar o que outros alcançaram. Passamos anos e anos da nossa vida a querermos ser reconhecidos por estatutos. Passamos anos e anos da nossa vida na frenética onda de trabalhar mais, de fazer mais do que um curso, de ter mais do que um título. Passamos anos e anos da nossa vida a querer angariar fundos para garantir todo o suporte aos que temos connosco. Passamos anos e anos de vida com tanto medo de no futuro perdermos o presente que nem o presente valorizamos, que nem o presente vivemos, que nem no presente estamos. 

Vivemos em função de tudo. Menos de nós próprios.

Por isso, fiz um workshop de escrita criativa.

Há tanto dentro de mim para além da minha identidade como profissional de saúde. Há emoções, há ideais, há vivências, há experiências, há um Eu para pôr cá para fora. E nada melhor do que a escrita para isso. Nada melhor do que a escrita para pôrmos os nossos pensamentos, as nossas preocupações, as nossas dúvidas, a nossa fúria, a nossa tristeza e o nosso amor em papel. 

Fiz um workshop de escrita criativa. Não sou jornalista mas fiz um workshop de escrita criativa e aconselho-vos tanto mas tanto a escreverem.

Comprem um diário. Ou comprem um bloco em branco. Ou usem folhas de rascunho ou mesmo as notas do telemóvel e escrevam. Escrevam o que vos vier à cabeça. Escrevam o que gostavam de dizer mas não podem. Escrevam o que vos magoa e sintam como isso vos magoa. Sintam o que escrevem. Depois, escrevam o que vos faz feliz. Escrevam o que vos faz feliz e sintam como isso vos faz feliz. Vão soltar um sorriso, tenho a certeza. 

A escrita é livre. A escrita é libertadora. Podem assinar e podem mostrar o que escreveram. Ou podem guardar só para vocês ou usar outro nome que não o vosso na assinatura. Ainda é perfeitamente compreensível que o façam desta forma. Mas, acreditem que será igualmente libertador. Acreditem que será uma porta que estão a abrir para o auto-conhecimento, para o desenvolvimento pessoal. Para o auto-conhecimento. auto-desenvolvimento. auto-consolidação. 

Fiz um workshop de escrita criativa. E recomendo. 🤗

03
Mar20

Que bem que ia agora uma caminha

MartaGomes Saúde da Mulher

Que bem que ia agora uma caminha!

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Não é fácil admitir perante a nossa sociedade que gostamos de dormir. Não é fácil admitir perante a frenética sociedade que fazíamos a sesta na boa. 

Não é fácil admitir perante a comunidade que dormimos 10 horas e que bem que isso nos fez.

Não é fácil admitir que dormimos em vez de constantemente trabalharmos. 

É socio-cultural que devemos ter o nosso emprego, que devemos acumular com o trabalhar em casa, e ainda que temos que ter a canseira da família e das lides de casa. É socio-cultural que não devemos ter tempo, que não devemos parar. Quase que é socio-cultural que não podemos dormir. Mas, dormir é essencial para a nossa saúde.

Então, em que ficamos?

Lembro-me de ter 14 anos e ter tentado a minha primeira direta. Estava num torneio de voleibol na ilha da Madeira. Era a última noite, já não tínhamos jogos no dia a seguir e estávamos em comemoração. Longe dos pais e a querermos quebrar “regras” e aproveitar a noite como “crescidas” decidimos fazer direta. Uau, seria espectacular passar mais do que 24horas acordadas e isto prometia que íamos viver mais, rir mais, ser mais felizes. 

Pois... o que sei é que a minha memória desse dia ou dessa noite se foi. Lembro-me daquilo ter sido uma verdadeira luta com o meu sistema até que me rendi e adormeci. Não me lembro de ser mais feliz no tempo em que estive acordada. Não me lembro de me ter rido mais no tempo em que estive acordada. Não me lembro de ter sido mais fixe no tempo em que estive acordada. A única coisa que me lembro foi que, inevitavelmente, adormeci. 

Talvez nos meus 20’s tenha conseguido aguentar 24horas sem dormir para aproveitar uma festa. Só sei que logo a seguir caía numa cama e dormia horas e horas. É quando não repunha o sono convenientemente é certo que me sentia mais incoerente, intolerante e tinha mais apetite. Para além disso, não tenho grande facilidade em recordar esses momentos com clareza. Porque, efetivamente, com privação de sono ou insónia muitas alterações hormonais ocorrem, muitas alterações de neurotransmissores ocorrem e muitos efeitos nocivos a nível cerebral dão cartas.

Apesar da minha mãe sofrer de insónia, privação de sono desde os seus 20’s e ter mantido este padrão quando grávida de mim, para mim, dormir é essencial. Para mim, dormir, é a cereja no topo do bolo em cada dia. Para mim, uma caminha, é o lugar mais confortável de sempre. Para mim, pôr a cabeça na almofada e dormir é a melhor resolução de conflitos. 

E para vocês?

Que bem que ia agora uma caminha?

 

 

 

22
Fev20

Sempre quis uma barriga d’sonho

MartaGomes Saúde da Mulher

Tinha 13 anos e sonhava com uma barriga d'sonho. 

Lembro-me perfeitamente como se fosse hoje. Lembro-me daquelas férias de verão em que depois daquela vida chata de piscina e sol colava na MTV a ver vídeo-clips e acredito que os meus olhos nem pestanejariam quando via a JLo no "if you had my love". Aquela barriga para mim era e continua a ser d'sonho. Definida q.b, sem fazer pregas quando se senta, a cintura perfeita. Se eu pudesse escolher um corpo como exemplo do que eu queria, com toda a certeza, escolheria esse do vídeo-clip. 

Tinha 13 anos e queria uma barriga d'sonho.

Talvez fosse precoce mas comecei a ler sobre dietas na famosa revista daquele tempo entre as adolescentes, a "Ragazza". Aconselhavam a apostar nas fibras e nos produtos integrais bem como nos magros. Não me lembro de ler sobre frutas e vegetais senão na altura, certamente tinha começado a comer. Mas, na maioria das vezes, quando se fala ou se lê sobre dieta ou dizem para comer tudo integral e magro ou dizem para cortar os hidratos de carbono à noite ou não fogem muito deste mix contando que as calorias não ultrapassem as 1300kcal diárias. 
Nada contra, mas ainda bem que veio o "funcional" com as dicas nutricionais de preferir os alimentos "vivos" aos alimentos processados e com isso pôr de lado a questão de "procure comer cereais integrais e tudo o que no rótulo leve com magro ou light". 
É certo que a privação de comida faz barrigas lisas. Confesso que experimentava alguns jejuns só para aspirar à barriga d'sonho. Fiz algumas loucuras, é verdade. Há quem diga "mulheres". 🤷🏻‍♀️ Eu chamo essas loucuras de exigências por demais da conta, idealismos, aspirações a conjecturas perfeitas e, sem dúvida, percepções. É sempre a forma como percepcionamos o mundo que nos pode provocar o maior sofrimento ou a maior alegria. E no que toca à imagem "ideal" geralmente não somos meigas connosco próprias. Confesso que eu nunca fui muito. 
Na adolescência ainda fui conseguindo a minha barriga d'sonho. Mas só o reconheço olhando agora para trás porque na altura estava sempre mal. Depois nos vintage começaram as oscilações. Às vezes estava lisa, outras vezes o balão ao final do dia já aparecia. Depois dos 28, nem comento. Aquela prega intestinal já estava ali muitas vezes bem marcada. O leite e as bolachas eram a minha perdição e saber comer realmente bem era algo que eu nem fazia ideia de como era. 

Tinha 28 anos e já não sonhava só em ter uma barriga d'sonho. Sonhava também em ter a cara de bebé dos meus vintage ou da minha adolescência. Queria voltar para trás. Sonhava com o passado. Queria o que já tinha tido e na altura só sabia apontar defeitos. E foi aí que começou o percurso pela busca de todas as respostas para: como ter uma barriga d'sonho? 

A barriga é o nosso centro. O centro é chamado de core. E a partir do core movemos todo o corpo. O core é a nossa "central" das emoções. É através do trabalho do core, interno e externo, que conseguimos o controlo das nossas emoções. Conseguimos identificar o que sentimos, conseguimos aceitar o que sentimos, conseguimos agir perante o que sentimos. 
A barriga contempla o segundo, terceiro e quarto chakra. O terceiro chakra é o chakra da auto-estima. Este fica precisamente na zona do umbigo. O segundo chakra contempla a sexualidade e o "ser mulher". O quarto chakra fica na linha do coração, do diafragma respiratório e está diretamente relacionado com o que sentimos. Os três formam a residência das nossas emoções. Um deles em desequilíbrio e o nosso core, a nossa barriga dá sinais. 
Pode até ser pouco científico sim mas, como diz O Principezinho "O essencial é invisível aos olhos". 

Tenho 33 anos e continuo a sonhar com uma barriga d'sonho. Já a tive sim. Em vários períodos da minha vida. Esta, na fotografia, não tem muito tempo. Tinha 32 anos fresquissimos e estava numa das minhas melhores formas de sempre. Tinha iniciado um trabalho interior, emocional, exigia menos, tratava-me melhor, gostava mais de mim. E, sim, estava mais activa, mais ágil, menos medos e, como tal, um corpo mais saudável, um core mais activo, uma barriga mais d'sonho. 

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Ela é possível. Em qualquer idade, após qualquer condição. Basta acreditar. Basta aceitar que não se sabe tudo, que não se controla tudo e aprender, acima de tudo, a controlar as emoções. Porque a mulher é um ser emocional e tudo o que a faz ir direta para os armários das cozinhas, para os supermercados ou confeitarias e perder a cabeça são, sem dúvida, a incapacidade de reconhecer, aceitar e gerir aquilo que sente, aquilo que acontece. E o sistema gastro-intestinal responde, os diafragmas respiratório e pélvico respondem, o sistema músculo-esquelético responde, o sistema hormonal responde e, a barriga, essa barriga, dá sinal...

Agora, tenho 33 anos e mantenho a mesma filosofia. E mantê-las-ei sempre quer em estado de grávida, quer em pós-parto, quer em menopausa.

Tenho 33 anos e quero uma barriga d’sonho.

Este é o ano dos sonhos que se tornam realidade ✨

 

15
Fev20

Guilty Business - elas nas horas

MartaGomes Saúde da Mulher

 

Dia da edição mensal de almoços executivos. É como feriado santo para nós!

Escolhemos sempre um restaurante fancy para este encontro. Um restaurante com pinta, um restaurante badalado no momento, um restaurante com opções sem glúten e sem lácteos, um restaurante muito postado entre as instragramers, um restaurante com grande vista, um restaurante com muito foodstyling. São inúmeros os nossos critérios e não pedimos tudo num. No fundo, o que mais gostamos é de viajar nas conversas e nas experiências. 
Sim, falamos sobre os outfits do momento, falamos sobre relacionamentos e família, como falamos sobre investimentos, projectos rentáveis, saúde, saúde da mulher íntima e não íntima, dinheiro, bitcoins e apps. Ou seja, falamos de negócios. Os nossos negócios. 
Rimos, rimos muito. E gozamos. Gozamos com as cenas umas das outras. Tornamos conversas sérias mais leves. Desabafamos por vezes. E falamos das nossas mantas polares que se apoderam de nós a partir dos 30. Falamos de estratégias para a perder. E, apesar de neste almoço termos escolhido o Guilty, não nos sentimos nem um pouco culpadas de pecar.

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O spot é muito fancy, sem dúvida. O restaurante estava cheio mas nem por isso havia muito barulho. Aconselha-se a reserva e mesmo assim podem ter que esperar no bar o que não é mau de todo pelos cocktails interessantes que tem. A nível de pratos, dá para viajar nos sabores. Na minha steamy adventure babei-me com o molho de redução de vinho do Porto e mostarda dijon e com as uvas combinadas com o chèvre.

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Para quem estava em “programa fat Secret” como eu tentando apontar tudo o que comia para perceber as reais quantidades de gordura, hidratos de carbono e proteína que andava a ingerir, esta saladinha também entrou direta para lá. Acho que consegui colocar quase tudo, menos o molho delicioso que, certamente, conta com alguns bons hidratos de carbono. Mesmo assim, é uma opção low carb. Mas a nível de gordura já o cenário é outro. Minhas queridas, saladinhas com queijos (feta, chevre, mozzarella, etc) são um bom aporte de gordura e, em lácteos, a gordura é saturada. Ou seja, é toda aquela gordurinha que faz faísca colaborando na inflamação. Por isso,  é preciso ter atenção. E, em saladas, e, ainda para mais com queijos, quem não adora umas nozes ou umas sementes? A combinação de sabores é brutal e com molho de sabor agridoce ainda mais estamos perante um mix de gordura saturada (queijo) e gordura poli-insaturada ômega 6 (frutos secos e sementes). O ômega 6 em dobro em relação ao ômega 3 dá também direito a um resmungar do nosso sistema imunitário. Posto isto, quando coloquei no fat Secret tudo o que comi deu assim cerca de 900kcal repartidas em 60% de lipídios, 22% de hidratos e 18% de proteína. Um bom típico paleo. 😜

Fiquei de olho no hambúrguer portobello (não incluído no menu Guilty Business) e na pizza de mix de queijos com burrata e numa outra com pesto (estas sim, incluídas no menu Guilty Business). 

A nível de entradas incluídas no menu, entre focaccia, asinhas de frango e carpaccio a escolha caiu sobre a classe. 😜

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Sem direito a sobremesa por ter escolhido a entrada do menu, provei a sobremesa das minhas amigas. Uma com fruta laminada e com uma compota provavelmente de morango que não me encheu medidas e, uns churros, uns churros com Nutella que me lembrou as festas populares.

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Fiquei de olho na melted indulgence que é só, basicamente, um petit gateau com um magnum de amêndoa lá espetado. Das duas uma, ou tento fazer em casa ou num sábado ao fim da tarde vou lá. Isto porque o restaurante tem o conceito de bar e o conceito de partilha. Nada melhor do que um sábado final de tarde com um cocktail, uns nachos e um melted indulgence para arruinar o funcional mas permitir o prazer de partilhar momentos de verdadeira guilty. E ainda ter a adenda de Dj ao vivo. 
Quanto a preços, Guilty Business 15€ é uma pechincha. 
Apontem. 
Para quando quiserem embarcar naqueles momentos Guilty Business - Elas nas horas (livres). 😜

12
Fev20

Dizem-nos que não podemos...

MartaGomes Saúde da Mulher

 


Dizem-nos que não podemos...

 

Dizem-nos que não podemos chorar. Dizem-nos que somos fortes e que os fortes não choram. Dizem-nos que o que os problemas que vemos só existem na nossa cabeça e que de nada vale chorar. Dizem-nos que se chorarmos seremos umas coitadinhas ou coitadinhos. Dizem-nos que chorar é feio, é fraco, é repreensível pela sociedade. Dizem-nos que chorar fica mal e que ninguém gosta de alguém a chorar. Dizem-nos que quem chora é quem se está sempre a lamuriar. Dizem-nos que chorar é para bananas.

 

Pois bem... para mim não chorar é falta de humildade. Para mim, não chorar é ego nas alturas, solitário e frio. Para mim, não chorar é ter vergonha de mostrar que caiu. Para mim, não chorar é falsidade. Para mim, não chorar é não conhecer o amor, a paixão, a raiva, a tristeza e o medo. Para mim, não chorar é uma pedra, uma muralha criada em vez de coração. Para mim, não chorar é não viver. Para mim, não chorar é não estar presente. Porque a dor, a real dor, apenas se sente no presente, num preciso momento. E chorar, para mim, é libertação. Chorar é liberdade de expressão. Chorar é pacificador. 

E tudo isto eu descobri quando me permiti começar a chorar sem juízos.

 

Sempre ouvi: “chorar não te vai resolver os problemas”. Pode até não resolver os problemas mas resolve imenso em nós. Não somos vítimas por chorarmos. Não somos as coitadinhas ou os coitadinhos por chorarmos. Não somos infelizes por chorarmos. Não somos fracas e fracos por chorarmos. Temos sangue. Temos impulsos. Temos vibrações. Temos o sistema limbico. Temos emoções. Porque não dar-lhes espaço? Sem elas somos um corpo fechado, enclausurado em regras e juízos. Porque não libertá-las quando assim o sentimos? 

Dizem-nos que não podemos...

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10
Fev20

São tantas as mães...

MartaGomes Saúde da Mulher

Sara tinha terminado o curso de enfermagem. Tinha 22 anos e arranjou umas horas como enfermeira. Não estava fácil para conseguir uma oportunidade na área naquela altura em Portugal. E, Sara, queria mais. Queria algo que lhe desse gozo, que a estimulasse e lhe desse um bom rendimento ao fim do mês. Para além de enfermeira, Sara era obstinada e não ia ceder às fracas oportunidades que surgiam para a sua área de licenciatura. 

Então, o que é que ela fez? Segundo a descrição da mãe "Oh filha, fizeste uma licenciatura para ir vender panelas?" 

A mãe de Sara era dosmética. Via a vida de dona de casa não como uma benesse mas como uma clausura. Para ela, todos os dias eram iguais. Para ela, todos os dias tinham as mesmas preocupações. "O que fazer para o almoço e para o jantar? Será que está bom tempo para pôr uma máquina de roupa a lavar? E passar a ferro? Passo hoje tudo ou amanhã? E as janelas? Estes vidros estão sempre a precisar de ser limpos! E as casas de banho para dar um jeito. Sem esquecer das camas para fazer! Não acredito, já são estas horas?!!!" 

A mãe de Sara não conseguia ver um ponto alto no facto de ser dona de casa. Lamentava-se imensas vezes por não ter tido vontade de estudar, por não ter feito um curso mas, na altura, as oportunidades não eram para todas. Agora, só queria o melhor para a filha. Agora, só queria que a filha tivesse um cargo importante na sociedade. Agora, só queria que a filha tivesse uma profissão com um nome sonante. E, não, vendedora de panelas não encaixava no perfil que ela queria para a filha. 

Sara, firme nas suas convicções, tapou os ouvidos aos julgamentos da mãe, às crenças e estereotipos da mãe e seguiu em frente no seu caminho. Ao fim de um ano foi das melhores vendedoras do país. Ao fim de dois anos ganhou um cruzeiro de 7 dias com tudo pago. Ao fim de três anos tornou-se lider, tornou-se CEO. A enfermagem já ia lá longe. Mas a sua vontade de ajudar pessoas, de tornar as suas vidas descomplicadas, o seu dia-a-dia mais saudável estava lá. É cuidadora na mesma. E, sinceramente, de uma forma igualmente prestigiante. 

 

Vamos reflectir?

 

São tantas as próprias mães a castrar os sonhos, as motivações, a coragem em arriscar em algo diferente das próprias filhas. São tantas as mães que procuram que as filhas sejam o que elas deixaram por fazer, que tenham o estatuto que elas não tiveram. Ou são também tantas as mães que derrotam uma filha logo em primeira instância perante algo que não conseguiram fazer ou não se sentem capazes e, por esse motivo, consideram que as filhas também seguirão esse caminho do insucesso. São tantas as mães que desvalorizam os feitos das filhas ou então choram quando outras pessoas as elogiam. São tantas as mães com medos que acabam por tornar as filhas inseguras. São tantas as mães que têm dificuldade em expressar o seu sentimento pelas filhas, por estas mulheres da nova geração. E são tantas as mães que um dia reconhecem que afinal criaram grandes mulheres.

 

Se fosses mãe de uma menina, de uma mulher, o que querias que ela fosse?

Eu escolheria segura e confiante. Apenas e só.

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São tantas as mães...

 

 

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